Quando eu era criança, eu acreditava que...


O Blog não morreu

Amigos, estou sem tempo para atualizar o "Eu acreditava", mas não desistam daqui.
Divirtam-se com os arquivos, que voltamos com colaborações novinhas em folha, em breve!

Abraços!

Escrito por Cássia às 20h40
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Bruxas... e propaganda

Eu acreditava que se ficasse olhando para a porta de noite, quando eu já estava deitada mas ainda não havia dormido, impediria a entrada das bruxas. Isto funcionou muito bem até eu pensar que bruxa que é bruxa entra até pelas paredes, pelo chão e pelo teto...Não sei como eu superei a limitação de olhar para todos os lados ao mesmo tempo...
Eu também acreditei que o sabonete Lux se transformaria em contato com a água em "um suave creme de limpeza" e fiquei lá com a mãozinha estendida em baixo ... Crianças deveriam ser proibidas de ouvir propaganda!


Maria


Escrito por Cássia às 00h46
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Javali
Quando eu era criança e morava em uma Vila em Foz do Iguaçu diziam que numa floresta que tinha no clube havia um Javali, que mesmo estando bem longe de você ele só de te ver estaria na sua frente em um piscar de olhos, por muito tempo a aventura nossa era ir lá procurar o Javali, mas infelizmente um dia nos disseram que a guarda florestal foi lá e capturou o tal Javali, acreditei nisso por muito tempo, até ver o que era realmente um Javali.

Acreditava também que pedra brilhante era diamante.

Acreditava que pular de guarda-chuva do muro você ia devagarzinho, não foi bem o que aconteceu.

Minha irmã acreditava que se colocasse uma semente de pessego no sol, ela viraria um nozes.


André Rennó



Escrito por Cássia às 00h42
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Cegonha na janela...
Tinha nove anos e acreditava que os bebês nasciam através da cegonha, isto é, como minha mãe me ensinou naquela época, dizendo que colocar um pote de açúcar na janela os bebês viriam.
Queria muito ter um maninho ou maninha, então comecei a colocar todos os dias potes de açúcar na janela.
Conclusão: Minha maninha mais nova está aí, e hoje com 35 anos.


Marinez, de Porto Alegre


Escrito por Cássia às 00h40
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Bigodes

Oi meu nome eh LuKKKKaS quando eu tinha uns 6 anos, acreditava que meu avô tinha nascido de bigode(rs)
Quando eu ia na casa do meu tio gostava de ficar na rua, mas minha mãe dizia que iria passar o " HOMEM DO SACO " que iria me colocar dentro do saco (que ele carregava) e me levaria embora.. depois disso nunca mais brinquei na rua a noite. Rs


Escrito por Cássia às 23h53
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Mais televisão

Tenho 20 anos e dois irmãos, mais velhos. Quando eu era pequena, assistia as episódios do Chaves sempre (e confesso, até hoje). e meu irmão dizia que a Chiquinha era uma atriz do Rio de Janeiro, que ela se chamava Rosinha.. hehehe.. E eu queria porque queria conhecê-la pessoalmente, e ele inventava que ia ter show do Chaves, etc, mas que só ele podia ir, porque ele era mais velho que eu. E eu acreditava !!
Eu também achava que no programa da Mara Maravilha ela podia me ver em casa, e eu achava o máximo conversar com a Mara pela televisão.. E eu cheguei a tirar fotos da televisão sem meus pais saberem, (tenho algumas até hoje), e dizia pras minhas amigas que eu tinha tirado foto com a Mara.. hahaha... e algumas delas até acreditaram...


Kamylla.


Escrito por Cássia às 23h51
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O furo da orelha

Minha mãe dizia para eu não fica sem brinco porque o furo iria fechar, então minha Barbie perdeu o brinco e eu chorei porque acreditava que o furo da orelha da boneca também fecharia!!!

Paula
http://www.paulajordao.blogger.com.br


Escrito por Cássia às 00h01
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O pote de ouro no fim... da geladeira?

Pequena coletânea da Andréa

Quando eu era pequena, tudo o que eu não podia brincar ou mexer minha mãe colocava em cima da geladeira, então eu achava que lá no alto era cheio de coisas legais e ficava doida pra crescer e poder pegar tudo!
Meu irmão achava que se ele tampasse seus ouvidos e falasse, ninguém ouviria!!! Direto a gente via ele com as mãos nos ouvidos e gritando, hahahaha!
Ah, eu achava que só seria adulta quando sentasse no carro e meus pés encostassem no chão.
Minha vó falava que eu tinha que comer verduras para ficar loira de olhos verdes, e a burra aqui comia tudo.


Escrito por Cássia às 00h00
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Alívio

A Erica, está aliviada, e acrescenta mais essas:

Nossa, que beleza! Quer dizer então que eu não era a única??? Alívio.

Quando eu era criança (mas beeem criança) eu achava que índios eram personagens do folclore, assim como o saci-pererê, a mula-sem-cabeça e o caipora!

Quando eu era criança um amiguinho meu me deu uma semente preta e vermelha, chamada olho de tigre (!?) e disse que, por meio dela, ele fazia viagens até marte. Eu acreditava. E passava minhas tardes tentando descobrir o ritual certo para fazer a tal viagem.

Quando eu era criança eu acreditava que a caneta kilométrica escrevia sozinha, por causa da propaganda que passava na televisão. (pior o meu irmão, que queria porque queria que a minha mãe comprasse Quick porque ele achava que ia sair um coelho de dentro da lata). Propagandas enganosas, humpf!

Quando eu era criança eu achava que os anões, quando nasciam, eram tão pequenos que deviam dormir em caixinhas de fósforos.

E, para terminar, as crenças clássicas: que eu era adotada; que o governo só não dava mais dinheiro para todo mundo porque era ruim, já que existia uma casa que fabricava dinheiro!; e que se eu engolisse uma semente de laranja ia nascer uma laranjeira no meu estômago. Hehehehe.


Eriquinha


Escrito por Cássia às 23h59
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Diversos

Quando eu tinha uns 4 anos, minha mãe me mostrou o álbum de fotos do casamento dela e eu chorei horrores quando percebi que não tinha sido convidada para a festa.

Eu acreditava que os tênis Bubble Gummers realmente tinham chicletes dentro deles, para ficar com aquele cheiro de chiclé!

Eu fiquei com um torcicolo horrível aos 5 anso de idade porque estava ouvindo o disco do Sítio do Pica-Pau Amarelo e quando começou a tocar a música da Cuca eu me fixei na janela aberta achando que ela ia aparecer a qualquer momento para me pegar.

Eu acreditava que meu avô já tinha nascido velhinho...

Eu acreditava que 1 cruzeiro era dinheiro pra burro, pô, eu tava rica! Comprava 10 balas!

Eu acreditava sempre que eu pedia algo pra minha mãe comprar e ela dizia "depois eu compro..."

Eu achava que o Pedrinho do Sítio do Pica Pau Amarelo gostava de mim.

E que o Ricardo do Polegar, o Marcelo do Dominó e o Charles do Menudo também gostavam de mim. E melhor, eram os meus namorados.

Eu achava que Godzilla, Popeye, Espectroman e Ultraman existiam mesmo.

Eu nunca acreditei na Xuxa. Nem minha mãe entendia porquê.

Eu acreditava que em dia de sol e chuva realmente tinha um casamento de viúva envolvido...

Eu achava que tinha nascido de um pé de alface...

E não me arrependo de nada que achei ou acreditei, eu amei minha infância com tudo que nela vivi.

:)
Dani Mart
http://danimart.blogspot.com


Escrito por Cássia às 00h23
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A Caverna Verde

O Paulo, do quenome.blogger.com.br emocionou-se com o blog, e foi lembrando... E aqui está o que ele nos mandou de presente:

Bom, eu acreditava que minha mãe era a Rita Lee, porque ela se chama
Rita e usava as mesmas roupas (pra quem não sabe, as pessoas já se vestiram como a Rita Lee). E eu acreditava que meu irmão era um bebê de proveta por algum motivo que eu nao me lembro.

Eu também acreditava que eu tinha uma caverna verde, onde vivia um dragão verde. Eu sempre ia lá, mas só dava pra eu ir, porque tinha um ritual secreto pra chegar lá: eu tinha que tirar o taco solto do lado de minha cama, ir até o quintal, pegar o trevo que nascesse mais perto do canto do portão e - do alto do pé de sapoti - comer o sapoti mais madurinho que pudesse achar. Depois disso, era só sentar no pé da árvore com o meu boneco do Falcon que eu estaria de frente pra caverna verde, usando uma armadura e pronto pra bater o maior papo com o dragão verde... Chato é que ele nao era muito de papo. Ele só ficava lá, dragoando e soltando fogo verde pelas narinas...


Escrito por Cássia às 00h15
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Mil coisas...

Eu acreditava:
Que se engolisse louca pelos "Hanson", tinha posters pelo quarto todo, cds e outas coisas...e eu achava que eles podiam me ver através dos posters, então eu colocava os cds deles para tocar e ficava cantando bem alto (para eles ouvirem), fazia coreografias, mandava beijos, dizia que amava, nunca trocava de roupa no meu quarto, nem fazia nada que eu pudesse ficar com vergonha deles...Até que um dia sem querer (eu me esqueci da "presença" dos meus ídolos) troquei de roupa...nossa, foi o fim do mundo para mim...arranquei todos os posters, chorei, e pedi que eles me esquecessem, joguei tudo no lixo! Até hoje me lembro disso, e acho divertido...Mas acho que nunca mais quero ver Hanson na minha frente! Vê se pode...


Marina http://blogdamarina.weblogger.com.br



Escrito por Cássia às 00h03
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Jaspion

Quando criança burra, eu morava em um apartamento, e era fissurado por Jaspion. Eu via o Daileon, o robô do Jaspion, e ficava muito empolgado e feliz.
Certo dia, minha mãe comprou uma geladeira nova, que veio na caixa. Que que a criança idiota aqui fez? Desenhou a cara do Daileon na caixa da geladeira e foi pro corredor brincar de Jaspion comandando o Daileon. Devia ser muito legal, pelo fato de que não dava pra eu ver nada, já que a caixa estava fechada. E empurra a caixa, pula, dá "golpe mortal", até que eu começo a rolar dentro da caixa e um baita estouro ecoa dentro do meu "Daileon".
Eu saí meio que cambaleando e percebi que meu "gigante guerreiro" havia se arrebentado na porta da vizinha do andar de baixo, que saiu gritando desesperada pensando que estavam arrombando o apartamento dela.

E ainda fiquei de castigo!


Fabricio - http://www.soumongol.kit.net


Escrito por Cássia às 23h55
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Eu acreditava... ou melhor, tinha medo...

Quando criança, eu acreditava que se eu repetisse de ano, meus pais iriam bater em mim...
Repeti de ano uma vez e a surra não veio.


Alexandre Kayanoki


Escrito por Cássia às 23h37
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A Terra é redonda

Quando eu era criança, meu pai me explicou uma vez que a Terra era redonda. Então a partir daí eu passei a notar que aquilo era verdade realmente, porque eu via as ruas com uma forma arredondada (pra escoar a água), e acreditava que era por causa do formato do planeta. Bobinho, o menino.. heheh

Otto
http://obvio171.coolfreepages.com


Escrito por Cássia às 23h35
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Amigo imaginário até na chupeta!

Quando tinha uns 4 ou 5 anos, acreditava que morava um amigo imaginário na minha chupeta. Tinha até nome, era "Nhé-Nhém". Ele era todo feito de sucata(risos). Eu ficava passando o dedo na alça de minha chupeta e viajava em minha imaginação. Até "conversava" com ele... (risos)..Certo dia, ele casou e teve até filhos (todos feito de sucata). Aos 7 anos eu larguei a chupeta, e tive que me despedir do "Nhé-Nhém"...

Jéssica

Blog: http://www.bibirossini.blogger.com.br


Escrito por Cássia às 01h33
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Jaspion

Quando criança burra, eu morava em um apartamento, e era fissurado por Jaspion. Eu via o Daileon, o robô do Jaspion, e ficava muito empolgado e feliz.
Certo dia, minha mãe comprou uma geladeira nova, que veio na caixa. Que que a criança idiota aqui fez? Desenhou a cara do Daileon na caixa da geladeira e foi pro corredor brincar de Jaspion comandando o Daileon. Devia ser muito legal, pelo fato de que não dava pra eu ver nada, já que a caixa estava fechada. E empurra a caixa, pula, dá "golpe mortal", até que eu começo a rolar dentro da caixa e um baita estouro ecoa dentro do meu "Daileon".
Eu saí meio que cambaleando e percebi que meu "gigante guerreiro" havia se arrebentado na porta da vizinha do andar de baixo, que saiu gritando desesperada pensando que estavam arrombando o apartamento dela.

E ainda fiquei de castigo!


Fabricio - http://www.soumongol.kit.net
Que se engolisse chiclete as tripas iam colar; Que Deus tinha um caderninho de cada pessoa para anotar seus pecados e ações más;
Que se eu corresse muito no final do arco-iris iria ter um pote de ouro mesmo...
Que moravam seres estranhos debaixo da minha cama que iam puxar meu pé no escuro;
Que era possível a convivência pacífica da minha família toda, se todos morassem no mesmo prédio.
Que a gente podia pisar nas sombras e que se quebrássemos o vidro da televisão, entrávamos nela e podíamos participar do que estava passando;
E acreditava na minha mãe, que dizia que se eu comesse asa de galinha ia sair voando, é mole?

Patrícia. Brasília - DF

Escrito por Cássia às 01h47
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O monstro da pia...
Bom...eu estava lendo o blog, e fui me lembrando de algumas coisas que eu realmente acreditava...
Eu acreditava que embaixo da pia da cozinha, tinha um monstro que comia tudo que a gente jogava pela pia quando lavava a louça (como aquele dos Flintstones sabe?), aí quando a gente lavava restos de comida ele ficava feliz,mas quando a gente jogava água demais ele ficava com fome...pode?

Acreditava também que minha boneca (sabe aquela "Meu bebê" que toda menininha tem) ia virar um bebê de verdade enquanto eu estivesse na escola e quando eu voltasse ela ia estar com fome ou frio, então sempre antes de sair eu deixava ela enrolada no cobertor e com uma mamadeira do lado...

Outra coisa que acreditava é que cheque não tinha nada a ver com dinheiro...que se você pagasse com cheque você poderia colocar qualquer valor que não tinha problema...cada folha dava pra comprar um monte de coisas...


Christini


Escrito por Cássia às 01h46
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Apocalipse now

Quando era criança ouvia muitas histórias sobre apocalipse e fim do mundo. No centro da cidade onde eu morava em frente a uma igreja, tinha uma estátua de um anjo com uma trombeta quase encostando na boca (como se fosse tocá-la). Uma vez que disseram que quando aquele anjo tocasse a trombeta o mundo acabaria, eu morria de medo e toda vez que passava em frente da estátua, eu parava e ficava medindo quão longe a trombeta estava da boca do anjo.
Ana Lucia


Escrito por Cássia às 23h41
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Universo paralelo?

Quando eu era pequena passava um programa na Globo chamado "Caso Verdade" - entreguei a idade agora! - Teve um Caso Verdade que o nome era "O menino dos olhos azuis", que era cego. Aí os meus coleguinhas acreditavam que todo mundo que tinha olho azul era cego, e ficavam discutindo se meu olho era verde ou azul, e eu ficava aliviada porque era verde.

Alguém tinha me dito que, em um dia de céu nublado, não se podia dizer que o céu estava "preto", pois uma voz vinda do céu responderia "Mais preta é a sua alma no inferno". E cairia um raio para fulminar a gente.

Eu não entendia como a jornalista dizia, em pleno meio dia: "Começa agora o Jornal Hoje". Pra mim, o Hoje já tinha começado desde manhãzinha.

Eu também achava que a vida da gente era um filme, que outras pessoas, num universo paralelo, ficavam assistindo. Por isso me identifiquei quando assisti o "Show de Truman". Eu sempre tinha a sensação de estar sendo assistida. E mais: se a minha vida era um filme, e se eu pensava sobre ela à medida em que as coisas iam acontecendo, então era um filme contado em flash-back. Bom, nos filmes em flash-back contados em primeira pessoa, essa primeira pessoa não morre, por que se não o filme não poderia ser em flash-back. Logo, isso era um sinal de que eu não ia morrer. Sabe que até hoje eu fico pensando como é que eu vou morrer um dia, se eu estou aqui pensando sobre a vida? Eu tinha uma sacadas metafísicas...


Lana http://eita.blig.ig.com.br/


Escrito por Cássia às 23h40
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Meteorologia. E telepatia no transporte coletivo.

Re-post da contribuição da Julie, do God only Knows:

Sempre ouvi as pessoas dizerem que, quando há estrelas no céu, significa que no dia seguinte não vai chover. Desde pequena achava isso a coisa mais esotérica do mundo, pra mim isso ia na categoria de horóscopo e coisas assim. Foi só aos 14 anos que eu cheguei à conclusão que , se vemos estrelas, é porque não há nuvens, e se não há nuvens, não vai chover!

Mas mais legal é a história da minha amiga Ana, que achava que os ônibus descobriam pra onde a gente queria ir por telepatia... :)



Escrito por Cássia às 23h38
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"Tá passando ... tá passando"

Essa é da Patrícia:

Quando era criança , meu pai contava a história de uma boiada que nunca acabava de passar .
Era imensa e cheia de acontecimentos Se não era o bezerrinho que caía pela ribanceira abaixo (sádico , não ?) e a mãe (a vaca) mugia loucamente até que um vaqueiro aparecesse e salvava o animalzinho era a porteira que não estava aberta e a boiada empacava . Mesmo e apesar da insistência para saber o que aconteceria caso ela (a boiada) acabasse de passar , nunca fiquei sabendo.

Hoje , guardo esta história, que meu pai me contava (e contou para todos os seus netos), lembrando sempre que quando perguntávamos: "e agora?" ele , sonolento e sábio, respondia: " tá passando ... tá passando ..."


Escrito por Cássia às 00h47
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Tomem fôlego

A Annie tem muitas coisas para contar...

Quando eu era pequena morria de medo de guardas de trânsito. Quando eu fazia pirraça, minha mãe dizia que o guarda ia me prender. Que terror. Toda vez que estávamos andando de carro e aparecia um guarda minha mãe começava: "olha o guarda, Annie, olha o guarda!", putz, eu morria de medo e me escondia no chão do carro. Fiquei com trauma de guardas de transito por muito tempo. Uma vez, na escolinha, a tia passou um trabalhinho que tinha que fazer uma entrevista com um guarda de trânsito. Meu trabalho, obviamente, ficou por fazer.

Lembro também daquelas lendas apavorantes que rolavam entre amigos quando éramos pequenos... Por exemplo, aquela que dizia que se você entrasse no banheiro de noite e olhasse no espelho no escuro e falasse três vezes: "boneca preta! Boneca preta! Boneca preta!", você morria. haha credo. Tinha uma também que se você desse três (tudo 3, que estranho) facadas numa arvore, após a 3ª facada, quando você virasse pra trás, o "diabo" estaria atrás de você. Eu tinha muito, muito medo dessas historinhas apavorantes. ;)

Lembro também quando tava no jardim 2 da escolinha, quando a tia queria que todos ficassem em silêncio ela falava assim, meio que cantarolando: "fechaaaaaando o fecho-eclair!" (não sei soletrar essa palavra complexa ;) e ao falar isso ela fazia um gesto de como se estivesse fechando o "fecho éclair" da boca, logo, ninguém abria mais a boca, e todos faziam o mesmo gesto. Só que eu nunca entendi pra que servia esse fecho-eclair e eu achava que quando ela fazia isso a gente não podia mais respirar. Eu então prendia minha respiração e começava a entrar em desespero... e não entendia como as outras crianças conseguiam ficar de "fecho-eclair fechado" e continuar bem, pulando e correndo... e eu quase morrendo sem ar. Daí eu corria para um cantinho pra pegar ar escondido e depois voltava a prender a respiração. Fiquei o jardim todo sem ar. *rs

Tinha também aquela mania, isso rolava mais entre meninas... Sabe aquele movimento em que você sacode os ombros pra cima e pra baixo, tipo, "nem ligo tá!". Então, quem se lembra do que diziam pra quem fizesse esse movimento? "Quem faz isso o ombro cai!" hahaha Porem, meu obro nunca caiu. ;)

Lembrei agora de outro fato revoltante. Não era bem algo que eu acreditava, mas veio a tona e vou contar. De qualquer modo, foi algo que os adultos acreditaram. Na escolinha, não podia comer na sala de aula. (gente, eu lembro perfeitamente dessa cena como se fosse ontem) Daí um menino chamado Ayrton resolveu adiantar a merenda e pegou da lancheira um "chup chups" (aquele doce de doce de leite liquido em saquinho plástico , que você fazia um furinho e ia chupando). Só que quando ele foi fazer o furo (com o dente) pra abrir, ele arrebentou o saquinho todo e o troço explodiu... Melecou ele todo, blusa, mãos, boca, etc... Ele ficou todo nojento com aquele doce de leite esparramado nele. Nesse instante a professora olhou pra ele com cara de assustada e disse: "Que houve, Ayrton?! Vomitou???!!!" E ele, na maior cara de pau fez um sinal de "sim" com a cabeça, e então todas as tias preocupadíssimas foram leva-lo pra salinha especial e bla bla bla e acabou que o menino até saiu mais cedo. E eu, cúmplice, assisti toda a cena revoltada. Muito revoltada. Hahahahahaha



Escrito por Cássia às 00h44
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De mariposas e remorsos

Meu irmão do meio sempre foi o terror das criancinhas. Era só alguém com menos de 10 anos se aproximar que lá vinha ele com seu terrorismo psicológico. Um dia, em uma festa de família, o pequeno Rafael - um menino levado da breca como diriam os antigos e que na época tinha uns oito anos - acabou matando acidentalmente uma mariposa que sobreavoava o recinto. Pronto, estava dado o motivo para que meu irmão iniciasse o ritual macabro. Meu irmão fez o Rafael pensar na família da mariposa, inventando a história de que ela era a mais nova de 10 irmãzinhas mariposas. E como ela era a mais nova, a família toda iria se vingar do Rafael por causa da pobrezinha. Montadao o circo, o show foi comovente: Rafael, incentivado eplo meu irmão, fez durante a festa um enterro digno para a pobrezinha. Até palavras de despedida foram proferidas. Por via das dúvidas, Rafael passou um mês dormindo na cama da mãe, e hoje em dia sempre que vê uma mariposa, passa longe.
Quem garante não ser ela uma parente distante daquela que ele assassinou?


Renata
http://www.pequi-up.blogger.com.br


Escrito por Cássia às 00h33
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Quem é que nunca teve medo de uma tia, ou um tio?!

Eu tinha medo de dois tios meus... Não sei porque, mas quando eu era pequena (uns 5 ou 6 anos) tinha medo de uma tia minha que era gorda.. rs.. não tenho nada contra gordos, mas é que ela me apertava tanto quando me via, que aquilo me assustava. Quando ela vinha aqui em casa, eu saía correndo para debaixo da cama... Lembro que uma vez, cheguei a dormir lá. O outro que me assustava era o irmão de minha mãe, ele tinha um bigode horrível!!! E, eu tinha medo do bigode dele, o porquê disso é desconhecido!
Afinal.. era criança... acontece! (risos)


Inara Santos
http://inasblog.weblogger.com.br


Escrito por Cássia às 00h28
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Irmãos e irmãs... tão malvados...

Quando eu era criança, acreditava que ladrões entravam na minha casa quase todos os dias e que, se eu ficasse imóvel embaixo da coberta, eles não iam saber que eu estava lá. Então eu me cobria até a cabeça e ficava completamente imóvel, esperando o ladrão ir embora.

Outra, mas essa é uma história de maldade minha:

Quando eu tinha uns 12 anos, minha irmã caçula tinha uns 5 ou 6 e estava começando a freqüentar o prezinho. Na classe dela tinha uma menina muito parecida com ela, de cabelinho alourado, chamada Mariana. E que fazia aniversário no mesmo dia e tinha a mesma idade. Eu e minha outra irmã nos divertíamos falando que a caçula era adotada e que na verdade, ela era irmã gêmea da Mariana. Ela chorava e dizia que não, que queria ser nossa irmã, que não era irmã da Mariana coisa nenhuma! Ai, hoje me dá pena da coitada!


Laura
http://sakura.no-angel.org
http://anos80.host.sk


Escrito por Cássia às 15h08
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O bom e o ruim

Essa não é minha, mas eu achava muito engraçada: meu padrinho teve a pachorra de ensinar aos seus filhos, que nós chamávamos de "primos" por termos idade parecida, que, no carro, "frente" era atrás, e "atrás" era na frente. Chegava na hora de passear, a criançada toda, inclusive eu, gritava:
"Quero ir na frente, hoje sou eu que vou na frente!" e minha prima e meu primo pulavam no banco de trás...
No dia em que "caiu a ficha" para a minha prima (que é primogênita), demos muita risada, mas ela passou a tarde inteira emburrada e não nos deixou brincar com nenhum de seus brinquedos. Que malvada!

Renato


Escrito por Cássia às 01h04
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Super-poderes

Bom, eu não podia perder a minha oportunidade de contar a minha história, que também não fica atrás das outras contadas no blog.
Quando eu tinha mais ou menos uns 6, 7 anos eu tinha mania de entrar em baixo da cama pra ficar refletindo sobre o segredo do universo, e coisitas mais, um belo dia (hey, eu não estava me masturbando, eu ainda não fazia isto) ao sentir câimbra na mão, comecei a me questionar, que sensação estranha era aquela na minha mão, uma coisa muito esquisita, parecia que estava passando uns choquinhos pela minha mão, sentia tudo pulsar e não sabia explicar o que era aquilo, até que cheguei a brilhante conclusão, de que eu tinha poderes de Choque em minhas mãos, é verdade, eu achava que eram os meus super poderes que estavam se manifestando.
E eu achava que só eu tinha aquilo, então eu não podia contar pra ninguém sobre os meus poderes, porque se eu virasse um super herói, as pessoas saberiam a minha identidade secreta.
Então eu guardei segredo dos meus poderes por um tempão - umas duas semanas - até que resolvi comentar com um vizinho, sobre os meus super poderes.Como ele era alguns anos mais velho, se matou de tanto rir, e me explicou toda a verdade sobre a câimbra acabando assim com o meu sonho de ser super herói, vocês não imaginam a minha frustração ao descobrir que aquilo era normal em todas as pessoas, e que eu não tinha super poderes, foi muito triste...


Um grande abraço

Andrejazzfusion


Escrito por Cássia às 01h01
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Ele acreditava ou....Virunduns ?...

Pessoal, alguém sabe ajudar o Marcio?:

Oi.
Li no blog virunduns um comentário de uma menina dizendo que, quando criança, ela acreditava que a letra de "Atirei o pau no gato" fosse assim:
"Atirei o pau no gato to
mas o gato to não morreu reu reu
Dona Xica ca dimirou c c
comberrô, comberrô
que o gato deu!"

No post ela diz muito constrangida que descobriu que não era assim aos 14 anos. Isso foi um choque pra mim! Pra mim que , aos 22, ainda acredito que essa letra é assim! Será que vocês têm a resposta?
Abraços, Márcio



Escrito por Cássia às 01h52
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A importância de rasgar tudo

Quando eu era pequeno eu via os adultos gesticulando para fazerem seus discursos, e por isso, eu achava que havia uma escola que ensinasse a gesticular. Meu pai mexe muito as mãos ao falar, e eu achava impressionante como as mãos acompanhavam o que ele estava falando. Imagine só se houvesse mesmo essa escola, certamente o presidente Lula teria freqüentado a melhor delas.

Outra coisa que fazia me sentir adulto - além de gesticular - era rasgar papéis. Eu ficava sentado no chão recolhendo o lixo que a minha mãe ia jogando fora - contas, cartas de propaganda, canhotos de talão de cheques, cartões de banco quebrados. Quando eu tinha tudo aquilo na mão, eu pegava os papeis e começava a assinar, rubricar, inventar contas nos canhotos dos talões e depois eu rasgava tudo... O som do papel rasgando, do cartão quebrando dava a sensação de que tudo aquilo lá era meu, e que, acima de tudo, eram coisas de extrema importância. Oh! Super documentos rasgados por mim, o "importantão"... Vai entender...


Valeu galera, Ramiro Cruz - Rio de Janeiro.


Escrito por Cássia às 01h45
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Força, pessoal!!

Olha que fofa, essa da Amanda:

Quando eu era pequena, eu achava que dentro das escadas rolantes tinham vários homens bem fortes que puxavam a escada pra gente subir. Aí eu pensava: "nossa, coitados dos homens quando subir um gordão... "


Escrito por Cássia às 01h43
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Escrito por Cássia às 01h40
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Segredos

Claro que como toda criança eu acreditava que tinha um "ser" embaixo da minha cama. Mas esse "ser" era nada mais nada menos que o Macarrão, aquele jurado de fantoche do programa do bozo que era verde e feito de lã.
Eu também acreditava piamente que se não fizéssemos sinal como fazemos para o ônibus para o metrô ele não parava, e eu sempre fazia o sinal e minha tia ria da minha cara e eu não entendia.
Eu também pensava que a troca de segredo do chaveiro era eu ir lá e contar um segredo meu para o chaveiro e ele me contaria um segredo dele, e minha mãe me dizia que era isso, que eu estava certíssima... hahahaha


Tata Hernandez
http://www.tatahernandez.blogspot.com


Escrito por Cássia às 00h55
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Raul Gil

O Moss Oliveira está longe do Brasil, mas também acreditava...

Tenho um tio que se parece um pouco com o Raul Gil, mas quando eu tinha uns 6 anos eu jurava que o meu tio ERA o Raul Gil, só que ele escondia isso de todo mundo, só para não dividir o dinheiro dele com a família e também para se livrar do assédio. Eu ficava muito confuso quando o Raul Gil estava na TV e meu tio estava na sala assistindo ao seu programa...Às vezes eu pensava: Vai ver que o programa já e gravado, isso sem saber que gravar programa era possível.

Também acreditava que a gente nunca morria, que velho nascia velho e criança sempre seria criança...Quando minha prima mais velha me falou que um dia todo mundo ia morrer, eu comecei a chorar desesperadamente...Fui uma das maiores decepções da minha infância... Saber que um dia eu seria adulto e que minha avó que já era velhinha estava perto de morrer... Foi um sofrimento!


Escrito por Cássia às 20h37
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Eu acreditava... ou acredito ainda?

O Luiz Carlos, manteve algumas...

Lembro-me que quando criança acreditava que se plantasse pipoca teria uma árvore inteirinha de pipocas à minha disposição. E se cavasse um buraco bem fundo na terra chegaria ao Japão. Diziam para que eu não andasse de costas senão estaria mandando minha mãe para o inferno. Chinelo não poderia ficar virado com as tiras para baixo senão o dono dele morreria. Era morte certa também deitar-se com os pés voltados para a porta....
Hoje eu acredito que se apertar várias vezes o botão do elevador ele chega mais rápido... mesma coisa aconteceria com o ônibus se ficar andando de um lado para o outro no ponto.....


Escrito por Cássia às 01h57
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Coletânea

Essas, eram da Andrea:

Quando eu era criança acreditava que o motor do ônibus (aquela grande caixa preta do lado direito do motorista) era na verdade um caixão para se alguém morresse durante a viagem...
Também tinha aquelas de que alguma forca exterior comandava minha mente. Se estava sentada no sofá de repente tinha que levantar e ir tocar a parede, a porta...
Acreditava que ia morrer aos 34 anos (Jesus tenho 32 !!! Queria esquecer que acreditava nisso, deve ser bobagem, ne ?)
Também achava que as balas duras, tipo soft, eram feitas de vidro, pois quando mastigadas, quebradas pareciam vidro moído. Então ia na venda e pedia bala de vidro...


Escrito por Cássia às 23h20
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U.S.S.R x U.S.A

O Renato, viajava....

Totalmente paranóico, eu ficava pensando, quando ouvia as histórias que diziam que a União Soviética fez bombas atômicas para acabar com 80% do mundo, os Estados Unidos fizeram bombas atômicas para acabar com 1,5 mundos, a União Soviética fez bombas atômicas para acabar com 2 vezes o mundo, os Estados Unidos fizeram bombas atômicas para acabar com 5 vezes o mundo...
"Impossível", pensava eu, "que à noite, depois que todo mundo já tiver ido dormir, que os presidentes da União Soviética e dos Estados Unidos não peguem seus telefones secretos, liguem para seus números também secretos, e digam:
- 'Hoje foi ótimo, amanhã é sua vez, diga que você tem bombas atômicas para acabar com 10 vezes o mundo.' e, depois de risadas e amenidades (tipo '... e sua filha, passou no vestibular?'), dão boa noite e vão dormir pensando que ser dono do mundo seria muito mais chato sem um sócio."
Antes de dormir gostava de ficar imaginando um encontro entre nós três (eu e os dois presidentes), pensando como seria legal saber um segredo deste tamanho.


Escrito por Cássia às 01h05
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Somos notícia

Eu coloco aqui os posts desse blog, mas, na verdade, não sou eu quem o construo, afinal, todos vocês me ajudam com as coisas deliciosas que acreditam.
Por isso, é com muito orgulho que descobri, graças a uma dica do nosso amigo Inagaki, que somos notícia:

http://www.estado.estadao.com.br/suplementos/info/2003/06/23/info006.html

Não é legal?...



Escrito por Cássia às 00h51
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O Fantástico Mundo de Bob

Todo mundo me chama de Bob, por ter sido uma criança muito criativa e inocente, que entendia tudo literalmente... São tantas as histórias....
Quando eu via uma atriz no Faustão falando sobre seu personagem na novela, eu, que acreditava que a atriz e o personagem eram a mesma pessoa, achava que ela estava querendo me enganar, dizendo que não era o personagem dela, eu pensava: "acha que vai me enganar? eu sei que vc é aquela mulher da novela!"....ahahhaah
Outra coisa é que quando eu fui pra um colégio que tinha cantina, eu fiquei toda feliz porque pela primeira vez, eu mesma iria comprar meu lanche. Minha mãe me dava sempre a mesma quantidade de dinheiro, então as vezes eu comprava algo e recebia troco, outras vezes não... Quando eu percebi isso, eu me recusava a comprar coisas sem troco, pois achava que saía perdendo com isso... Veja bem... Eu dava o dinheiro, recebia a mercadoria, e ainda ganhava dinheiro de volta... Era bom demais! Pedi até pra minha irmã fazer uma lista das coisas que tinham troco....:)
Essa é muito engraçada....uma vez eu estava andando de Buggy na praia e vi um carro fazendo aquelas voltas várias vezes, "sem sair do lugar"....eu fiquei desesperada, e perguntei pra minha mãe o que era aquilo... Ela, querendo me dar uma lição de moral, disse que aquilo era filho que ganhava dos pais o carro e não dava valor a ele, porque não eram eles que tinham trabalhado pra pagar o carro... Entao, a partir daquele dia, eu jurei que não queria ganhar, de jeito nenhum, um carro dos meus pais, porque ia ter que passar o dia dando voltas na praia....ia ficar tonta!!
Eu achava que aquelas propagandas na TV dos shows que iam acontecer na cidade eram feitas da seguinte forma: todo mundo que tinha comprado o ingresso ia lá se reunir, filmavam, e no dia do show tinham que fazer a mesma cena que tinha passado na propaganda... Eu achava isso porque via a propaganda do programa da Xuxa e percebia que tudo aquilo que passava na propaganda eu podia assistir na hora do programa.... ehhehehehehehe


Marília


Escrito por Cássia às 00h49
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Eu bem que gostaria de um robô daqueles...

Mas era a Potala que acreditava que já teríamos, hoje:

Eu tinha 13 anos (1973), assistia muito Os Jetsons, Perdidos no Espaço e Jornada nas Estrelas, e acreditava piamente que no ano 2000, estaríamos vivendo como ...Os Jetsons !!!
Usaríamos roupa prateada e tudo o mais, teríamos robôs, naves e viajaríamos pelo espaço quando bem entendêssemos...
Também achava que existiam homenzinhos dentro da TV...cantando, fazendo novelas, comerciais... E uns anos antes, quando vi pela mesma TV, o homem indo em direção à Lua, fiquei imaginando os quilômetros de cabo que ligavam a Apolo à Terra...
Ah! também pensava que atores e atrizes de cinema e TV nunca precisavam ir ao banheiro, sabe, fazer necessidades fisiológicas, achava que eles estavam acima disso...


Escrito por Cássia às 00h43
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Chicletes?

Quando eu era crianca , eu acreditava que o chiclete ploc, ou ping pong, era feito de algodao doce .... porque a minha irma 2 anos mais velha que eu me disse que era de algodao doce e eu acreditei!!!!
e acreditava que quando a gente mascava muito tempo o mesmo chiclete ele virava farelo na nossa boca......nunca consegui que ele se esfarelasse mas eu tentei, juro que tentei!!!!!!

Tabara

Escrito por Cássia às 00h26
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Plantação de Macarrão

Sempre fui louca por massas, principalmente por macarrao. Todos os dias queria comer macarrao e vivia pedindo a minha vó para fazer aquela macarronada que so ela sabia fazer. ela entao me dizia: " nossa, assim vc precisa de uma plantaçao de macarrao !"
Outro dia a resposta era: " Vai lá na horta ver se já nasceu o pé de macarrao" e eu, ingenuamente, ia....
cresci ( e bastante!) acreditando que um dia poderia ter uma imensa plantaçao de macarrao....
Imaginem minha decepçao ao descobrir a verdade....


Antonieta


Escrito por Cássia às 01h51
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Quando eu era criança...

...eu tinha um Atari e achava que quando eu jogava "contra o computador", na verdade eu estava jogando contra um jogador profissional que trabalhava numa cabinezinha cheia de cabos e controles, lá na Atari... Se eu não me engano, ele usava um capacete esquisito...

...na escolinha que eu estudava, antes da merenda, nós alunos éramos "obrigados" a rezar o "Santo Anjo". No trecho "...piedade divína", eu entendia "piedade de vina", e ficava imaginando uma salsicha... Eu só não sabia o que era "piedade", devia ser algum tipo de sanduiche.

...eu esperava meus pais saírem para poder gravar minhas fitas com o som no volume máximo, pois assim a gravação ficava melhor.

...quando ouvia um disco em inglês, eu conseguia acompanhar a letra de todas as musicas lendo seus nomes no encarte.


Anatole
www.deadjournal.com/~merphiron


Escrito por Cássia às 01h50
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Contando Estrelase mim e foi embora. O nome dela era Sandra, tinha um pouco mais de 20cm, usava tranças com uma faixa vermelha na testa, vestido vermelho com flores amarelas. Adorava comer casca de pão. Nunca quis ter amiga na minha infância, só a "Sandra" era minha amiga. Minha mãe diz que eu ficava horas brincando e falando com a "Sandra" e chorei muito quando ela foi embora. O que não faltou foi gente falando que eu via espíritos, duendes ou era um pouco retardada, mesmo tirando ótimas notas na escola. Quando a Xuxa disse que via duendes, pensei: será que a minha Sandra era um duende???

Escrito por Cássia às 18h57
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Eca!

Não sei como a Ana Paula comia, quando era criança, já que ela acreditava nisso tudo...

Quando eu era pequena me disseram que a manteiga era feita de uma gordura extraída da tampa de bueiros e esgotos de rua. Eca!!! Fiquei muitos anos sem comer manteiga por causa disso.
Outra pérola que eu acreditava era que o catchup era feito com tomates podres colocados dentro de um barril onde havia um verme grande que comia e ia expelindo aquela tomatada toda até que surgia o catchup. Gente, isso é pra traumatizar qualquer um!!!


Escrito por Cássia às 01h20
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Kikos Marinhos

Recebi essa contribuição, que é engraçada: O Álvaro de Lima, escreveu só isso:


Eu acreditei que poderia criar kikos marinhos...


E não foi essa realmente uma frustração de uma geração inteira? Eles eram uma febre quando apareceram, e, da mesma forma e com a mesma rapidez, desaparaeceram, porque obviamente todo mundo cansou de olhar para uma poeirinha dentro de um aquário.

Alguém tem uma história de kikos marinhos que realmente "vingaram"?

Eu não acredito em Kikos marinhos....

Escrito por Cássia às 01h56
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E todo mundo tinha uma teoria sobre como falar inglês....

Quando eu era pequena, acreditava que iria brincar de boneca para sempre, não entendia como os adultos podiam deixar de brincar. E acreditava também que um dia iria ser Miss Universo. Rs rs rs
Eu também achava que era só enrolar a língua, que estaria falando inglês, e acreditava que quando eu crescesse e tivesse um neném eu ia jogar ele fora quando começasse a crescer, pois eu só gostava dos bebês e não das crianças maiores.


Karlinha


Escrito por Cássia às 02h19
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Nomes

Quando a gente é criança, acredita nas coisas mais loucas... Por exemplo:
- Meus pais tiveram 5 filhas e todos os nomes começam com "M". Eu achava que era obrigatório batizarem os filhos com a mesma inicial, e quem não fazia isto era meio estranho.
- Nos filmes de faroeste, quando alguém levava um tiro e caia morto, eu pensava: "Ai, que burro. Se ele segurasse na maçaneta, ou apoiasse na mesa, não cairia e, por conseqüência, não morreria também"
- Alguém me contou que as pessoas da televisão podiam ver a gente que estava assistindo, então eu morria de medo de fazer alguma coisa "errada" e os artistas ficarem lá, me julgando.
- Como outras pessoas já comentaram, também achava que os americanos dos filmes pensavam em português...


Mariland



Escrito por Cássia às 16h56
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Kikos Marinhos

Recebi essa contribuição, que é engraçada: O Álvaro de Lima, escreveu só isso:


Eu acreditei que poderia criar kikos marinhos...


E não foi essa realmente uma frustração de uma geração inteira? Eles eram uma febre quando apareceram, e, da mesma forma e com a mesma rapidez, desaparaeceram, porque obviamente todo mundo cansou de olhar para uma poeirinha dentro de um aquário.

Alguém tem uma história de kikos marinhos que realmente "vi

Me lembro que quando era criança pensava que se contassemos as estrelas com os dedos, apontando para as mesmas, iriam nascer verrugas em nosso corpo.
Se contássemos 40 estrelas no dia seguinte iria aparecer 40 verrugas.
Hoje, eu "ensino" isso para meus primos e eles não contam estrelas!!!(risos)


Douglas Castanheira (orange)


Escrito por Cássia às 01h13
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Nomes de ruas

Quando eu era pequena eu achava que as pessoas moravam nas ruas de acordo com seus sobrenomes. Por exemplo, quem é Silva moraria na Rua Silva Rabelo ou Silva sei lá o quê e, no meu, caso na RUA MOREIRA PINTO, porque sou CRISTINA MOREIRA. Cismei com isso porque desde que nasci, sempre morei na mesma casa, então, desde que me entendo por gente moro na mesma rua e como esta também tem o meu sobrenome eu achava que com todo mundo era assim.
Coisas de criança! - risos

Cristina


Escrito por Cássia às 23h59
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Patins de noite? Nem pensar!

Essa, é da Renata Jonhs:

Quando eu tinha uns cinco anos, a minha mãe comprou um patins, e eu queria andar de patins toda hora, aí ela me disse que estava escrito na caixa que era proibido andar de noite, e como eu não sabia ler, eu acreditei, e sempre morria de medo de usar o patins de noite, pensava que algum bicho ia me pegar, morria de medo...



Escrito por Cássia às 22h33
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Destruidor

Chamo-me André Lennon.
Lembram-se quando passava o desenho animado da Turma da Mônica na TV? Logo depois, eu comprei o LP da Turma da Mônica.
Então, um dia, ouvindo esses sucessos eu furei as caixas do som do meu pai na procura dos bonequinhos cantando e dançando em seu interior.
Lembro-me que prometi comprar outro aparelho de som quando eu fosse mais velho.
Lembro-me também quando eu dei uma martelada no Rolex que meu pai tinha herdado do me avô. Dessa vez eu não prometi nada!
E quando eu embrulhei como papel de bala um pedaço de cocô e dei pra mimha irmã. Ela comeu! Coitada....


Escrito por Cássia às 00h52
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Da lógica em ser mãe OU filha, e outras coisas

Essas, são da Carla Martins:

Quando eu era criança eu tinha medo de estrela cadente, pois acreditava que elas viriam me pegar... Nem preciso dizer que não colocava o nariz para fora de casa sozinha à noite.

Acreditava que se eu pegasse nas asas de uma borboleta e depois passasse os dedos nos olhos eu ficaria cega. Também acreditava que pessoas cegas precisam de óculos para enxergar. O pior de tudo era que eu morria de vontade de usar óculos, logo, eu vivia tentando pegar uma borboleta... O engraçado é que hoje eu uso óculos e
não acho graça nisso.

Acreditava que se eu engolisse uma semente de laranja ia nascer um pé de laranjas no meu estômago (o mesmo valia para melancia, mamão, etc)

A mais engraçada era que eu não aceitava a idéia de que minha avó era mãe da minha mãe. Afinal, se a minha mãe já era mãe, ela não podia mais ser filha.




Escrito por Cássia às 01h56
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Tantas!
Quando eu era criança, não conseguia entender como as pessoas podiam morar "debaixo da ponte"... Para mim, ponte era só o que ficava por cima dos rios e lagos... As pessoas moravam como? Dentro da água? Não entrava na minha cabeça de forma nenhuma!!

Minha vó, sempre dizia que quem comesse a casca do pão aprenderia a assobiar! E eu acreditava, e mesmo não gostando das cascas duras fazia um esforço tremendo para comer... afinal, queria saber assobiar!

Ganhei lá pelo natal de 82 (nasci em 77) um boneco chamado Manequinho, que tomava mamadeira, fazia xixi e vinha com um peniquinho. E quando ele saiu da caixa me molhou inteirinha!! Eu acreditava piamente que ele era "vivo"... Que eu não precisava apertar botão nenhum pra ele fazer xixi, afinal, ele saiu da caixa já fazendo xixi sem que eu tivesse apertado em nada! Mas ele fingia ser boneco na minha frente, e depois da noite de natal, só fez xixi quando eu apertava o botãozinho... (porque ele vazou quando ganhei não faço a menor idéia!)

Aqui em Porto Alegre, o prédio do Centro Administrativo (que é conhecido como "chocolatão" - mas essa história não é sobre chocolates) tem as laterais inclinadas, como uma rampa de skate. Eu tinha certeza que um dia poderia descer de patins lá de cima.

Eu não sabia o porquê de precisar responder "presente" no maternal. Presente sempre foi pra mim o que eu ganhava no natal ou no aniversário! Presente? Eu não via nenhum presente ali, e dizer aquela palavra não fazia o menor sentido! (talvez por isso, depois que fiquei maiorzinha passei a responder a chamada com um singelo "aqui")

Agora uma da minha mãe: Quando ela era criança, ouvia a irmã mais velha falar muito em pesadelo! Ela dizia coisas como "tive um pesadelo, parecia que alguém ficava puxando o meu pé". Então a conclusão que a minha mãe tirou foi que "Pesadelo" era um homem! Um homem que entrava nos quartos de noite, e que puxava os pés das crianças. E ela acreditou nisso por um bom tempo, e tinha muito medo do "Pesadelo".
Andréa
Blog: http://www.duchovnys.com/dea

Escrito por Cássia às 01h07
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Pãezinhos

Olha só no que eu acreditava.

Quando eu era criança, lá pelos 4 ou 5 anos, vivia grudado no meu pai.
Queria ser forte como ele, ter dois grandes bíceps, ser bem fortão.
Só que eu não imaginava o que eram bíceps, músculos, malhação ou trabalho.
Um dia perguntei ao meu pai como poderia ter duas "patolas" daquelas, ele disse:

"Isso aqui? São dois pãezinhos que eu comi e que não foram para a barriga, vieram para cá."

Ele me disse seu segredo. Todo dia, o manézinho aqui, comia pelo menos dois pães por dia, tinha a esperança de ficar fortão em pouco tempo. Não conseguia entender, eu comia dois pães (um para cada braço) e nada...

...Quando somos crianças não temos receio de perguntar nem de tentar, por mais absurdo que possa parecer nossa posição.
Sinto falta disso..rs.
Alexandre Felix

Escrito por Cássia às 01h33
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De como convencer coisas inanimadas a funcionarem direito

Essa é da Zaiara:

Quando eu era criança, eu acreditava que os objetos poderiam entender o que eu dizia... A coisa funcionava assim: falhava a caneta,imediatamente eu começava: "olha, caneta, eu gosto muito de você mas se você não funcionar, será jogada no lixo"; se não funcionasse, eu partia pro terror psicológico ¿ rs - "o lixo é um lugar muito ruim, e tem um cheiro péssimo, e você vai ficar lá até se sujar todinha e um monte de bichos nojentos passarão em você."- rs rs. Muitas canetas e vários outros objetos foram jogados fora assim...
Eu também acreditava que brinquedos desses para fazer roupinhas pra boneca mas que na verdade você nunca consegue fazer nada, ou pipoqueiras ou sorveteiras que levam horas pra fazer meia xícara de suas prometidas delícias, seriam meus grandes negócios de infância...(eu lucraria bem mais vendendo bolas de gude aos meus primos.rs)
Sem contar que eu passei a minha infância imaginando quem poderia inventar uma máquina que pudesse tranformar as coisas grandes da tv em miniaturas e materializá-las bem na minha frente, assim a minha Barbie teria carros importados e vestidos lindos...


Escrito por Cássia às 01h31
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Em Portugal, as crianças também acreditavam...

Quando tinha aí uns oito anos de idade, uma publicidade aqui em Portugal, não sei se passou aí n Brasil, mostrava uns bichinhos verdes, bem dentro da água, a comer as nódoas da roupa. Durante algum tempo, acreditei mesmo nos glutões. Daí que não tinha problemas mesmo em me sujar todo enquanto brincava no quintal. A mãe lá teve de explicar que os glutões era brincadeirinha. Mas dá na TV, não dá?
Manuel Molinos
http://mmolinos.blogspot.com



Escrito por Cássia às 01h55
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Não aproxime-se de engessados!

Quem acreditava, é a Fernanda

Quando eu era criança, eu achava que quebrar o braço ou a perna era igual pegar resfriado: era só chegar perto de alguém engessado e eu ficava engessada também. Morria de medo de gente engessada!
Também achava que um dia eu ia acordar grande, e minhas roupas não iam caber em mim, então teria que esperar minha mãe comprar roupas novas na loja.
Outra coisa que eu acreditava era que a gente não vivia ao redor do mundo, e sim dentro dele, como se fosse dentro de uma caixa.
E eu também acreditava que antes de nascer, eu era um anjo que fazia nuvens e arco-íris.


Escrito por Cássia às 01h50
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Rádios, formigas e óculos

Ser criança é bom, porque o mundo não é muito mais do que aquilo que nós vemos e aquilo que escutamos. Acho que é por isso que quando crianças, acreditamos em tantas bobagens. Se, quando você era criança nunca se perguntou por onde as pessoas entram nos rádions, é porque você não foi criança. Certa vez, uma paleestra do meu pai foi transmitida pela rádio local e eu fiquei indignada, como é que ele tinha entrado no aparelho tão pequeno. A minha mãe me "explicou" tudo: Ele tomou uma pílula daquelas do chapolin, ficou pequenininho e entrou pelo toca fitas. Explicar foi simples, difícil foi ela me convencer de que as benditas pílulas não podiam ser tomadas por crianças e que eu não poderia entrar no rádio para conhecer o radialista...
Pior foi quando eu acreditei que formigas realmente faziam bem para vista. Como eu era uma menina muito higiênica, lavava bem as formigas antes de come-las. Não me lembro do gosto, mas pelo menos, nunca precisei de óculos...
Carol Ferrari

Escrito por Cássia às 00h12
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Olhos... e cores...

Essas são as coisas em que a Morgghana acreditava

Quando eu era criança acreditava que as pessoas de olhos azuis ou verdes enxergavam tudo nessa cor!
Acreditava que inglês era qualquer palavra em português dita de trás para frente, e ficava falando assim!
Eu também achava que não poderia nunca pisar na "linha" que junta os azulejos, porque eu pensava que nessa linha tinha um jacaré que fosse me comer (que coisa de doido!!!) !


Escrito por Cássia às 00h59
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De E.T., tapetes mágicos e outros "bichos"
Olá!!!
...Podem me chamar de Desi, tenho 26 anos e sou uma criançona...acho..rsrs

Tem muitas coisas que eu lembro de criança....(e que as vezes ainda se mantém vivas...incrível!)
Por incrível que pareça...eu tenho ainda medo do ET! Não me perguntem o motivo..lembro de quando fui ao cinema assistir com meu pai e meu irmão...e que meu irmão falava coisas assustadoras sobre o ET. Só sei que passei metade do filme com as mãos nos olhos....e até hoje quando vejo aquela criatura..tenho uma sensação de pavor mal explicada..risos
Outra coisa na qual acreditava era a de que o Super homem viria me buscar pra me defender de todos aqueles que faziam pouco de mim. Que o dia que ele me conhecesse, se apaixonaria logo e me levaria com ele para algum planeta para sermos felizes para sempre! ;o)..ainda acredito que algum dia ele vai aparecer..risos
...que se eu desenhasse um sol no chão..em dia de chuva...ele saía, e a chuva parava....:o)
...que o tapete da sala era mágico..só que eu não sabia como fazer ele ligar pra voar...
essas coisas...hehehe


Desi San

Escrito por Cássia às 00h58
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Mais uma "coletânea"

A Cinthia selecionou essas lembranças para nós:

É incrível como questionávamos quando crianças, pensávamos e encontrávamos soluções simples, mas malucas..

Quando criança, eu acreditava que quando uma pessoa era gêmea, ela não precisava falar diretamente com o irmão ou irmã gêmea, era só olhar firme e pensar, que imediatamente o outro já sabia o que o irmão queria dizer.

Olhando as fotografias preto e branco de minha mãe, achava absurdo aquela imagem ser preto e branco, até que um dia perguntei: mãe, quando você era pequena não existia cor?? Sua pele era cinza??

Todo mundo dizia que eu era baixinha, que tinha que tomar chá de trepadeira. Dai quando realmente me toquei que não seria nenhuma jogadora de vôlei, fiquei triste, pois sempre era uma das primeiras da fila no primário, sentava na frente da sala. Daí olhei para os vasos da minha mãe, vi algumas plantas que pendiam no vaso e cheguei para a minha mãe na cozinha: mãe, você não quer fazer um chá de trepadeira para eu crescer?? Em casa, ate hoje riem de mim.

Eu e minhas irmãs assistíamos muitos desenhos. Um deles era Poppeye, e sempre que alguém no desenho queria espiar o outro ou andar sem ser notado, eles passavam creme de invisibilidade, e nos achávamos o maximo. Ate que um dia eu falei para minha mãe: mãe, quando você voltar do serviço, você não quer passar na farmácia ou no supermercado para comprar creme invisível??

Tinha uma empregada na minha casa que atormentava eu e minhas irmãs, dizendo: "se vocês não se comportarem, as bonecas lá embaixo (guardávamos os brinquedos num quartinho no quintal) vão acordar de noite, abrir a porta e pegar vocês...". Morríamos de medo, quando começava a escurecer, guardávamos os brinquedos rapidinho, colocávamos as bonecas numa caixa e passávamos muito bem o trinco na porta. Quando amanhecia, sempre uma olhava para a outra e dizia: "vamos brincar juntas?" E abríamos a porta do quartinho com muito cuidado.

Quando pequena, uma vez eu e minhas irmãs dormimos na casa da minha avo, no quarto da minha tia. Quando ela percebeu que nos riamos e falávamos ao invés de dormir ela disse: "ta vendo aquele homem na cruz?" (tinha um crucifixo de madeira). E continuou: "quem for a última a dormir, aquele homem vai sair da cruz e pegar o pe de vocês". E sempre que dormia lá, eu rezava: "por favor, não deixe eu dormir por ultimo, por favor...".Maldade né?

Desde pequena, fiquei impressionada quando minha mãe alugou um vhs da Branca de Neve e a bruxa malvada apareceu toda vaporosa, maléfica e assim, morri de medo. Eu tinha um vinil (daqueles cor de rosa.) da Branca de Neve de um lado e do outro do João e o Lobo. Quando alguém (principalmente uma empregada) queria que ficássemos quietas, colocavam o disco no lado da Branca de Neve, e pelo fato do disco ter somente a voz, imaginava que a bruxa aparecia na sala da minha casa, dai não saia do quarto ou da mesa da cozinha ate minha mãe chegar, porque a bruxa desapareceria quando ela abrisse a porta da sala!
Quando eu gostava da Xuxa, acreditava que a nave espacial dela poderia a qualquer momento aterrisar no meu quintal e ela me levaria para o Xou da Xuxa.


Escrito por Cássia às 01h09
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Lembranças diversas

Meu nome é Thaís, tenho 20 anos. Quando eu tinha 6 anos, fiz uma poção mágica com uma amiguinha minha. Nós duas acreditávamos que eramos bruxas, e resolvemos fazer a tal poção. Porém, nós não sabiamos quais eram os ingredientes, obviamente, e ficamos pensando nisso um dia inteirinho, até que eu cheguei a conclusão que tínhamos que misturar tudo o que nós pudessemos (isto é, tudo que nossas mães não fossem ficar bravas se pegássemos). Lembro que tinha tinta guache, beterraba, shampoo, tomate, etc). Guardamos a poção por uma semana, mas começou a feder tanto que minha vó achou onde estava escondida e jogou fora...
Outra coisa que eu acreditava é que o dinheiro era feito prá todo mundo, o quanto nós quizessemos. O cheque então, nem se fala!!!!!!! Você poderia preencher qualquer valor. E quando meus pais diziam que estavam sem dinheiro, eu pensava que era porque eles ainda não tinham ido buscar lá naquele lugar onde dão dinheiro (o banco).
Eu também acreditava que minha mãe e minha avó sempre foram grandes, como se elas já tivessem nascido assim. Ah, e que como eu fui a primeira filha, eu acreditava que a minha mãe e meu pai só podiam ter eu, como se fosse uma regra.
Lá na minha casa, tinha um baú antigo. Eu não chegava perto dele pois eu acretiva que era de piratas que tinham deixado ali, já que eu morava em uma casa à beira mar. E se eu mexesse no baú, eles iriam querer me matar.
Eu não entendia como tinha países que ficavam no outro lado do mundo. Para mim, se eles estavam embaixo, então iriam cair da Terra. Pelo menos eu entendia a lei da gravidade!!!!
Eu acerditava que quando as pessoas faziam 18 anos e tiravam a carteira de motorista, todos podiam ir nas lojas de carro e pegar o carro que quizessem.
E mais: eu acreditava que meu pai e minha mãe nunca tiveram outros namorados. Eles já "nasceram" casados.
Com certeza eu acreditava em muito mais coisa, mas por hoje é só.


Escrito por Cássia às 01h07
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Virundun também é coisa de criança

Na linha virunduns, (que criança é mestre) a Marcia também enviou estas:

Meu Virundum infantil: Quando eu era pequena, tinha um disco de história da Chapeuzinho vermelho: E o lobo mal, depois de ter jantado a vovózinha, chamava a Chapeuzinho com falsa voz trêmula:
-Entre, minha netinha, entre aqui juntando areia...
Perguntei para minha mãe:
-Mãe, como a Chapeuzinho faz para juntar areia???
Minha mãe, intrigada por não saber em que momento a Chapeuzinho tem que cumprir a missão de juntar areia, ouviu o trecho do disco comigo e me esclareceu:
Minha filha, é : -Entre aqui junto a lareira...
Até hoje ela diz que eu posso entrar juntando areia...


Escrito por Cássia às 00h50
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O ataque das formigas invisíveis...

Cortesia da Márcia Oliveira:

Quando eu era criança, sentia formigas invisíveis na minha perna. Na verdade, era formigamento por má circulação sanguíneo. Muitas vezes, eu ficava sentada sobre a minha perna, numa posição só.

Acreditava que era amiga de todos os personagens do Sítio do Pica Pau Amarelo. E que todos me viam também.

Acreditava que minha mãe trabalhava dentro de uma caixa, e meu pai trabalhava num banco... um banquinho de praça. Eles eram funcionários da Caixa Econômica Federal e do Banco Mineiro do Oeste (que foi comprado pelo Bradesco), respectivamente.

Acreditava que tinha um anjo da guarda que via tudo o que eu fazia, e eu conversava com ele.



Escrito por Cássia às 00h43
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Reminiscências

da Carla Zuquetto (a batata que espalha rama pelo chão)

Coelhinho da Páscoa, eu sempre vi. Ele entrava pela minha janela, e só ele tinha a chave secreta das grades. e deixava minha cesta do lado da minha cama. Papai Noel eu sabia que não existia, que era a minha avó. Mas o coelhinho era de verdade!

Depois que eu li O Mundo de Sofia (e euhinese.gif">

Escrito por Cássia às 00h37
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Infância anárquica

O Adriano, conta:

Na minha infância eu tinha dificuldade com geografia. Eu confundia Estados Unidos com Rio de Janeiro. Era tudo a mesma coisa para mim.

Eu era fã do seriado "Chips". Quando perguntava onde era feito aquele programa, me falavam Estados Unidos. Mas eu associava com o Rio.

Os países eram mais simples. Não havia "estados-membros" dentro dos Estados. Havia apenas cidades. Até que vieram com essa balela de SP, MG...


Escrito por Cássia às 00h57
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Pizza!

Olá , meu nome é Ana Claudia, hoje tenho 24 anos...até os meu 11 anos mais ou menos eu jamais comi pizza que tivesse catupiry porque eu achava que catupiry era um ( eca ! ) peixe !!!!!
Quando uma tia minha danada descobriu, me fez comer uma bela pizza de frango com catupiry - Eu achei estranho o peixe com frango, e, curiosa, resolvi experimentar - claro que adorei !!


Escrito por Cássia às 00h54
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Casca de Queijo e Imbuá

Curiosas histórias enviadas pelo Victor, do http://www.umveiochines.blogger.globo.com.br

Quando eu era pequeno, havia essa empregada em casa que me fazia acreditar em coisas, no mínimo, estranhas.

Começando pela vez em que ela tirou a dentadura na minha frente, e eu horrorizado com o ato, achei que poderia tirar a minha "dentadura" tabém. Passei incontáveis dias tentando arrancar meus dentes puxando por trás, até que finalmente desisti, mas achando que "só com o tempo que a habilidade viria".

Que a casca roxa do queijo do reino deixava a gente burro.

Ela me contou que o único animal que não foi criado por deus era o imbuá (pequeno inseto com muitas patas e forma cilindrica que se retorce numa forma espiral ao ser tocado), ele era obra do demo e deveria ser exterminado da terra !

Houve uma vez em que ela cortou a mão tentando partir um sabão ao meio, e começou a chupar o sangue que saía. Gritando:-É o sangue maligno!!!! tem que ser chupado ! senão num sara nunca.

E olhe que isso são apenas pequenos exemplos. E isso pode não ter nada a ver mas ela tinha fama de muito namoradeira ,passando pelo padeiro até o carteiro e o açogueiro também. Anos depois (ela já tinhas uns 65), quando ela começou a trabalhar como cozinheira numa empresa, ela mistériosamente aparece com dezenas de "geloucos" afirmando ter ganhado do padeiro. Não me pergunte como...


Escrito por Cássia às 00h47
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Aviso

Pessoal, estou com alguma dificuldade em postar durante a semana. Por conta disso, os e-mails que tenho publicado são os que eu recebi no começo de abril, ou seja, cerca de 50 dias de defasagem.
Se você enviou sua contribuição, eu respondo a todas as que eu posto, informando que foi postada naquele dia, ok?
Mais uma vez, agradeço as colaborações e as visitas.

Continuem acreditando!


Escrito por Cássia às 21h05
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Casca de Queijo e Imbuá

Curiosas histórias enviadas pelo Victor, do http://www.umveiochines.blogger.globo.com.br

Quando eu era pequeno, havia essa empregada em casa que me fazia acreditar em coisas, no mínimo, estranhas.

Começando pela vez em que ela tirou a dentadura na minha frente, e eu horrorizado com o ato, achei que poderia tirar a minha "dentadura" tabém. Passei incontáveis dias tentando arrancar meus dentes puxando por trás, até que finalmente desisti, mas achando que "só com o tempo que a habilidade viria".

Que a casca roxa do queijo do reino deixava a gente bu já tinha uns bons 14 anos) eu comecei a acreditar que eu era personagem de um livro. Passou quando eu vi Matrix, e percebi que na verdade eu sou uma fonte de calor para um monte de computadores do mal. as vezes eu mudo de idéia e acho que não existe nada desse mundo, e eu sou uma consciência perambulante. ou estou sonhando um sonho comprido. ou então eu sou personagem de novela.

Quando eu entrei na Escola, com 3 anos, eu achava que na diretoria havia uma máquina onde entravam crianças más, que eram desmontadas e transformadas em crianças boas. E que a diretora era a operadora dessa máquina. Eu sabia que ela queria só o meu bem (ah, mente dominada), mas eu sempre tive medo dela.

Eu também acreditava na história da boneca da xuxa. e minha mãe teve que dar sumiço na minha para eu dormir (e deixa-la dormir) novamente. por outro lado, quando eu fui ao rio e vi um avião passando no céu, eu achei que fosse a xuxa que estivesse nele indo para são paulo. e dei tchau. (aí eu lembrei que eu tinha medo dela e fui me esconder)

Eu acreditava que moravam duendes minúsculos embaixo da minha cama, e se eu deixasse a minha mão pra fora do colchão eles iam construir casas nela. até hoje eu não consigo dormir com a mão pendurada. eu também acreditava que poderia ser sequestrada dormindo, carregada com cama e tudo. (eu já sonhei com isso várias vezes).

eu também achava que haviam hominhos pequenos dentro do rádio e da televisão. e que desenho animado era gente fantasiada. e a Simoni, no show do balão mágico, tinha me falado oi porque ela me via todos os dias pela tv e já me conhecia!!!

não lembro de mais nada por hora...


Escrito por Cássia às 23h47
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Voar, porque não? (crianças - não tentem!!)

O andreh, do www.isac.blogspot.com, é quem conta:

Por volta dos 8 anos, eu e meu irmão tínhamos que ir pra escola quase sempre a pé, e eu morria de preguiça de andar aquela distância toda. Afinal, pra uma criança preguiçosa e gorda, a escola sempre parecia mais longe do que
ela realmente era. Os quinze minutos que separavam a casa da escola era uma eternidade e um martírio. Eu passava horas do meu dia imaginando estratégias para chegar mais rápido na escola, mas a idéia que mais me agradava era a de... VOAR.
Um belo dia, eu havia sonhado que era capaz de voar a curtas distâncias. No meu sonho, eu batia os braços no corredor de dentro da minha casa e voava graciosamente nesse curto espaço de pouco mais de 3 metros. Acordei com essa idéia fixa e, assim que pude, fui colocá-la em prática: me dirigi ao início do corredor, respirei profundamente, me concentrei e me lancei no ar, batendo os braços freneticamente como uma galinha assustada e... caí de cara no chão!
E, como gente burra demora a aprender, ainda passei muito tempo tentando voar como um pássaro e me estabacando no chão como uma jaca!"



Escrito por Cássia às 00h51
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Olhos na janela

Essa é da Daiane:

Bom, eu acreditava que de noite, vinham olhos espiarem na janela, não sei de quem, só sei que vinham, então procurava dormir logo, para quando meus pais apagassem a luz eu já estivesse dormindo para não correr o risco de ver os tais "olhinhos" espiando na janela.

Ah! eu também acreditava que o King Kong existia de verdade, quando eu vi aquele filme, ( que hoje parece ridículo pra crianças atuais!) eu morri de medo e me escondi atrás do sofá!
Acreditava em coelho da Páscoa, Papai Noel, acreditava em justiça e paz!!!!!


Escrito por Cássia às 00h46
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Meteorologia. E telepatia no transporte coletivo.

A contribuição da Julie:

Sempre ouvi as pessoas dizerem que, quando há estrelas no céu, significa que no dia seguinte não vai chover. Desde pequena achava isso a coisa mais esotérica do mundo, pra mim isso ia na categoria de horóscopo e coisas assim. Foi só aos 14 anos que eu cheguei à conclusão que , se vemos estrelas, é porque não há nuvens, e se não há nuvens, não vai chover!

Mas mais legal é a história da minha amiga Ana, que achava que os ônibus descobriam pra onde a gente queria ir por telepatia... :)



Escrito por Cássia às 01h00
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O sol e a lua

A Mary já é colaboradora daqui, o blog dela é o http://www.amedepetite.blogger.com.br

Quando tinhas uns 5 ou 6 anos, sei lá, eu acreditava que a lua e o sol eram o mesmo astro.
Ele apenas ficava diferente quando anoitecia, porque durante o dia, o clima é mais quente, ainda mais lá no céu, por isso de dia ele esquenta lá em cima e pega fogo, mas de noite é mais fresquinho, entao ele apaga e fica lisinho....
E quando as luas mudavam (crescente, minguante), era porque o sol queimou aquele pedaço, derreteu ou algo assim, e ficou deformado!!!!
Que saudades...


Escrito por Cássia às 00h58
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Variedades

Oi!! Meu nome é Fernanda e sou leitora do Inagaki e dos virunduns... e outro dia achei o "Eu acreditava"... adorei, porque curto muito lembrar das coisas de quando eu era pequena (se bem que ainda não me considero nenhuma velha - tenho 19 anos). Daí que eu fiz uns posts no meu blog (http://fe-werneck.blogspot.com) mas resolvi mandar pra vocês também, pra compartilhar minhas lembranças:

Quando eu era pequena eu acreditava...

- que as grávidas tinham engolido uma semente de melancia e ficava pensando que minha mãe foi descuidada e engoliu duas de uma só vez (eu sou gêmea...)

- que em algum lugar do mundo tinha uma pessoa que se chamava Fernanda Werneck de Figueiredo e era muito parecida comigo. Como se houvesse uma figura-espelho de cada pessoa... só que alguma coisa saiu errado que minha figura se chamava Juliana, tinha a minha idade e morava na minha casa...

- eu morria de medo de engolir chiclete por dois motivos: 1) ele poderia agarrar no coração e o coração ia parar de bater; 2) eu ia ficar igual à galinha da música infantil, que engoliu chiclete e bota o mesmo ovo sem parar...

- eu tinha um cavalo invisível que surgiu da fusão do livro "Meu cavalo invisível" e do desenho"Cavalo de Fogo". Eu e minha irmã saíamos cavalgando pelo shopping, pelo colégio, pela rua... (meus pais deviam passar cada vergonha...)

- eu achava que podia parar de pensar, era só eu mandar força positiva no pensamento e pronto! Daí eu ficava pensando:"não vou pensar em nada, não vou pensar em nada, não...Droga! Tô pensando em não pensar em nada...!!!"

- Sobre TV era ssim: eu achava que comercial era ao vivo, que os atores tinha sempre que estar no estúdio e ficava impressionada com a capacidade deles repetirem sempre a mesma propaganda sem nenhuma diferença... além disso, eu não trocava de roupa em frente à TV, porque tinha certeza que os apresentadores do Jornal Nacional me viam lá do outro lado (ou então eles não dariam Boa Noite sempre que eu tava vendo o jornal...)

- eu não entendia direito algumas palavras.. minha irmã aprendeu antes de mim o que significava "dúvida" e foi uma coisa pra ela me ensinar o que era... "tomodoriu" era um verbo alternativo pra "sumiu". "Vide Bula" era o remédio mais eficaz contra todos os males, melhor que a Loção Curadora do Dr Fulano de Tal, afinal, em toda caixinha de remédio estava escrito: em caso de alergia, contra-indicações, etc,etc,etc - Vide Bula. Eu só não entendia por que então as pessoas não tomavam logo o tal de Vide Bula ao invés de gastar tempo com o outro remédio...

- eu acreditava que todo homem de gorro era ladrão, que carro-forte era carro de ladrão e que a cidade de Sumidouro era pros sequestradores sumirem com os sequestrados (e tinha vontade de avisar a polícia que Sumdiouro ficava no caminho pra Miraí, mas tinha medo de vingança por parte dos sequestradores)


Escrito por Cássia às 00h56
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Para ligar e desligar uma criança? É fácil:

A Viviane ensinou:

Quando eu era criança, por volta dos 4 anos, mais ou menos, eu tagarelava bastante! (Até hoje hehehe)
Sempre que eu começava a falar MUITO e fazia meus pais ficarem de saco cheio, meu pai, com voz de brabo, dizia: "Tá desligada!"
Eu acreditava que realmente havia sido desligada. Depois disso eu me calava na hora...Passava alguns minutos caladinha até começar a chorar pedindo: "Me liga, painho, me liga".
Hoje eles contam isso pra qualquer um que aparece aqui em casa...Hahaha...É ridículo!


PS: Meu blog é o Na moral, seu guarda!


Escrito por Cássia às 00h55
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Finalmente, o final de semana

Estou de volta, logo posto novas lembranças de todos nós...
Aguardem!

Escrito por Cássia às 00h54
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O Céu dos peixes (voadores, claro)

O Renato S., do ABBA (não o conjunto gente, só o nome do blog...) acreditou que seu peixe era voador, quando ele morreu...(o que aliás, se fosse verdade, teria matado o peixe, de qualquer forma...)



Rafael Louzada, ou Right-Left

Escrito por Cássia às 19h43
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Medos, a loira do banheiro (essa todo mundo já ouviu), histórias inacreditáveis em que acreditávamos...

Cortesia da Cláudia:

Nunca lidei bem com a morte, então, aos 5 anos tomei conhecimento de que ela realmente existia. Morreu um tio avô e eu tive uma visão dele morto, deitado na cama da minha tia - que ficava ao lado da minha - e cercado de rosas vermelhas. Dali, ele pulou para debaixo da minha cama e nunca mais saiu. Eu acreditava que ele morava embaixo da minha cama.
Obs.: Já mudei de camas várias vezes, mas ele continua morando debaixo delas, não importa o modelo.

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Minha tia tem 10 anos mais do que eu e sempre morou conosco. É mais minha irmã que minha tia. Sempre foi muito cruel - como todos os irmãos mais velhos o são - e inventou dois fatos que me atormentaram durante anos. Eu era filha de uma lavadeira que me largou na lata do lixo no Morro da Mangueira. Por isso tinham feito uma música pra mim e quem cantava era a Angela Maria: "É ela, é ela, a moça branca da favela !!" Eu chorava horrores. Aos 5 ou 6 anos, deixei de acreditar nisso. Mas ainda tenho pavor da música.
O outro fato durou mais tempo, só com uns 10 ou 11 anos me contaram toda a verdade. Se bem que eu acreditava mas não acreditaaaava tanto assim. Ela dizia que eu era sobrinha do Costinha e que ele morava no Morro da Mangueira (sei lá, minha tia tinha fixação por esta favela, vai entender!!). Eu contava isso pra todo mundo, mas nunca entendia porque ele não ia lá em casa. Para justificar sua ausência, minha tia Nini inventava um monte de histórias e eu me deixava enganar. Um dia, num show, contei essa história a ele, que adorou ser meu tio !!! ;o)
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Quando tinha uns 9 ou 10 anos,corria um boato nas escolas do Rio: uma mulher loura, um travesti (ué, era mulher ou travesti ?) invadia
o banheiro das meninas na escola e era muito simpática com as menininhas inocentes. Quando ela se aproximava, muito boazinha, e acariciava o rosto das incautas, abruptamente arrancava um tampão (???) que trazia no nariz e este sangrava que era uma beleza. Mais não sei, porque nunca ficou ninguém para ver o que acontecia depois da chuva de sangue!!! Eu acreditava. E ainda tenho medo. Preciso de análise ???

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Eu acreditava em tantas coisas, mas em tantas, que já nem me lembro mais de todas as minhas crenças. Porém ainda lembro que, o que eu mais acreditava, é que haviam homens de boa vontade e que éramos todos verdadeiros irmãos. Nisso, eu acredito ainda. Devo crescer ???


Claudia Delgado
(Miss_Lex ®  do www.nafarmacia.blogger.com.br )


Escrito por Cássia às 19h22
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Medos, a loira do banheiro (essa todo mundo já ouviu), histórias inacreditáveis em que acreditávamos...

Cortesia da Cláudia:

Nunca lidei bem com a morte, então, aos 5 anos tomei conhecimento de que ela realmente existia. Morreu um tio avô e eu tive uma visão dele morto, deitado na cama da minha tia - que ficava ao lado da minha - e cercado de rosas vermelhas. Dali, ele pulou para debaixo da minha cama e nunca mais saiu. Eu acreditava que ele morava embaixo da minha cama.
Obs.: Já mudei de camas várias vezes, mas ele continua morando debaixo delas, não importa o modelo.

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Minha tia tem 10 anos mais do que eu e sempre morou conosco. É mais minha irmã que minha tia. Sempre foi muito cruel - como todos os irmãos mais velhos o são - e inventou dois fatos que me atormentaram durante anos. Eu era filha de uma lavadeira que me largou na lata do lixo no Morro da Mangueira. Por isso tinham feito uma música pra mim e quem cantava era a Angela Maria: "É ela, é ela, a moça branca da favela !!" Eu chorava horrores. Aos 5 ou 6 anos, deixei de acreditar nisso. Mas ainda tenho pavor da música.
O outro fato durou mais tempo, só com uns 10 ou 11 anos me contaram toda a verdade. Se bem que eu acreditava mas não acreditaaaava tanto assim. g src="http://www.euacreditava.blogger.com.br/poisson5.gif" align=right>
Quando eu era pequeno, na minha casa, tinha um aquário. Dentro dele havia apenas um peixe, o nome dela era Maribel. Eu adorava aquele peixinho pois minha mãe nunca havia me deixado ter gato ou cachorro. Um dia quando fui ver, Maribel não estava mais no aquário, ela havia sumido. Meu pai me explicou que a Maribel, na verdade, era um peixe-voador e que ela havia usado suas asas para voar até o mar pra encontrar seus amiguinhos. Aquilo me deu um conforto tão grande que eu nem fiquei triste. Acreditei nisso durante tanto tempo! Somente depois de velho fui perceber que ele tinha mentido pra mim... Pelo menos, funcionou!


Escrito por Cássia às 00h16
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E.T.

Porque será que toda criança acha que é o único ser normal, e todos os outros são alienígenas??
Dessa vez, foi o Max Costa quem acreditou - mas ET de peruca, Max? ;-)

Quando eu era criança, eu acreditava que todo mundo era alienígena e que só eu era humano, o último da espécie e que eles estavam disfarçados para me observarem, me pesquisarem. Eu tinha certeza de que se eu puxasse os cabelos das "pessoas" ao meu redor, descobriria uma peruca...

http://www.timpano.cjb.net
http://www.galeriasombria.blogspot.com .




Escrito por Cássia às 23h55
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Olha que legal: O "Eu Acreditava" é destaque no Blogs.com.br!



Escrito por Cássia às 00h52
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Mike Tyson sorveteiro (hein??)

Quando eu era pequeno (mais ou menos uns 5 anos de idade), toda vez que eu chegava em casa da escola e tinha me comportado, o que era muito difícil, eu ganhava um sorvete. O mais curioso era que minha avó dizia que quem deixava o sorvete era o mike tayson...
Durante algum tempo eu ficava intrigado porque ele gostava tando de mim para vir dos EUA me trazer um sorvete, mas nunca ficava para bater um papo... Certa vez, eu arrumei briga na escola e falei que iria mandar o Mike Tyson bater em todo mundo... a molecada está esperando por ele até hoje... assim como eu...
Essa, veio do Gleiner Vinicius.
Eu não entendi que idéia foi essa, da sua avó, Gleiner!!
:-)

Escrito por Cássia às 13h38
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De times e torcedores

A ManaLaura tinha uma maneira original e imparcial de entender as vitórias esportivas:

Quando eu era criança sempre que eu assistia aos jogos de futebol e corridas de Fórmula - 1 com meus pais, pela TV, os times e corredores que eles torciam ganhavam.
Um dia meu pai disse que o Brasil era a melhor seleção do mundo, e Airton Senna o melhor corredor. Então eu disse que nos outros países sempre ganhavam os times e corredores para quem eles torciam naquele país. Eu acreditava que um mesmo jogo ou corrida os ganhadores eram diferentes dependendo de quem estava vendo e torcendo.



Escrito por Cássia às 13h32
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Trakinas

Lembra daquela propaganda do biscoito Trakinas que os biscoitinhos saíam andando da embalagem e começavam a brincar na bancada da cozinha? Pois é. Eu realmente acreditava que ao comprá-los eles iam criar pernas e braços e brincariam comigo...
Eu fazia minha mãe comprar vários pacotes na esperança de encontrar os biscoitos / amigos.
Nunca tive sucesso...


Carlos Freire


Escrito por Cássia às 14h30
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Caros amigos,

Diversas mudanças em minha vida têm dificultado a postagem diárias das lembranças de todos nós. Eu gostaria de comunicar que o blog continua ativo, e vivo. Continuem visitando e contribuindo. O Eu acreditava ainda fará todos nós sorrirmos muito!

Abraços!

Escrito por Cássia às 23h52
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Apocalipse, raio, lua... Catástrofes?

Quando era pequena, eu ouvi falar que o Skylab (não sei se a escrita é essa) ia cair na terra (skylab=um satélite que se despedaçou no espaço) e morria de medo de sair na rua e levar uma "skylabada" na cabeça.

Depois, ouvi na igreja sobre o Apocalipse, que "estrelas irão cair do céu" e imaginava aquelas estrelas que desenhamos, de 5 pontas, bem grandes, caindo sobre a cidade.

Outra coisa louca foi saber que um raio atingiu e matou um menino no interior da Bahia. Eu achava que raio era a corrente da bicicleta e não entendia como uma corrente podia matar alguém...

Pra finalizar minhas asneiras, acreditava piamente que se olhasse para a lua durante o dia, casaria com um homem bem velho.

Agora me diz, porque a minha doce mãezinha me dizia essas coisas?
Mistérios...
:)
Suzy Bee


Escrito por Cássia às 00h59
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De sonhos e realidade

A Ilane conta uma história triste, mas manteve sua esperança...

Quando eu era criança, acreditava em Papai Noel, e todos os anos ganhava uma boneca de meu pai no natal, e todos em casa diziam: foi o papai noel que deixou para você. Lembro como se fosse hoje, eu tinha acho que 8 anos, estava na sala e minha mãe estava costurando, eu perguntei: - Mãe, será que vou ganhar uma bicicleta do papai noel? (este era meu sonho, só que nunca ganhei a bike) e ela andava nervosa, meu pai estava muito doente, vivia internado, e me veio com esta resposta: -Menina você nao vê que papai noel não existe, que o papai noel é seu pai e que ele está doente e não temos dinheiro para bicicleta? Depois daquele dia, fiquei chocada, não chorei, mas não acreditei no que ela havia dito, e não queria acreditar. Meu pai faleceu, e só assim eu acreditei, pois pude ver que ele era meu papai noel querido. Mas até hoje acho bonito o natal e a crença do papai noel, mas nos dias atuais as crianças são espertas demais e não acreditam em fantasia (saber disto me deixa triste). Eu não queria deixar de acreditar, tentei com meus filhos, mas eles, não acreditaram e não fantasiaram. Acho a vida tão dura e difícil, e a fantasia ajuda a amenizar os infortúnios, se desde a infância deixamos a ilusão de lado, quando ficamos adultos, fica muito dificil sonhar. Hoje, apesar de adulta, ainda gostaria de acreditar, e então eu finjo, na época natalina, sempre vou até o shopping e levo as crianças da família e amigas, para elas verem o bom velhinho de barba branca, e, é claro, eu também.


Escrito por Cássia às 00h55
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Bronca violenta

Mais uma colaboração do Gabier:

Quando eu era criança eu acreditava que quando alguém levava uma bronca, tinha sido espancado. Uma vez minha mãe chegou em casa super chateada por que disse que tinha levado a maior bronca de seu chefe,eu na mesma hora comecei a chorar desesperadamente e quando expliquei o motivo, riram de mim mas não me explicaram a verdade. Ainda sem saber o que era bronca, uma vez meu pai me levou para esperar minha mãe no seu trabalho e ele encontrou o chefe dela, e perguntou se podia me deixar esperar por ela, ele disse que sim, mas que se eu fizesse bagunça, me daria uma bronca... Na mesma hora comecei a chorar, e não teve quem me fizesse esperar por minha mãe, dizendo que não ia apanhar de ninguém. Resultado disso foi meu pai ser obrigado a me levar com ele para seu trabalho, e eu muito orgulhoso por meu pai (meu herói) não ter me deixado para apanhar daquele cara...


Escrito por Cássia às 00h54
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CDzão gigante

O Tboca, do It's All About Insanity, é um dos primeiros colaboradores do "Eu acreditava"... E nos enviou mais essa:

Um dia cheguei na casa dos meus pais e meu irmãozinho de 9 anos (14 anos nos separam) chegou correndo e esbaforido. Ele tinha uma descoberta muito importante e precisava me contar. Disse ele: "Tato, vc não sabe o que a mamãe tem!"

"Não, pequeno. Não sei... o que a mamãe tem?"

"Ela tem um CDzão gigante!!!! É enorme e preto!!"

Nessa hora eu não aguentei e caí na risada. "Sério, moleque? vc viu o 'CDzão preto' que a mamãe tem?"

"É eu vi... tava guardado embaixo da estante. E vc não sabe o mais legal... ele toca dos dois lados!!!"

E assim meu jovem irmão foi apresentado aos discos de vinil, que para a geração dele não passam de "CDzões pretos gigantes".


Escrito por Cássia às 00h59
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O bicho papão de cada um

Esse, era o do Cleber Borges

Dos 4 aos 7 anos mais ou menos, eu acreditava que o bicho papão de que todo mundo falava era um Gafanhoto Gigante, mais ou menos do tamanho de um onibus. E
quando eu via um gafanhoto do tamanho natural eu pensava que eram os filhotes do bicho papão que fiscalizavam as coisas, principalmente as crianças, para depois denunciar ao bicho papao quais mereciam ser castigadas pelo temível gafanhoto gigante...


Escrito por Cássia às 00h56
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Crianças e religião

Quando eu era nova, no quarto da minha mãe tinha um crucifixo pendurado em cima da cama dela. Eu morria de medo de ficar sozinha no quarto dela, pois achava que a imagem de Jesus ia descer voando pra me pegar, porque eu tinha sido desobediente.
Tanto é que, quando fiquei de castigo pela primeira vez na escola (fiquei com a cara virada da parede por 10 minuto, que pareceram uma eternidade), eu não contei pra minha mãe sobre o castigo, porque tive medo dela brigar comigo. E na mesma noite sonhei que Jesus saia voando da cruz pra me pegar. No dia seguinte, nem pensei duas vezes, contei pra minha mãe! (Risos)
Por causa deste sonho, tive muito medo durante anos das imagens de santos que costumam ter nas igrejas católicas. Hodetalhe, eu só não sabia como usá-los, mas que eu tinha, tinha. O melhor deles era voar, adorava ver o mundo inteiro pelos olhos de uma mosquinha, só que como eu ainda não tinha aprendido direito, só podia fazer nos sonhos para não me machucar!

Hoje em dia descobri que o meu melhor amigo sou eu mesmo e que, comigo, posso voar até onde quiser!!!


Escrito por Cássia às 00h51
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Mais uma "coletânea"

Essa, veio da Dana Scully, diretamente da Dinamarca!

Eu acreditava...

Que quando me tornasse adulta, teria que escolher outro nome.

Que sabia a solução para terminar uma guerra. Bastava eu parar no meio do tiroteio que nenhum soldado teria coragem de atirar numa criança, e assim a briga cessaria.

Que sabia falar inglês, era só enrolar a língua e dizer qualquer baboseira que um inglês entenderia.

Que a Lua nos seguia quando andávamos de carro.

Que todos os príncipes e princesas da vida real eram como os dos contos de fadas, lindos e perfeitos. Imaginem a minha decepção ao "conhecer" o príncipe Charles :P

Eu também gostava de capturar formiguinhas e brincar com elas, como se fossem bonecas... Às vezes fazia piscininhas pra elas nadarem, e achava que elas estavam se divertindo à beça. Nao entendia porque muitas vezes elas morriam.

Ah, e meus pais gostavam de me assustar com uma brincadeira muito boba: meu pai carregava minha mãe nos bracos, enquanto ela esperneava, até o banheiro, e fechava a porta, dizendo que ia jogar ela na privada e dar a descarga. Eu ficava do lado de fora, desesperada, ouvindo minha mãe berrar, então ouvia o barulho da descarga, e silêncio... Eu realmente acreditava que minha mãe tinha, literalmente, ido por água abaixo. Que pais maldosos! :P


Escrito por Cássia às 00h45
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Cumade Florzinha..??

Essa eu não conhecia, quem conta é a Daniella Cunha :
Quando eu era pequena, tinha um medo danado da tal de Cumade Florzinha, que te pegava, levava para o meio do mato e depois fazia tranças no seu cabelo que ninguém
podia desatar!! Quando estava brincando nos fundos da escola e de repente me dava conta que estava só, saía correndo para que a Cumade Florzinha não me pegasse

Coisas de criança!!!!


Escrito por Cássia às 23h51
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Sangue (de caneta) azul

Eu acreditava que essas veias que a gente tem no pulso er riscos de caneta que eu fazia e não me lembrava, aí no banho ficava horas com a bucha e muito sabão tetnado tirar os riscos...até que a minha mãe explicou que não eram riscos de caneta...
Giulia
www.girlsnews.blogger.com.br

Escrito por Cássia às 00h41
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Melancia...
Há alguns dias atrás minha irmã mais velha, me contou uma história bem engraçada, e não é que eu também acreditava na mesma coisa? Bom a história era mais ou menos assim:
Quando minha mãe estava grávida de mim (a última filha), minha irmã e meu irmão mais velhos, estavam loucos para saber porque a mamãe estava com aquele barrigão! E não paravam de perguntar a ela o que havia acontecido... então num belo dia minha mãe estava a conversar com meu pai e de repente: "Mamãe, mamãe por que que você tá com essa barriga assim?" E minha mãe sem pensar duas vezes lhes disse: "Ora minha filha a mamãe comeu uma MELANCIA inteira e ficou desse jeito" E não é que os dois finalmente se calaram! Bom até eu chegar né, porque ainda depois disso ouvi essa história mais algumas vezes da mãe da minha amiga, da minha mãe também.. E até minha irmã comentar isso comigo eu achava que só eu sabia da história da melancia...
Mas eu não sei se é coicidência que hoje em dia eu gosto tanto de melancia!
Cínthia Saud * ci.malukinha.weblogger.com.br



Escrito por Cássia às 00h25
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De carne, espinafre, sol, cigarras, espelhos, cola, AMOR

Esses dias eu acessei o blog e fiz uma lista mental das coisas que eu também acreditava. Dei umas boas risadas e decidi escrever, pois a lista era muito grande, como a minha imaginação:

- Eu acreditava que, ao soprar as velas do bolo de aniversário de 18 anos, as pessoas aprendessem, automaticamente, a dirigir e cozinhar (daí eu não ter porque me preocupar com isso).

- Que dentro de mim existiam vários homenzinhos, como aqueles do filme "A Fantástica Fábrica de Chocolates", responsáveis por limpar e organizar tudo lá dentro. E na minha garganta existia um gargalho com vários tubos, cada um com o formato de uma comida diferente (como naquele joguinho que se encaixa o quadrado no quadrado, o triângulo no triângulo etc), que levava até uma gavetinha organizada para cada alimento. Por isso, cada comida nova que eu vinha eu tinha que experimentar, pois a gavetinha dela estaria cheia de poeira e teias de aranha por não ser usada nunca.

- Picanha, que ninguém me explicou o que era, por associação deduzi que devia ser carne de piranha. Só fui comer pela primeira vez aos 13 anos de idade.

- Patinho, maminha, lagarto e cupim - auto-explicativos.

- Atum não podia ser peixe; vinha duma latinha, não do mar. Logo, era produzido a partir de uma mistura de substâncias químicas industrializadas, assim como milho, ervilha etc.

- Espinafre só dava a força ao Popeye quando comprado em latinha. Aqueles que vinham frescos não eram a mesma coisa.

- Os apitos que o guarda da rua vai dando à noite na verdade eram uma rede de comunicação via pios de pássaros de hábitos noturnos que faziam seus ninhos nos postes de luz.

- Cada dia tínhamos um sol diferente, que nascia dum buraco na terra, ia até o céu, depois de cansava e começava a cair até o outro lado do horizonte.

- Como os Estado Unidos estavam muito longe para receber a luz do sol, que só nascia no meu bairro, a estátua da liberdade era quem iluminava tudo por lá, com a sua tocha, que à noite era apagada para economizar energia.

- Todas as pessoas iam dormir às 8h. Nada podia acontecer depois disso, que era hora de dormir.

- Os desenhos animados eram filmados com atores vestindo máscaras e fantasias.

- Existia uma cigarra cigana gigante, que voava pelo céu à procura de crianças que se distraíam e se perdiam se suas mães para fazê-las pedir esmolas.

- Como a minha mãe tinha cheques e podia preencher com o valor que quisesse, ela era a mulher mais rica do mundo. Só não me comprava as coisas por pura maldade.

- Os espelhos não eram apenas uma superfície refletora, como todos diziam. Eram portais para uma dimensão paralela, na qual todas as coisas eram ao contrário. Poderíamos passar por eles, mas nunca conseguíamos pois o nosso equivalente sempre tentava ao mesmo tempo, e com a mesma força. Eu até tentava distraí-lo e entrar de lado ou de costas, sem olhar para o espelho, mas infelizmente ele sempre tinha a mesma idéia.

- Não havia nada que fosse quebrado que cola branca não pudesse consertar.

- Para fazer um aparelho elétrico funcionar na praia, bastava desenhar uma tomada na areia e ligar o fio ali.

E agora o mais importante:
- Eu acreditava que, em algum lugar do mundo, estaria uma menina que havia sido criada especialmente para mim. Minha alma gêmea. Mas eu não sabia onde ela estava. E, seu eu fosse busca-la e ela também viesse, a gente não iria se encontrar nunca. Mas também se nenhum dos dois fosse procurar o outro, talvez a gente nunca fosse se encontrar da mesma forma. Então, eu pedia para ela não se mexer, que um dia eu iria sair pelo mundo procurando, até encontrá-la. Eu iria bater de porta em porta procurando pela menina. Mas eu ficava com medo de não dar tempo nessa vida de procurar casa por casa. E se ela não acreditasse que era eu? De fato, a sua alma gêmea, assim, sem mais nem menos, batendo na sua porta, francamente ? No fim, não foi preciso. Nós dois saímos de casa e nos encontramos no coração de São Paulo e estamos juntos até hoje.
Rodrigo Ferrari


Escrito por Cássia às 00h36
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Adequada para a época...

Meu nome é Rosângela, tenho 27 anos, e gostaria dividir esta história com vocês: Na verdade não era eu quem acreditava, mas sim minha mãe, acredito que dos meus 3 aos 14 anos, em época de páscoa, eu fazia minha cestinha de páscoa e a colocava em baixo da cama. Aos 8 anos, descobri que não era o coelho quem colocava os ovos na cesta, mas sim minha mãe. Para nao perder a chance de continuar ganhando ovos de páscoa, eu continuei fingindo acreditar até meus 14 anos!!
Era o máximo, ela esperava eu e meu irmão irmos dormir, e lá pela meia-noite entrava em nosso quarto sem fazer barulho, e enchia nossas cestas. Assim que ela saía do quarto, eu corria, pegava minha cesta e verificava as guloseimas que ela colocara lá, mas o que eu mais gostava mesmo era de abrir os ovos para ver o que tinha dentro.




Escrito por Cássia às 00h17
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Idiomas...

A Maryahanna, do www.daumtime.blogger.com.br conta:

Eu era abismada com as pessoas que falavam outras línguas, não entendia como as pessoas de outros países se entendiam comunicando-se com várias palavras diferentes (eu desconfiava que eles inventavam)...e eu acreditava, que eles falavam em outra lingua mas pensavam em português... Por exemplo, você conversava em inglês com uma pessoa dos EUA, ela ouvia em inglês, entendia, falava, mas na cabeça dela as idéias eram todas em português... Até hoje essa idéia me assalta de vez em quando, que todas as pessoas do mundo pensam em português...




Escrito por Cássia às 00h11
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Silvio Santos vem aí....

Oi!! Aqui quem escreve é Roberta e eu tenho duas historinhas de criança!

Quando eu era pequena acreditava que o Sílvio Santos tinha um problema incurável no pescoço porque ele apresentava seus programas com aquele troço de metal que prende o microfone ao peito. Achava que, na verdade, ele precisava daquela aparelhagem toda para prender o pescoço e a cabeça ao resto do corpo!!

Eu também podia jurar que o padeiro que passava lá em casa, na Ilha do Governador, era Jesus!! Ele era a cara de Jesus, meu Deus!! O nome dele era Jaime e eu achava que, na realidade, ele estava disfarçado para ver se nós estávamos nos comportando aqui na Terra. E era óbvio que nenhum ser humano poderia fazer uma bala de coco tão boa quanto a do Jaime-Jesus!


O blog da Roberta é aqui: robertaj.blogger.com.br


Escrito por Cássia às 00h34
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Me conta de novo a história da cegonha?...

Todos sabem que um dos grandes mistérios para as crianças (pelo menos as da minha época) era saber como viemos ao mundo. Não adianta, porque aquela história da cegonha não colava mesmo, prova disso era a tamanha curiosidade mesmo depois desta resposta.

Embora esta história nunca tenha me convencido, eu nunca acreditei em nada, em minha cabeça não havia uma história que substituísse a da cegonha, na verdade não existia nada em minha cabeça sobre este fato. Talvez seja por isso que eu quase infarto com apenas 5 anos quando eu fiquei sabendo de tudo.

Certa vez fui com minha mãe visitar uma vizinha que havia ganhado nenem, estava tudo bem até eu ouvir a mais nova mãe do bairro dizer: "O corte está doendo." Aí eu pensei: "Corte, mas que corte?". Gente, eu descobri que tem que cortar a barriga para tirar o nenem, eu imaginava tudo, menos isso, pensei que retirava o nenem no hospital, na saída, como se fosse uma lojinha, pensei que ficasse todos armazenados no berçario, e se pegava algum para si, devia ter alguma regra para isso, não sei qual, a minha mente infantil não conseguia descobrir qual era a regra, mas eu tinha certeza que existia alguma. Mas abrir a barriga para tirar o nenem, não podia, isso nunca.


Flor de Liz, do http://poeiras.weblogger.com.br




Escrito por Cássia às 00h29
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Mundo preto e branco?

Essa veio da Kelly Tavares:

Quando eu era pequena e via cenas na TV mostrando que as imagens na televisão antigamente eram em preto e branco, eu achava que o mundo naquela época era assim também: TUDO PRETO E BRANCO !!!Um dia perguntei pra minha mãe:
"Se antigamente era tudo preto e branco que cor que era o sabão???"
Não preciso nem dizer que ela morreu de rir, né??


Escrito por Cássia às 00h59
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Meninos e meninas...

Quando eu tinha uns cinco ou seis anos de idade, vinha sempre na minha casa uma amiguinha minha e nós sempre brincávamos de papai e mamãe na minha cabaninha(feita de caixa de geladeira). Quando eu vi que ela não tinha o meu "canudinho" ficava pensando: Coitada, ela nasceu aleijada...
Aloísio Castro


Escrito por Cássia às 00h55
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Abrindo o restaurante. E daí?

A Nandda, comenta:

Esse é um assunto que sempre acabo falando com meus amigos até porque tenho uma memória de elefante...
A imaginação da criança é algo realmente fantástico, e suas imagens quase sempre vêm carregadas de poesia...
Nossa, eu acreditava em tanta coisa...
Eu me lembro que uma vez meu tio chegou em casa super feliz porque ia abrir um restaurante, e todos davam parabéns para ele, eu não entendia a graça daquilo tudo.
Eu só conseguia imaginar o meu tio levantando aquelas portas de ferro e abrindo o restaurante...


Escrito por Cássia às 00h54
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Havaianas

Quando eu era criança, a propaganda das sandálias Havaianas era com o Chico Anysio (aquela que ele falava: é a única que não tem cheiro e não solta as tiras...). E eu, na minha inocência, pensava que o Chico Anysio era o dono da fábrica das Havaianas! Pra mim, só o dono da fábrica poderia falar sobre as qualidades do chinelo!!!
Tatiane Mitev http://tatiii.blogspot.com



Escrito por Cássia às 00h53
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Lugar para sobremesa

A autora não se identificou....

Bom, até hoje eu escuto essa...
Quando eu era criança acreditava que cada comida tinha o seu espaço dentro do estômago. Come mais um pouco filhinha, falava a minha mãe.
Eu muito esperta respondia que tinha que deixar um quadradinho pra sobremesa!!


Escrito por Cássia às 00h45
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Genialidade infantil

Quando era criança, com uma certa mania de cientista (adorava o "Alquimia"), acreditei que eu tinha descobrido a cura para a AIDS. Era tão simples... Eu acreditava que uma simples sessão de hemodiálise pudesse limpar o sangue das pessoas de qualquer tipo de vírus. Foi muito triste descobrir que eu não era nenhuma gênia...

Nathália Rampini de Queiroz


Escrito por Cássia às 00h34
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Coletânea

O Rafael, enviou várias crenças....

Quando era menor eu acreditava que meus pais liam meus pensamentos por isso nunca pensava bobagens.
Eu acreditava que as bolachas que vinham quebradas eram mordidas pelos carinhas da fábrica, para ver se estavam boas ou não.
Eu acreditava que meus brinquedos tinham vida e que de noite eles acordavam.
Eu acreditava que no jardinzinho do meu prédio tinham duendes que nos sequestravam e nos roubavam coisas.
Eu acreditava que tinha super poderes como o Homem-Aranha e ficava tentando subir nas paredes.....
Bom isso é o que eu lembrei, mas eu acreditava em muitas outras coisas...



Escrito por Cássia às 00h26
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Eu posso voar... Acho... Mas melhor não tentar, né?

Essa é da Ziza, do Ziza e Luluca:

Bom, eu acreditava que era capaz de voar. Para isso, desenvolvi uma técnica que consistia basicamente em impulsionar meus pés para cima, aproveitando uma "corrente de ar" imaginária. A partir daí, conseguiria me manter estável e poderia me mover para frente, lembrando sempre de tomar cuidado para não desviar da "corrente". Outro dia, por acaso, me lembrei disso e fiquei em dúvida se eu voava mesmo ou era só ilusão.Sabe que até hoje ainda acredito!! rsrsrs


Escrito por Cássia às 00h21
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Fantasia da vida real

A Sandra hoje tem 26 anos, mas...

Quando eu era mais nova, acreditava que todos os personagens da novela podiam ser meus amigos, e passava a conversar com eles mesmo fora do horário das novelas. Acreditava que eu era sempre conhecida pelos príncipes e princesas como a lady Diana. Achava linda a história dela de princesa e imaginava que era bem recebida pela corte inglesa. Super romântico, né?



Escrito por Cássia às 00h16
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Eu não estou crescendo, estou diminuindo...

Essa, ótima, é do Rafael:

Estava viajando aqui no blog e me lembrei de uma coisa em que acreditava quando tinha apenas 5 anos:

Nesta idade eu costumava ir para a fronteira com o Uruguai com meus pais para visitar parentes em Santana do Livramento, Rosário e Uruguaiana. No caminho passávamos por algumas pedreiras e curtumes, silos gigantescos e eu dizia assim: "Quando eu era grande eu tinha três fábricas."
E meus tios me perguntavam: "Quando tu era grande?? E que fábricas que tu tinha???"
E eu dizia com convicção: "Eu tinha uma de sorvete uma de brinquedo e outra de chocolate. Daí eu fui diminuindo e perdi elas."

Pra tu ver só que se passa na mente de uma criança. Eu acreditava que eu tinha sido grande um dia e que estava diminuindo, lembro-me que era questionado pelos meus tios se eu iria parar de diminuir de tamanho e eu sempre desconversava dizendo que só Deus saberia.



Escrito por Cássia às 00h10
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Mas essa, todo irmão gostava.... Não é?

O irmão da Joyce fazia ela chorar...

Quando eu tinha uns 6 anos, meu irmão tinha 8, e ele me fazia acreditar quer meus pais brigavam comigo porque eu era adotada, não era filha deles. Ele falava tão sério que eu acreditava, me trancava no quarto e chorava por horas mas nunca comentava nada com a minha mãe. Demorou até eu ver que tudo era só uma brincadeira dele. Há muito pouto tempo contei para a minha mãe sobre esta brincadeira, pela qual eu chorei muito desnecessariamente.


Escrito por Cássia às 00h00
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ETs e distâncias

O Cartney, enviou essas:

Lá pelos 10 anos de idade eu pensava que o mundo todo já tinha ligações com extraterrestres... que eu só saberia após completar 18 anos, quando meus pais me falariam... pensava que todos, meus irmãos, pais, tios e tias já haviam tido contato com ETs.. huahuahu, que viagem!
Ah, e uma do meu primo também. Ele subia no muro dele e via uma árvore em forma de cruz a uns 1500 metros da casa dele (era longinho) e falava que aquela árvore estava na casa do tio dele em SEBERI (RS) sendo que ele era de São Miguel do Oeste (SC) deve ser uns 500 km distante uma cidade da outra... ele acreditou nisso até uns 9 ou 10 anos, e queria me provar indo até a árvore, falou que quando foi visitar os tios dele em Seberi, que tinha amarrado uma corda nela....


Escrito por Cássia às 00h44
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Hein?

O Gabier complicava, para acreditar....

Quando eu ia tomar banho eu acreditava que existiam três seres que viviam ali.
Um só podia tomar agua filtrada pois ela era venenosa. Outro só podia tomar a água venenosa. E o outro só podia tomar ela misturada.
Cabia a mim então fazer essa separação, e eu cumpria essa tarefa arduamente, pois eu filtrava a água em minhas próprias mãos.


Escrito por Cássia às 00h33
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Blog-irmão no ar - Virunduns

Interrompemos nossa programação normal para anunciar um blog irmão do "Quando eu era criança eu acreditava", que acabou de nascer.

O Virunduns é meio filho, meio irmão do Eu acreditava, na descrição de seu próprio criador, o Inagaki.
Ambos os blogs nasceram do mesmo jeito, a partir de um post no Pensar Enlouquece.
Além disso, eles têm o humor e a infantilidade em comum, afinal, na infância, é quando mais cometemos virunduns ou, pelo menos, as crianças têm ótimos virunduns...
Mas o que são virunduns? Resumidamente, são aqueles erros que cometemos ao entender mal as letras de músicas, e sairmos cantando trocado por aí. O Inagaki explica detalhadamente, e conta a origem do termo, aqui.

Quem nunca cantou ou ouviu cantarem, pérolas como essas, que encontramos no blog:"Scubidu dos sete mares"; "Trocando de bikini sem parar"; "Elvira do Ipiranga as margens plácidas"....?

Visitem o irmãozinho mais novo, e>Eu acreditava que existia o final do planeta, um lugar de onde não conseguiríamos passar. Idéia que anos depois vi ser posta em prática no cinema, no "Show de Thruman"...

Eu acreditava que um dia eu seria muito feliz. Mal sabia que já era...

Rafael Maia, do Poeta Que Pariu



Escrito por Cássia às 00h30
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Estamos dominados...ou não?

A Fernanda, talvez ainda acredite....

Quando era pequena acreditava q minha mente era controlado por Deus ou por alguém de outro mundo.As vezes pensava em algo, como: pular corda por 1 hora, e achava que isso era uma "missão" enviada por esse controlador, e que eu deveria cumprir.
Ficava noites inteiras acordada, ficava uma semana sem comer chocolate, ficava assistindo TV em pé, coisas assim, sabe-se lá porque...
Mas, agora não tenho mais essa paranóia. Ou será que tenho?...


Escrito por Cássia às 11h41
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A novela da vida real

Quando eu era criança vivia imaginando coisas, uma delas era que eu achava que a minha vida era uma novela, que ao meu redor tinha alguém me observando e notando tudo o que eu fize-se, por isso adorava brincar sozinha e interpretar vários personagens imaginários.O meu cabelo era curto, daí colocava as saias da minha mãe na cabeça e vestia as suas roupas. Eu sempre era a atriz principal e as histórias sempre eram de muito sofrimento mas de final feliz.
contado por: Andressa Mara

Escrito por Cássia às 11h34
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Voltando a programação normal....

Conversando em inglês e beijando milho???

A Sandra, lembra:

Como toda criança, eu também fantasiava muito... pena que não consigo me lembrar de tudo... mas uma é que eu e minha irmã brincávamos de casinha e queríamos falar em inglês, então inventávamos um monte de palavras estranhas, e fazíamos que estávamos entendendo o que a outra queria dizer......
Também brincávamos de abraçar e beijar os pés de milho que havia no terreno, fazíamos que eram nossos namorados.....


Escrito por Cássia às 11h31
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Voltando a programação normal....

Conversando em inglês e beijando milho???

A Sandra, lembra:

Como toda criança, eu ta confessem seus Virunduns....

Escrito por Cássia às 00h17
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Não engula o chiclete!

Não sei qual geração de mães inventou esta história, mas o fato é que persiste até hoje... Mami sempre dizia que se eu engolisse o chiclete, iria grudar meu intestino, e então eu nunca mais conseguiria fazer cocô - e minha barriga iria inchar até eu explodir. Essa teoria eu não precisei crescer para saber que não era bem assim, pois eu consegui a proeza infantil de engolir um chiclete Ploc Monster. Meu desespero foi enorme: eu chorava achando que iria explodir. Não contei nada para Mami, e depois de uma semana consegui voltar a dormir tranquila.Claro que nesse desepero de explodir, eu nem notei, nos primeiros dias, que continuava indo ao banheiro normalmente... :-))))
Patricia http://rapidinhas.blogspot.com


Escrito por Cássia às 00h59
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O Umbigo segura tudo!

A Ana, do http://bundanajanela.weblogger.terra.com.br não resistiu, e teve que colaborar...

Eu acreditava até uns 3, 4 anos que "se o umbigo fosse desparafusado, a bunda cairia".

Verdade... achava que o umbigo era um grande parafuso que prendia a bunda ao corpo. Se soltássemos, a bunda estaria perdida. Fiquei um bom tempo pensando que era a mais pura verdade. Meu pai corria atrás de mim e desparafusava meu umbigo... eu chorava horas perguntando "cadê minha bunda? cadê minha bunda?" até que ele parafusava de novo e magicamente minha bunda estava de volta. Ele ria e falava "pega na sua bunda, ela tá aí!". Ruim que hoje eu tenho um pouco de trauma. Ninguém pega no meu umbigo (apesar de saber que a bunda não cai...)


Escrito por Cássia às 00h58
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Presente! Cadê?

Essa é a Simone quem conta...

Quando eu tinha meus 6 anos de idade que comecei no ir ao pré eu imaginava que quando a professora chamava nosso nome e tinhamos que dizer presente eu pensava que ela iria nós dar um presente de verdade
(\__/)
(=^^=)
º
(")_(")


Escrito por Cássia às 00h52
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Bem lembrado: Não jogue lixo nas estradas (seja por qual motivo for)...

Lá pelos anos de 1975, com 6 anos de idade, eu e minha família viajávamos muito. Eram constantes as paradas nos postos de gasolina para a compra de refrigerantes em lata e garrafas de água. O problema era a angústia que eu sentia toda vez que alguém se propunha a jogar o "lixo" fora, normalmente pelas janelas do carro em movimento. Eu explico!!! Até hoje, não sei porque, nunca fui de conversar ou brincar com as latas e as garrafas, sentia essa angústia devido minha total crença que elas machucariam e sentiriam-se sozinhas naquelas estradas desertas do Mato Grosso do Sul. Pelo menos isso serviu para alguma coisa, pois inconscientemente, acredito, fui um dos pioneiros a ter a responsabilidade da reciclagem também participando da diminuição do lixo que hoje assola nossas estradas, evitando até hoje de jogar lixo pela janela do carro.


Ca Contrera

Escrito por Cássia às 00h45
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Monstros S.A.

O Gabriel, tinha medo....

Quando eu era criança (e isso bem que podia não fazer muito tempo!) minha mãe, para eu deixar o quarto arrumado, dizia que se deixássemos os armários abertos de noite iam sair de lá bichos horríveis, monstros que só eram possíveis nos desenhos animados... Eu acreditava cegamente, e minha irmã também! Tanto que nossos armários estavam sempre fechadinhos e os quartos, organizados...!


Escrito por Cássia às 23h57
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Essas bonecas...

Quando eu tinha mais ou menos 5 anos, eu acreditava que as bonecas tinham vida! Acreditava que na nossa frente elas fingiam ser brinquedos, mas que era só virar as costas e ir embora para elas começarem a rir, brincar e falar. Então, eu sempre saía do meu quarto fingindo que ia embora e ficava atrás da porta tentando ouvir o que "elas falavam". Aí, sempre que eu "ouvia" um barulho diferente eu abria a porta bem rápido tentando pegá-las no flagra. Claro que nunca consegui pegá-las conversando, mas bem que eu tentei viu!
enviado pela Fernanda

Escrito por Cássia às 23h49
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Você tem escamas?

A história da Melina...

Eu estava tava lendo o blog e lembrei que quando eu era pequena, eu morria de vontade de comer umas bolinhas que meu pai usava como isca para pescar (ainda bem que nao eram sujas e nem a base de minhoca!). Certo dia eu comi escondido, mas acabei abrindo a boca e contando pra minha mãe, e ela me disse que eu iria virar peixe!! Fiquei desesperada, passei aquele dia todo indo de hora em hora no espelho para ver se tudo estava em ordem comigo.
Passei anos acreditando que a qualquer hora eu poderia virar peixe!! Que bobinha!! rsrsrsrs


Escrito por Cássia às 23h44
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O MINI-LOCUTOR

Essa, sempre que meu pai conta ele cai na risada. Ele tinha um rádio, desses portáteis, bem antigão, que ele usava pra ouvir as partidas de futebol. E eu acreditava que o locutor era um 'homenzinho' bem pequenininho e que ele ficava dentro do rádio ... tava sempre tentando abrir o rádio pra ver o tal homenzinho falando dentro. Cheguei até a pensar em jogar o rádio dentro de um balde cheio d'água, pra ver se afogava o dito ... mas meu pai me pegou no pulo! Pois é ... eu acreditava ... (hehehe)
contada por: D@ni


Escrito por Cássia às 00h51
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Algodão doce

Quando eu era criança, só comia algodão doce colorido (rosa, amarelo, etc...)

Eu achava que o branco era feito de algodão de verdade e que não conseguiria come-lo, achava que pegavam o algodão (daqueles que a gente compra em supermercado, branco mesmo) e jogavam açúcar nele.

Imaginava que com os coloridos esse tipo de coisa seria impossível, por isso os coloridos eram algodões-doce originais.
Mila, do Get The Party Started

Escrito por Cássia às 00h44
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Você sabe com quem está falando? - ou TV, de novo...

A Aline, nos conta:

Eu e minha irmã acreditávamos que pela caixa de som da televisão podíamos nos comunicar com as pessoas de dentro dela.Quando um canal estava fora do ar, a gente chegava perto da tv e falava na caixa: "meu pai é presidente do Brasil!! Se voces não consertarem a tv nós vamos contar pra ele!!" E ainda achávamos uma audácia eles não consertarem...




Escrito por Cássia às 00h39
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Aula de botânica

Bem, eu cresci vendo os contrastes de nossas grandes cidades, como Belo Horizonte, onde moro. Só mesmo uma criança para romantizar estas tristes diferenças. Pois bem, ao ver ruas belas e asfaltadas enquanto outras permaneciam sem calçamento, conclui que o asfalto era uma espécie de vegetação rasteira, como a grama, que crescia e ia se espalhando. É por isso que algumas ruas são asfaltadas e outras não, os moradores só têm que aguardar até que o asfalto cresça e cubra sua rua.
Anderson
www.abucentroeste.hpg.com.br
www.hpx.hpg.com.br

Escrito por Cássia às 00h32
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Não acredito em bruxas... ou acredito?

O Carlos, do Na Moral, seu guarda, é quem conta:

Quando era pequeno - uns 5 ou 7 anos - notei na casa da minha avó um quadro de uma mulher. Era um quadro estranho. Não sei de como eu criei isso, mas eu acreditava que aquela mulher era um bruxa bêbada. Pior do que isso, eu acreditava que ela existia realmente e tinha muito medo dela. Tanto que só precisava mencionar "buxa bêba" pra que eu ficasse estático, completamente paralisado de medo.


Escrito por Cássia às 00h06
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Escada rolante e física aplicada

A Nanci é quem nos conta essa:

Sempre que eu ia nos supermercados com minha mãe e subia numa escada rolante, ela puxava minha mão pra eu pular o último degrau, "vai, pula, pula... upi".
Com toda minha ingenuidade eu pensava que se não pulasse eu entraria dentro da escada rolante e sairia lá em baixo de novo, toda machucada... Bom é isso, descobri a verdade quando um dia coloquei o pé no cantinho do degrau, e percebi que eu não passava no vão.... heheheehhehe


Escrito por Cássia às 00h59
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Poliglota

A Jessica mandou essa lembrança, diretamente de Hamburgo, Alemanha:

Com meus 4 ou 5 anos, eu acreditava que podia falar uma língua que ninguém entendia. Vivia falando comigo mesma nessa língua inexistente, e pensava ainda que os Smurffes estavam me entendendo.. Os "meus" Smurffes moravam dentro do armário da sala. Era o meu cantinho.. Eu enfiava a cabeca dentro do armário e passava horas conversando com meus amiguinhos inexistentes na "nossa" língua.
Meu irmão mais velho morria de rir, e anotava as bobeiras que eu falava...O mais legal é que hoje sou uma pessoa totalmente interessada em línguas, falo além de português, inglês, alemao e espanhol. Quem diria!!


Escrito por Cássia às 00h59
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Aos 5 anos....

Bom,quando eu tinha meus 5...6 anos eu acreditava que se eu abrisse a tela da televisão eu poderia "entrar" no mundo da tv, poderia ir nos programas, entrar nos desenhos...hahaha!!!

Outra:
Nessa mesma faixa etária eu não sabia o que era VIDA, eu achava que nós decorávamos um texto lá no céu,pra cumprir tudo aqui na Terra, e sempre ficava pensando "mas como???" hehehehe

A última:
Também nessa idade eu acreditava que a Terra tinha "um fim", eu achava que se eu andasse, andasse, andasse, andasse, eu encontraria uma parede que seria onde a Terra terminava...hahahaha!!!!
Pois é...eu acreditava...
Enviado pela Ana Claudia

Escrito por Cássia às 00h58
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Várias recordações (recentes)

Olá, meu nome é Dayana e eu tenho só 15 anos mas tenho minhas lembranças...
Desde que eu me conheço por gente eu pensava que realmente os anéis de saturno fossem uma parte do planeta, e que eu poderia andar neles... eu me lembro que sempre acompanhava as notícias sobre viagens espaciais para ver se eles já tinham conseguido ir até saturno... pois eu sentia uma enorme vontade de ir pra lá e andar nos anéis, e ainda ficava pensando como os extraterrestres iam do planeta para os anéis...hehehehe o pior é que eu acreditei nisso até os treze anos...

Quando eu era menor assistia muitos desenhos e de alguma forma acreditava fielmente no que eles diziam, e depois que vi um episódio de Animaniacs comecei a acreditar que o quadro da Monalisa foi feito da cabeça da Mona e do corpo da Lisa...

Também acreditava que eu era filha da minha tia e que minha mãe tinha me adotado... e que o mundo girava a meu favor e que todo mundo sabia o que eu fazia e pensava

Imaginação é uma coisa tão boa...



Escrito por Cássia às 00h35
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Como andam os ônibus

Contado pelo Tadeu:

Quando criança eu acreditava que os ônibus (lotação), acreditava não tinha certeza, se moviam através dos passageiros, que sentados segurando nas cadeiras da frente faziam o veículo andar e parar.
E minha mãe não entendia por que quando eu saia do lotação estava cansado e suando bicas.



Escrito por Cássia às 17h48
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Brancadeiras sem graça...

Meu nome é Tatiana, tenho 18 anos, e lembranças um tanto engraçadas... Meu pai, quando eu tinha uns 5 anos, adorava fazer aquela brincadeirinha, de me chamar e falar para eu puxar o dedo dele, e ele logo em seguida soltava um pum, mas era um pum daqueles! Eu ficava brava...Então ele falava: Você nao faz? E eu falava: eu nao mulher nao faz pum, rs, eu realmente acreditava nisso, pode?
Outra foi quando minha mae, que é professora, deixou cair no quintal uma porção de estrelinhas de lantejola, e eu quando vi mostrei para o meu pai, e ele me disse que tinham caido do céu, e eu fiquei um tempao lá juntando as estrelinhas para guardá-las...pelo menos o quintal ficou limpinho...rsrsrs


Escrito por Cássia às 17h32
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Meu peixinho prateado

Eu e meu irmão passamos nossa infância toda morando em apartamento.Resultado: Nada de bichinhos de estimação. O máximo que nós era permitido era um casal de peixinhos, o qual nos apegamos bastante.
No dia em que um deles morreu fizemos um velório, chamamos os amiguinhos do prédio, nos vestimos de preto e chorávamos...como chorávamos! Lembro até hoje que a gente pegou uma caixinha de fósforos, forrou com algodão para que ficasse confortável, e deitamos o peixinho alí, ficamos velando ele um tempão...
Aposto que nenhum peixinho teve tantas honras quanto o nosso.
Depoimento da Rosana

Escrito por Cássia às 23h54
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A casa da Xuxa...

A Roberta, do "A Pato-Lógica Vida de Roberta J." , acreditou nisso:

"Quando eu era pequena, acreditava em basicamente tudo o que as pessoas me contavam. Aqui no prédio, tinham umas meninas mais velhas que aprontavam comigo por causa disso. Uma vez elas me disseram que haviam sido convidadas para brincar na casa da Xuxa (na época, ela morava no Recreio, a pouquinhos minutos da minha casa). Eu fiquei chocada com isso! As tais cobrinhas me contaram como haviam falado com a Xuxa durante o programa dela (como eu nunca havia ido, elas espezinhavam de mim...) e como a apresentadora tinha convidado as garotas para passar o dia na sua super-ultra-mega divertida mansão (bom, eu também acreditava que a casa da Xuxa fosse um verdadeiro parque de diversões...). É claro que eu fiquei implorando para elas me levarem também!! Chorei horrores, pedi, pedi e pedi, mas elas diziam que não poderiam levar mais ninguém. Cara, lembro que eu fiquei semanas muiiiiiiito chateada!!! Mais tarde, elas ainda vieram me contar como havia sido o dia com a Xuxa!!! Anos depois, elas ainda contavam, durante os churrascos do prédio, como elas haviam me enganado!! Pode??
Tem criança que é muito má mesmo! Quando cresce então..."



Escrito por Cássia às 23h50
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Felicidade ?....

E aí vai o depoimento do Fabio, do Diário do Fábio

Quando eu era criança, acreditava piamente que ser bom, dizer sempre a verdade e trabalhar muito certamente era a fórmula da felicidade e da riqueza.
Hoje sei que a felicidade está nas pequenas coisas, nos gestos simples e nas pessoas que amamos, e que nao precisamos necessariamente trabalhar muito ou nunca mentir.


Escrito por Cássia às 23h44
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Elo Perdido

A Ana, do Ana 1000 coisas, lembra:

Vocês se lembram de um seriado chamado O ELO PERDIDO??
Eu morria de medo de assistir aquilo!! É que existiam uns montrons, os slistocks, que pareciam uns homens lagartixas que saiam do meio do nada e perseguiam os "mocinhos" do seriado. Eu sempre sonhava que os slistocks estavam saindo do bosque que tinha na minha escola para me pegar...
Eu também tinha medo de ver o Hulk se transformando, não tinha medo dele depois da transformação. Meu pavor era ver a roupa dele rasgando...



Escrito por Cássia às 00h31
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Coisas que a vovó dizia:

A Luty nos enviou esse belo depoimento....

Coisas simples, que minha vó falava:

*que o palhaço era ladrão de mulher
*que quem brincava com fogo fazia xixi na cama
*que a bailarina era perfeita (até que vi seu pé)
*que comer formiga era bom pros olhos porque tamanduá não usava óculos
*que o que não mata engorda
*que dia de chuva era faxina no céu e que o trovão eram os móveis sendo arrastados
*que os atores e atrizes dos filmes paravam na hora do intervalo e ficavam esperando ele acabar pra voltar a contar as histórias
*que os sonhos eram segredos que os anjos só contavam pra mim e que eram cifrados pra ninguém mais entender
Tenho duas filhas, uma de 9 anos e outra de 7 meses e ler as mensagens aqui gravadas faz com que eu sonhe mais e deseje mais ainda que elas tenham a qualidade da minha infância (tenho 33 anos), a criatividade milagrosa que a "criança de antes" (como dizia a minha mais velha) tinha pra poder brincar com toco de galhos e carretéis vazios de linha.

Que elas acreditem que o faz de conta é um lugar que existe, basta querer, basta lembrar...


Escrito por Cássia às 23h17
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Duendes...

Quando eu era pequena , quer dizer quando eu era criança porque pequena ainda sou ... rs .... Eu acreditava que os duendes existiam somente para nos proteger e fazer o bem ... Cada um tinha o seu, e eu sempre deixava maçãs e água para o meu , que imaginava bem pequenininho e bonitinho . ( Aliás tem gente que acredita nisso até adulto )
Acreditava também que o coelhinho da páscoa existia e ficava super cansado para entregar todos os ovos , mas até então só sabia uma mágica para os chocolates não derreterem ... por isso para ajudar deixava uma canequinha de água e uma cenoura bem lavadinha pra ele , coitado do meu pai que tinha que morder fazendo o formato dos dois dentões a cenoura minha e dos meus irmãos e tomar um pouco de água é claro !!! rs rs Oh tempo bom !!!!
da Bárbara, do Super Star - a história e a imagem, foi uma colaboração completa ;)

Escrito por Cássia às 00h48
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Mais TV!!

Bem, eu deveria ter uns 4 anos e pensava que as novelas eram feitas assim: umas pessoas ficavam escondidas nas casas das personagens ( que para mim eram pessoas comuns ) atrás de cortinas e filmavam tudo.

Outra coisa tambem que me lembro é que eu pensava que nós morássemos dentro da terra...
da Rê

Escrito por Cássia às 00h39
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Creme dental animado

A Aline, do Shazzer, conta:

Quando eu tinha uns 4 anos, começou a passar uma propaganda na TV das embalagens Pump de pasta de dentes... No comercial, as crianças, sempre felizes, apertavam o "botãozinho de fazer a pasta sair" e uma voz alegre e envolvente gritava "PUMPIEE".
Eu devo ter ficado enchendo a minha mãe pra comprar a pasta de dente na embalagem Pump por um mês, ou mais. Até que, finalmente, minha mãe me fez uma surpresa e apareceu com um tubinho de pasta sabor morango. Eram 16h mais ou menos, mas eu não quis saber, corri pro banheiro com meu tubinho de embalagem Pump pra escovar os dentes e ouvir a maravilhosa voz gritar pra mim.
Peguei minha escovinha, pedi para a mamãe abrir a tampinha pra mim e... phi. Um sonzinho mixuruquinha e nada parecido com o que eu imaginava. Com a maior cara de cachorro que caiu da mudança, virei pra minha mãe e disse "não fez pumpie, mãe". Devo ter chorado uns dois dias.


Escrito por Cássia às 00h35
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Medos

Quem conta suas histórias agora, é a Eliane:

Certa vez meu pai desceu para a praia, tinha ido fazer um projeto de uma reforma de uma casa. Eu morava em Curitiba, e antes de ir ele disse que dentro da casa andavam um casal de senhores, que só se via a noite.A partir daquele dia eu sonhava toda a noite que, embaixo da minha cama tinha uma velha, que se chamava Olga. Sonhei com essa velha uns dez anos seguidos... e corria para a cama dos meus pais de tanto medo.

Eu também acreditava em muitas coisas doidas:
Que as pessoas que estavam na televisão podiam nos ver;
acreditava que se engolisse uma semente, uma planta nasceria dentro da minha barriga;
que quando a gente ouvia uma música no rádio os cantores estavam lá naquele momento,
eu não acreditava em cegonhas, mas ficava me perguntando por onde os bebês nasceriam...
criança tem cada uma, não é?
hoje eu tenho um filho de dois anos,e tento respeitar ao máximo a imaginação dele...


Escrito por Cássia às 00h32
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Mais TV.... e Mini Coca-Cola, quem lembra?

Essas duas vieram do Ernani:

Eu sempre fui uma pessoa aficcionada por televisão, principalmente por novelas. Quando eu era criança não conseguia entender que as novelas eram gravadas, então ficava imaginando que quando começava uma novela, era porque as pessoas queriam aparecer na televisão e deixavam ser filmadas, e que quando acabava a novela a vida dessas pessoas continuava, só que agora a gente não podia mais ver.
Só não conseguia entender como haviam tantas pessoas parecidas, porque os atores se repetiam nas novelas. hehehe, como criança tem imaginação fértil né!!

Ah, também quando eu era criança tinha aquelas garrafinhas em miniatura da Coca-Cola e, não sei quem me disse uma vez, que não se podia beber aquele líquido porque a gente morria. Me lembro que fiquei com tanto medo que guardei as minhas garrafinhas e nunca mais brinquei com elas. Vê se pode isso!


Escrito por Cássia às 00h25
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Camisa pequena?...

O Tulio não entendia muito bem o que era camisinha....

Quando eu era pequeno, devia ter uns 5 ou 6 anos, vi na tv, num daqueles flashs de jornal, uma notícia sobre a camisinha, dizia assim: "À partir de hoje, está decretado a lei das camisinhas. Então todo homem, desde hoje, deverá usar a camisinha", e etc e tal ou algo assim. Minha mente ficou muito confusa, e eu fiquei um bom tempo achando que ia começar a ver homens andando de baby-look e top pelas ruas...Hahahahahaha, que saudade dessa inocência de criança....


Escrito por Cássia às 00h19
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Balas Soft nas lembranças de todos....

A Agata, lembra das balas soft, você lembra?

Quando éramos crianças, meu pai comprava pacotes e mais pacotes de bala Soft (alguém se lembra?). Minha irmã acreditava que "os ossinhos do pescoço" dela - sua traquéia - eram os montes de bala que ela havia engolido.


Escrito por Cássia às 00h14
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O Havaí seja aqui (e o Japão também)

Ainda bem que a Suzanne, teve aulas de Geografia depois de acreditar nisso:

Quando eu era criança, eu acreditava que, apesar de ser descendente de japoneses (e ser sempre chamada de japonesa, takakara no muro, japoka), o Brasil era o mundo todo. Talvez na minha imaginação, existisse um Estado chamado Japão.


Escrito por Cássia às 00h02
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Um dia vivi a ilusão de que o Super-Homem existia

Eu confesso. Quis ser jornalista por causa do Super-Homem.
Bem antes do filme chegar às telas, aos sete, oito anos, eu já gostava das histórias em quadrinhos - aquelas em que a Lois Lane se chamava Mirian Lane (nunca entendi por que...). A moça, destemida, se arriscava atrás de bandidos e picaretas em nome de uma boa matéria. Qualquer passo em falso o colega Clark Kent, ex-Jor-El, já desprovido dos óculos e do terninho, estava a postos para salvá-la, já na pele do super-herói. Miss Lane cravava a manchete, ganhava o prêmio, era promovida e ainda comemorava voando de camisola pelos céus estrelados de Metrópolis nos braços musculosos do homem de aço. Era profissional de grande quilate - enfrentava o Perry White e nunca era demitida! -, mulher emancipada e, pra completar, alvo da paixão do super-herói de olhos azuis...
Como uma menina não ia querer ser Lois Lane?
Eu queria.

Faculdade terminada, eu, já foca de jornal, fazia os colegas de óculos sofrerem com meus olhares questionadores. Por trás das lentes grossas de um falso míope poderia estar o Super-Homem. Mas era sempre um pássaro ou um avião. Nunca o mais ilustre habitante de Kripton. Alguns eu cheguei a seguir na hora da saída. Mas nunca chegaram à Fortaleza da Solidão. Paravam em Botafogo ou no máximo iam até o Leblon.
Minha cartada final foi levar kriptonita na bolsa. Quem passasse mal diante da máquina de escrever (sim, ainda eram máquinas de escrever no jornal que comecei...) poderia ser o filho de Jor-El. Mas todos, impassíveis diante da presença da pedra verde, estavam mais para Lex Luthor.

A cada redação que passei, repeti incessantemente tais operações.

Mas há alguns anos desisti.
Tenho saltado sozinha da varanda.
Descobri que consigo voar sem Super-Homem.
Mariana Saldanha, do Elas por elas.

Escrito por Cássia às 00h08
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Siam amu oãçiubirtnoc

Olha essa, do Marcello:

Minha contribuição singela: É que quando criança, eu acreditava que os russos falavaequeno, devia ter uns 5 ou 6 anos, vi na tv, num daqueles flashs de jornal, uma notícia sobre a camisinha, dizia assim: "À partir de hoje, está decretado a lei das camisinhas. Então todo homem, desde hoje, deverá usar a camisinha", e etc e tal ou algo assim. Minha mente ficou muito confusa, e eu fiquei um bom tempo achandom português ao contrário, e escrevia várias frases com a ajuda de um espelho e dizia pros amigos que estava escrito em russo.
Além disso ficando decorando palavras e repetia para todos os amigos. Era o máximo saber falar russo.

Snebarap olep Glob!



Escrito por Cássia às 15h49
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A Hora do Pesadelo

Mais uma do Bernardo :

Estava na festa de aniversário de uma tia minha quando chegou minha prima dizendo que tinha assistido no cinema um filme de terror horrível: "A hora do Pesadelo!!!!"(alguém não conhece???) Ela começou a contar o filme e como toda criança curiosa, prestei atenção na estória, e fantasiando: ela descrevia a cena em que a mocinha tentava subir a escada e a mesma derretia como se fosse feita de lama...
Eu fiquei tão impressionado e com medo que fui me deitar mais cedo... Lembro que enquanto estava deitado via o ventilador desligado do outro lado do quarto... A janela estava aberta pois estava calor muito calor... De repente as hélices do ventilador começaram a se mover e eu pensei que era o Fred tentando me pegar ! Corri assustado para a sala onde ainda estavam todos e a minha mãe "suou" para me explicar que o vento tinha movido a hélice... sem contar a bronca que levei depois por ter escutado a
estória !


Escrito por Cássia às 15h40
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Dominando o Mundo pela escola

Essa é do Bernardo, do Lobisomem Diurno:

Sempre tive uma imaginação muito fértil e quando eu era criança, eu acreditava que era uma espécie de super-hérói capaz de defender o mundo do "mal"...
Um dia, eu assisti um filme sobre alienígenas que dominaram o mundo disfarçados de humanos (nem um pouco original né?) e eu cismei que a minha escola havia sido dominada por eles e o único que não havia sido "dominado" era eu...
E o mais engraçado é que eu tinha uma professora muito "esquisita" (na época eu pensava assim) e eu morria de medo de ficar sozinho com ela pois acreditava que ela era a líder do grupo... Resumindo, tive muitos pesadelos com ela !!!!


Escrito por Cássia às 15h28
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Miscelânea

Eu acreditava em papai noel.
Eu acreditava que o Bozo era um ET.
Eu acreditava que a Vovo Mafalda era mulher.
Eu acreditava no coelhinho da páscoa.
Eu acreditava que minha bicicleta poderia um dia voar que nem a do ET.
Eu acreditava que o Dengue da Xuxa era mau.
Eu acreditava que o praga não era anão .. estava ajoelhado.
Eu acreditava que minha casa tinha um compartimento secreto
Diego, o Wakko



Escrito por Cássia às 00h29
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A Galinha e os ovos

A Seni, do Senisdiary, tinha medo:

Quando era pequena, vi um desenho na televisão, onde uma personagem roubava um ovo de uma galinha, e a galinha ( era gigante) começava a correr atrás do personagem e a bater nele, por causa do ovo. Desde então eu deixei de comer galinha, pois tinha medo que ela se levantasse do prato ( juntasse todos os pedaços) e corresse atrás de mim para me bater e bicar! Vê se pode?!



Escrito por Cássia às 00h15
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Gemêos - ou falta de criatividade?

A Claudia pensava assim:

Quando eu era pequena, eu achava que Deus só fazia gemeos quando não tinha mais caras para inventar!

Também acreditava que quando minha mãe não tivesse mais dinheiro era só ir ao banco pegar ou passar um cheque (nem imaginava que tinha que ter uma conta e dinheiro nela).

Quanta inocência, né?


Escrito por Cássia às 00h13
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Respeitável público...

O Rafael nos conta essas duas, engraçadíssimas:

Outro dia estava conversando com uns amigos sobre coisas em que acreditávamos quando crianças. Umas três pessoas acreditavam em algumas coisas em comum.

1. Ney La Torraca era uma mulher. Ela se chamava Neila Torraca.

2. Existia um ator que estava em quase todas as peças de teatro. Era o Grande Elenco. Sempre as paradas eram anunciadas assim: "peça tal, com fulano, beltrano e grande elenco". Ele poderia ainda ser parente do Grande Otello.


Escrito por Cássia às 00h09
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Formiguinhas... e cavando para chegar ao outro lado do mundo, de novo!

O Roberto Carlos, do Dia-a-dia, nos conta:

Eu acreditava que, quando saíam dos formigueiros, as formigas vinham diretamente do Japão, e que lá as pessoas viviam de cabeça para baixo, já que era do outro lado do mundo. E eu acreditava ainda que não só as formigas, mas se a gente cavasse, cavasse e cavasse iria chegar lá e tudo estaria de cabeça para baixo.
Quando as formiguinhas saíam dos formigueiros, eu ficava perguntando pra elas: como estava o pessoal no Japão? Acho que a China também eu incluía nessa história. Que loucura, não? Eu devia ter uns três a quatro anos.



Escrito por Cássia às 00h02
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Mais um agradecimento,

para não perder o costume: Agradecemos todas as contribuições!!
Tenham paciência, há uma defasagem de umas duas ou três semanas, entre receber a contribuição e publicar, mas avisaremos você, quando publicarmos a SUA história!!!


E eu também acreditava em várias delas!!!!



Escrito por Cássia às 00h39
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Dona do Mundo

Acho que com uns 8 anos, mais ou menos, comecei a perceber que minha mãe sempre descobria meus malfeitos. Foi aí que elaborei a "teoria" de que ela
seria, na verdade, dona do mundo e que as pessoas que eu conhecia eram servos dela e estavam lá para me vigiar e depois contar tudo pra ela. Não acreditava muito nisso, mas era uma coisa que sempre passava pela minha cabeça: "Será?"
Acho que até hoje (19 anos) esse pensamento me acomete: eu e minha mãe somos os donos do mundo, só que eu ela acha que eu não sei disso, nossa vida é um "teatro" que ela inventou para que eu seja uma boa pessoa.
Evilásio, do Cepillando los dientes

Escrito por Cássia às 00h25
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Começar com o pé direito... Por que mesmo?...

Baby Barros, enviou:

Quando era pequena, eu cismava em só gostar de um lado do meu corpo, que por um motivo desconhecido, era o lado direito. Aí, eu acreditava que els eram seres vivos, tipo, meus dedos, meu pés...Como se fossem os maiorais, reis e rainhas... Eu acreditava que tudo que eu fizesse tinha que ser do lado direito primeiro, pois havia regalias e tal, e depois os "pobres" teriam sua chance. Por exemplo, quando eu ia calçar um sapato, eu calçava primeiro o direito que eram os "reis e rainhas"e depois o esquerdo que eram os "plebeus"...hehehehe.
Ridículo né gente?! Mas é verdade...sabe que até hoje eu começo tudo com o pé direito? Acho que fiquei meio maluca né?! Mas não acredito mais, viu! É só costume...


Escrito por Cássia às 00h23
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A Clarissa, do "Eu queria ser", conta:

Eu acreditava... em tanta coisa quando eu era pequena que é melhor contar por partes.

Sobre estradas & viagens - eu acreditava que as faixas da estrada eram pintadas da seguinte maneira: quando tinha bastante tinta, eles pintavam faixas contínuas; quando a tinta ia acabando, eles começavam a pintar tracejado.

Eu também ouvia muito sobre a poluição em Cubatão, na época viajava muito para Bertioga e passava pela cidade. Então, eu achava que meu pulmão ia ficar colorido se eu respirasse o ar de lá.

Sobre partos e irmãos - E quando minha mãe foi para o Hospital para ter meu irmão, eu entendi errado as conversas dos adultos e achei que ela ia ficar "enterrada" ao invés de "internada". Dessa maneira, odiei ainda mais a idéia de ter um irmão.

E, de quebra... Ah! E eu tinha um amigo imaginário chamado Tio Badépi.



Escrito por Cássia às 00h17
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Mais "viagens"... Ao centro da Terra...

A Flavinha confessa que ri muito aqui, ao ler o "Eu acreditava", mas que ainda acredita em algumas delas...

Só um detalhe: eu tenho 21 e ainda acredito em muuuuuuuuuuuitas dessas histórias...
Para falar a verdade eu tenho algumas teorias que soam simplesmente absurdas, mas sempre fazem o maior sentido para mim. Estou até pensando em criar o EuAindaAcredito.blogger.com.br (hehehehe)
Bem, mas vamos lá... estava lendo o que a Patrícia escreveu sobre a viagem ao centro da Terra. Quando eu era pequena, amava fazer castelinhos e túneis na areia da praia. Até o dia em que tive a brilhante idéia: se eu começasse a cavar um buraco naquela época, com uns 6 anos, e continuasse a vida inteira cavando, parando só para dormir um pouquinho, e se meu filho continuasse isso, talvez o meu neto conseguisse chegar ao centro da Terra. E o pior, ficava com raiva do meu pai por ele não ter começado a cavar quando ele era pequenininho. Aí eu já estaria quase na metade do caminho. :))) Mas até hoje eu penso onde eu estaria a essa hora se tivesse começado a cavar com 6 anos...


Escrito por Cássia às 00h12
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De mãe, bichos que falam, libélulas e bonecas. Ufa!

A Taciana, lembrou muitas coisas:

Eu acreditava que a minha mãe era comandada por monstros, e que ela tinha sequestrado meu pai e meus irmãos, mas que eu poderia salvar minha família desses monstros...As vezes, eu ficava horas e horas viajando nessa história...O detalhe é que minha mãe era uma anjinha na realidade...não sei de onde minha cabeça de criança tirava tanta idéia mirabolante..

Eu também acreditava que meus bichinhos de estimação podiam falar, mas que eles só fingiam que não. Eu vivia puxando papo e dizendo que eu não ia contar pra ninguém o segredo deles...

Acreditava que as libélulas furavam o olho da gente, e corria que nem uma louca quando via uma....

Acreditava também que minhas bonecas de noite se mexiam e que elas eram dominadas pelo mal....


Escrito por Cássia às 23h53
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O umbigo gera mais histórias...

Essa veio da Alessandra:

Eu acreditava que se eu não tomasse cuidado ao limpar o umbigo, ou se algo acontecesse, ele poderia abrir, e eu ia esvaziar, igual bexiga! Só que em vez de ar, iam sair todos meus órgãos e sangue! Credo! Que nojento!!
Ao mesmo tempo, eu tinha uma grande curiosidade em saber o que havia realmente por detrás do umbigo... Será que era a porta pra minha barriga ?
Passei muitos anos com essa dúvida, e com muito medo dele abrir de repente!


Escrito por Cássia às 23h21
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Imaginação muito fértil, ou duendes no açucareiro...

Tomem fôlego antes de começar a ler - é uma história atrás da outra :)
A Mary, nos enviou o seguinte:

Quero deixar registrados alguns absurdos que acreditava quando pequena... Minha mãe me achava louca, mas eu juro que tudo isso acontecia, talvez porque minha imaginacao era tão fértil, tão forte, me parecia tudo muito real....
Quando eu era pequena, tinha um amigo imaginário, o Jhonathan, que sempre aparecia do nada para conversar comigo. Eu morava na casa da minha vozinha, e sempre pegava comida escondido para levar para ele, deixava atrás de um vaso de plantas, e depois saia de perto. Quando eu voltava, a comida não estava mais lá. Talvez minha vó pegava, ou o cachorro comia, quem sabe? Mas uma coisa é fato, eu o via e falava com ele!
Mas ele não era o único fruto de minha imaginação infantil: no fundo da casa da minha vó, tinha um corredor comprido, atrás das janelas dos quartos, e um portãozinho para entrar lá. Eu jurava que ali morava um leão, enorme. Eu o via, ouvia os rugidos, e raramente entrava naquele lugar.
Isso, sem contar o casal de duendes que moravam no meu açucareiro...acho que é por isso que desde criança até hoje, sou adepta do mel...
Minha imaginação não tinha limites, acreditava em muita coisa, tanto a ponto de chegar a vê-las....
Ficaria horas escrevendo se fizesse um fichamento sobre todos os monstrinhos que eu tinha medo.......era difícil me fazer dormir!!!! Mas os monstrinhos deixo pra outra vez....


Escrito por Cássia às 22h52
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...e não acreditávamos todos?...

O Dagner, acreditava nisso tudo aqui....

Eu acreditava em políticos capazes de mudar o Brasil... :þ
Eu também acreditava em cara-metade, amor à primeira vista (aliás, eu acreditava no amor), acreditava que um dia ia ser "grande" (apesar de sempre ter sido alto) e acreditava que quando isso acontecesse tudo ia ser do jeito que eu queria. Torcia pra fazer 21 anos na certeza de que a liberdade civil viria acompanhada de liberdade política, financeira, sentimental, pessoal, enfim... eu acreditava!!!


Escrito por Cássia às 22h46
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A criatividade dos pais...

Essa quem conta é o Paulo David

Com 5 anos eu chupava bico (chupeta), meu pai dizia que era feito de titica de galinha para me convencer a largar o bico, mas sem sucesso, porque eu não acreditava... Um dia fui com minha mãe numa casa que tinha galinhas soltas no quintal, da sacada da cozinha debrucei-me para ficar olhando as galinhas ciscando no quintal... e com o bico na boca...Nisso, o bico escapou da minha boca e caiu no chão do quintal, foi cair e as galinhas para meu desespero avançaram em direção ao bico, dando bicadas nele. Conclusão infantil: - As galinhas iriam comer meu bico e após isto viraria "titica de galinha" e em seguida viraria outro bico, então meu pai estava certo e ele era realmente feito de titica de galinha, aí "eu acreditei" e nunca mais quis saber de chupar chupeta!


Escrito por Cássia às 00h42
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Coincidência... e mais anõezinhos!!!

A Tati também acreditava nas pílulas de engravidar! E ainda complementa com outra história...
Quando eu era pequena acreditava que as criancas nasciam porque, na hora do casamento o Padre dava uma pilula a esposa e assim ela engravidava..Para os casais que não tinham filhos eu achava que o Padre esquecia...

Também gostava de íceis de fazer. Um dia lhe perguntei como ela conseguia fazer aquela "mágica" e ela me disse que aquilo se aprendia na escola. Eu não via a hora de entrar para a escola e ser mágica também!

3 - Eu era uma criança muito desconfiada. Quando o Tancredo Neves morreu (1984 ?) eu perguntei para minha mãe quem tinha matado ele. Ela me disse que "ele morreu de doença no coração". Mas eu não acreditava na versão "oficial" e tentava imaginar de que maneira o presidente tinha sido assassinado. Bom, eu sabia que as pessoas que tinham doenças do coração tinham colesterol alto e que colesterol alto era conseqüente de grande consumo de gordura. Ao seguir essa linha de raciocínio cheguei a solução do crime: Os assassinos amarraram Tancredo Neves em uma cadeira e ele foi obrigado a comer muitos e muitos potes de manteiga. Em determinado momento todas as veias de seu coração ficaram entupidas de gordura e ele morreu de ataque cardíaco.



Escrito por Cássia às 00h35
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Geração TV (ou: de como toda criança tem uma teoria para como a televisão funciona).

Da Patricia Louise:
Quando eu era mais nova ( porque pequena eu continuo sendo), acreditava que se eu conseguisse passar pela tela da TV, eu iria entrar nos programas e novelas que estavam passando.... Era comum papi chegar e me encontrar com a cara grudada na tela, tentando descobrir como eu tirava o vidro para poder entrar lá.
De tudo o que passava, onde eu mais queria entrar eram o Xou da Xuxa ( queria mandar um beijo pro meu pai, pra minha mãe e pra você) e as novelas, pois queria ser atriz quando criança...

Não sei quando descobri que não se entrava na TV pela tela, mas ainda hoje me pego sonhando com isso...


Escrito por Cássia às 00h32
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E já que o assunto é bebê.... Como é mesmo que eles nascem?

A Areana também tinha sua teoria sobre isso...

Alguns anos depois da infância e da conclusão da faculdade de medicina, me impressiono com a complexidade da minha teoria sobre a concepção dos bebês. Aqui vai ela...
Quando eu tinha uns 5 ou 6 anos, perguntei pra minha mãe com os bebês iam parar dentro da barriga das mães e ela veio com aquela história das sementinhas. Não satisfeita ainda, quis saber como a tal sementinha do papai ia parar na mamãe e ela disse que eu era muito novinha pra saber. Chance perfeita pra imaginação preencher o vazio deixado pelo desconhecimento. Eu, que até então achava o umbigo uma coisa completamente inútil, encontrei uma função nobre pro sujeito: ser a porta de entrada pra tal sementinha.
Era muito simples: quando queria ter um bebê, o casal ia a um médico, que anestesiava os dois e abria a barriga do papai. Então, ele abria a mamãe (lembrando que sempre seria pelo umbigo ou então todos os pais do mundo teriam cicatrizes na barriga, coisa que o meu pai não tinha) e jogava a semente. Lá dentro, as sementinhas se encontravam e surgia o nenê. Atente para o detalhe de que nessa época eu ainda não me preocupava com o caminho por onde ocorria o parto normal (já pensou se fosse pelo umbigo que engraçado?), pois eu nasci por uma cesárea!

O mais curioso é que anos depois, eu me tornei ginecologista...


Escrito por Cássia às 11h55
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E já que o assunto é bebê.... Como é mesmo que eles nascem?

A Areana também tinha sua teoria sobre isso...

Alguns anos depois da infância e da conclusão da faculdade de medicina, me impressiono com a complexidade da minha teoria sobre a concepção dos bebês. Aqui vai ela...
Quando eu tinha uns 5 ou 6 anos, perguntei pra minha mãe com os bebês iam parar dentro da barriga das mães e ela veio com aquela história das sementinhas. Não satisfeita ainda, quis saber como a tal sementinha do papai ia parar na mamãe e ela disse que eu era muito novinha pra pensar que o meu prato de comida era um imenso depósito onde os anõezinhos pegavam alimentos para armazenar em seu armazém, e dar pro gigante , que era eu..Ficava imaginando quantas pessoas podia alimentar um grão de arroz - era divertido!! O ruim é que a comida acabava ficando gelada!


Escrito por Cássia às 11h50
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Como é que o nenê entra na barriga da mãe?

A minha amiga, a Cacau, do C'est la vie, era bem criativa...

Quando eu era criança eu acreditava que era o padre (sim, eu sou católica, estudei a vida inteira em instituições católicas e não pensava que poderia haver casamento sem padre) que, no altar, dava "pílulas" para a mãe tomar durante a lua de mel, que a fariam engravidar. Ela poderia esperar mais um pouco, poderia tomar duas (ou três!) juntas, ou poderia pedir mais pílulas mais tarde, se resolvesse ter mais filhos.

Minha irmã mais velha, que "sabia das coisas" ria muito e me fazia perguntas a respeito da minha teoria, pelo que eu era obrigada a enriquecê-la cada vez mais.

Mais tarde, descobri como era, na verdade, que o nenê entrava na barriga.
Não nego o espanto.

Hoje, volto a pensar na antiga teoria. Não seria muito mais simples? Não que eu não goste da maneira "real", pelo contrário, mas a maneira "real" já serve pra tantas outras coisas - esses dias li em um e-mail que serve para aliviar a dor de cabeça (acabou-se a desculpa, meninas!), para iluminar a pele, para melhorar o humor... Bem poderia deixar o nêne para as pílulas entregues no altar!
Já imaginou quantos problemas solucionados? Nenhuma gravidez indesejada, nenhum enjôo ou quilos a mais por causa de anticoncepcionais... Será que não tem nenhum cientista interessado em pesquisar a minha teoria e tentar transformá-la em realidade?


Escrito por Cássia às 14h35
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Bolachas e lagartixas...

A Gilza conta:

Quando eu era criança, eu acreditava que no meio das bolachas waffer passavam lagartixas, então, eu sempre abria fatia por fatia das bolachas para ter certeza que eu não estava engolindo uma lagartixa! Eu tinha medo principalmente daquelas de creme de chocolate. Ao contrário da maioria das crianças que devoravam em segundos uma, eu comia lentamente, observando fatia por fatia....




Escrito por Cássia às 00h49
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Chapolin Colorado?

Devia ter uns 11 anos.. não lembro. Todas as férias eu ia para a nossa chácara em Catanduva, no interior de São Paulo. Lá eu tinha uma amiga que chamava Juliana.Um dia eu e a Juliana estávamos no banheiro enchendo o baldinho de água pra irmos brincar de bolinho de terra no quintal, a porta emperrou e não tinha ninguém em casa aquela hora. A gente ficou gritando mas ninguém ouvia, e nós lembramos que quando tinha algum problema era só chamar o "Chapolin Colorado", ao mesmo tempo a gente lembrou daquelas pílulas que deixavam ele pequenininho e quando tentamos abrir a porta de novo, ela abriu!
Eu realmente por anos acreditei que tinha sido o Chapolin com suas pípulas que tinha aberto a porta pra gente....
Eu acreditava...

Contada pela Livia, do Abscesso

Escrito por Cássia às 23h56
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Voando... muito!

Essas, são da Fernanda, de Natal:

Eu jurava que podia passar um tempão sem respirar e vivia dizendo pros meus pais: "Mãe, pai, tô até agora sem respirar!" Nada a ver né ? Hehehe
Outra historinha que eu me lembro é que eu achava que tinha uma fadinha que me protegia e me dava tudo que eu pedisse muito, e eu pedia: "fadinha por favor, me dá aquela barbie!!!" - Hehehehe!
Última: eu acreditava que VOAVA! Sério... eu era totalmente sem noção!!! Bons tempos...




Escrito por Cássia às 23h50
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Desligando as ondas do mar

A Roberta Monteiro nos enviou essa:

Eu tinha uns 5, 6 anos e estava voltando do shopping de carro, com meus pais. Foi a primeira vez que eu prestei atenção no caminho de volta pra casa e vi que meu pai, dirigindo, seguiu pela Av. Sernambetiba (beira-mar). Eu tive um misto de susto e decepção quando vi que as ondas do mar quebravam normalmente. Eu acreditava com todas as minhas forças que o mar era 'desligado' à noite, como numa piscina de ondas. Afinal, se 'ninguém ia à praia de noite, seria um desperdício gastar ondas'! Surpresa maior foi contar essa minha crença a outras pessoas, depois de anos e anos, e descobrir que algumas pensavam a mesma coisa!


Escrito por Cássia às 23h42
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Anatomia

O Lisandro imaginava cada coisa...

Quando pequeno, depois de ver a imagem de um médico segurando uma criança pelos pés, eu passei a acreditar que todo mundo nascia com o corpo separado da cabeça, a qual era enroscada no corpo pelo médico. Será que essa idéia teve influência de René Descartes?



Escrito por Cássia às 23h39
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O Homem do Saco

O DvD do Foge, acreditava, mesmo!
Quando eu era criança, acreditava piamente no Homem do Saco!!! Pra quem não sabe, o homem do saco era um cara sujo, bêbado, que pegava criancinhas e as colocava em um saco cheio de abelhas dentro.
Quando, certo dia, eu estava na frente de casa e um homem sujo com um saco passou por perto, eu nunca senti tanto pavor em minha vida! FOOGEE, Corri como louco pra dentro de casa! Cheguei até a sonhar que um bêbado arrebentou o portão de casa e me agarrou... acordei tão apavorado.... :o)




Escrito por Cássia às 00h39
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Homem Aranha

Quando eu era pequena, morria de medo do Homem Aranha. Meu irmão ficava na sala vendo aos desenhos do Homem Aranha na TV, e quando eu passava, tinha a impressão de que ele era o vilão, então nunca assistia ao desenho, e acabei ficando com isso na cabeça. Quando dormia (minha cama ficava perto da janela e morava no primeiro andar de um prédio), tinha que fechar a janela e passar aquela chavinha, pois achava que o Homem Aranha iria escalar a parede do meu prédio, me raptar e levar para longe. Então, desde aquela época acabei levando uma imagem ruim do Homem Aranha comigo, que só melhorou depois que eu assisti ao filme no ano passado. Hehehe.



Escrito por Cássia às 00h28
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Mais dramas infantis...

A Any, do Any Roses, conta:

Quando eu era pequena, eu acreditava que se eu ralasse alguma parte do meu corpo, ou se eu cortasse um dedo, essa parte do meu corpo cairia.... Minha mãe me dizia: "segura, se não vai cair" e eu lá com meu dedo cortado, com band aid, chorando o dia inteiro segurando meu dedo dizendo: "não caia, dedinho, eu cuido de você! Prometo que nunca mais você vai se cortar!"... e eu acreditei nisso até os meus 10 anos de idade...




Escrito por Cássia às 00h23
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Snoopy

Também é do Evilásio, essa:

No final dos anos 80, meu desenho favorito era o do Charlie Brown e Snoopy. Uma coisa curiosa era que, quando eles escreviam cartas, o texto não passava de um monte de Ws ligados uns nos outros ou coisa parecida. Aí eu achava que era assim que se escrevia, e ficava escrevendo cartas pros meus pais do mesmo tipo:
wwwwwwwwwwwwww
wwwwwwwwwwwwww
wwwwwwwwwwwwww
wwwwwwwwwwwwww
wwwwwwwwwwwwww
wwwwwwww

Tão inocente...


Escrito por Cássia às 00h20
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Dimensão Mágica

O Evilásio Miranda conta:
Eu sempre ia pra casa do meu primo, 4 anos mais velho, o Ton. Como ele gostava de me fazer inveja, ele dizia que ia brincar na dimensão mágica, um lugar onde tinha toda a coleção dos Comandos em Ação, do He-Man, do Play Mobil, do Lego, todos os brinquedos do mundo. Eu sempre corria atrás dele pra saber onde era esse lugar, mas ele sumia e depois de um tempo aparecia dizendo tudo de legal que ele tinha feito. Eu morria de inveja.


Escrito por Cássia às 00h14
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O umbigo prende o que?

O Ricardo, vulgo Barão Von Richthofen, conta:

Quando eu era pequeno eu era pior do que eu sou hoje em dia, nas artes e macaquices, e meu pai tinha uma solução trágica pra isso: Sempre que eu
começava a fazer baderna em casa ele vinha perto de mim, levantava minha camiseta e com o dedo indicador "desatarrachava meu umbigo". Ele dizia que era o meu umbigo que segurava o meu bigulim e que, se eu desse mais um pulo, corrida, ou qualquer que fosse a minha macaquice, ele ia cair pelo vão da cueca e que só o dedo dele poderia atarrachar o umbigo de novo. Pronto, era pânico de ficar sem o meu bigulim, sentava no sofá com todo o cuidado, sem mexer um pelo da perna sequer. Ficava quieto, estático. Quando ele ficava com dó, atarrachava de novo e eu aos poucos recobrava a confiança e levantava.Isso me assombrou até o dia em que eu resolvi testar se ele caía. Bem, eu vou ser pai daqui a dois meses, nem presciso comentar nada, né? hehehehe



Escrito por Cássia às 23h57
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Intervalo

Pessoal, mais uma vez, agradeço - e muito - todas as contribuições que vocês têm enviado. O ritmo com que chegam, no entanto, vence nossa capacidade de publicar as contribuições aqui, até porque, se colocarmos muitas de uma vez, ficaria difícil para todo mundo divertir-se com todas. Por isso, vamos aos poucos...

Mas teremos atualizações diárias aqui. Se você já enviou sua história, aguarde, vamos

Outra... eu nunca sabia que nome dar às minhas bonecas... um dia pensei, pensei, esquentei mesmo a cacholinha e descobri uma solução: daria a elas o nome da pessoa que me deu a boneca... ficaram Vera I, Vera II, Vera III, Vera IV,.... isso porque só a minha mãe me dava bonecas ...

Escrito por Cássia às 00h32
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E mais TV...

O Léo, através de um post que leu aqui, lembrou...

Bom, sobre o post da Mariana (por dentro da TV), eu pensava algo parecido. Na verdade, pensava que quem estava na TV podia me ver em casa, e tinha vergonha de ficar diante da TV. Sempre tomava cuidado para que eles não vissem nada demais...
Descobri que era uma bobagem quando, assistindo a Vovó Mafalda, fiquei imaginando o número de TVs que ela deveria ter em sua frente, para poder ver a casa de todo o mundo. Aí, percebi que seria um número absurdo, então na verdade ela não estava me vendo e finalmente pude assistir televisão com mais calma...



Escrito por Cássia às 00h29
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Pseudo-cientista

E vejam o que o Edison Morais, deduziu...

Quando eu era criança não perguntei o que diferenciava o "xixi" do "cocô" a ninguém, e então cheguei à equivocada conclusão que os sólidos que se comia eram responsáveis pelo "cocô" e a urina seria dos líquidos que tomássemos.
Só depois nas aulas de biologia que descobri que meu negócio é a área de humanas mesmo.




Escrito por Cássia às 00h21
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Super-Heróis

Confessado pela Pri

Me recordo bem de que assistia muitos desenhos, e sempre me encantei pelos heróis que viviam na Sala de Justiça. Havia o Super-Homem, a Mulher Maravilha, os Gêmeos com o macaquinho, e tantos outros que só faziam o bem e resolviam qualquer problema. Eu sempre tive muito medo de perder meus pais, meus avós, ficar longe deles pra mim sempre foi algo que me fazia sofrer. Mas passei a acreditar que, se os super-heróis podiam resolver tudo, eles também me ajudariam! Claro, se alguma coisa acontecesse, eu imediatamente pediria ajuda deles, e seria atendida. Quando eu começava ter pensamentos tristes, logo vinha a lembrança "Mas os super-heróis vão me salvar!", e eu conseguia conviver com esse aperto no meu coração. A mente é magica. A solução foi perfeita, pena não poder acreditar nela até hoje...Com certeza a vida seria bem mais fácil de ser vivida e os problemas teriam dimensões muito menores...


Escrito por Cássia às 00h13
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Mais povos pequenininhos

Eu achava que pequenos anões moravam dentro do sofá da minha casa e que quando eu e minha familia saíamos, eles faziam festas na casa. Era a colônia deles, e eles construíam uma cidade para eles lá dentro do meu sofá!
Essa, quem acreditava era a Fernanda...


Escrito por Cássia às 00h07
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Super-Heróis

Confessado pela Pri


Agradecemos também a todos que linkam o Eu acreditava em seus blogs, infelizmente não conseguiria agradecer pessoalmente, porque tem sido várias pessoas! então, o agradecimento é genérico.

E continuem visitando, rindo, e lembrando!!!
(esse foi escrito pela Cássia, não apenas colado!! :) )



Escrito por Cássia às 12h57
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Engarrafamento? Cadê?

Minha família sempre teve casa de praia em Cabo Frio e em todos os verões e feriados íamos pra lá. As estradas eram horríveis e sempre havia muito engarrafamento. Pequenininha, 5 ou 6 anos, eu acreditava de verdade que a causa dos engarrafamento eram garrafas espalhadas na estrada. Minha maior frustração era no final, quando o trânsito recomeçava a andar, não ver as garrafas lá! Levei anos pra entender q as garrafas não tinham nada a ver com a coisa!
Essa é da Michelle, do Amigas S/A



Escrito por Cássia às 11h51
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Lugares

Contribuição da Bianca:

Quando eu era criancinha, acreditava que cada país ficava em um planeta diferente, como moro num lugar alto, dava pra ver o bairro vizinho e tinha uma caixa d'água enorme num formato meio estranho, parecia o Cristo Redentor.. eu tinha certeza que ali era o Rio de Janeiro.

Minha maior vontade era viajar pra Saturno, óbvio que eu não tinha a consciência do que era Saturno, eu queria visitar o "país" dos anéis !!!!


Escrito por Cássia às 11h38
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Aniversário

Minha filha Melissa nasceu dia 19/11/79 dia da Bandeira. Quando estava cursando a primeira série fez sua primeira prova de "Estudos Sociais". Excelente aluna, contava com a nota máxima. Dias depois chegou em casa chorando com a prova na mão, não havia obtido a nota máxima. Procurando o erro, encontramos:

Pergunta : O que comemoramos dia 19 de Novembro?
Resposta da Melissa : Meu aniversário.

Durante muitos anos foi difícil fazer a Melissa acreditar que o Brasil comemora dia 19 de Novembro o dia da Bandeira e não o aniversário dela.

Juvenha

Escrito por Cássia às 00h21
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Música Mágica

Eu ganhei uma "vitrolinha" da Phillips quando tinha 3 anos (detalhe: ela ainda funciona e tenho 31) e quando colocava os disquinhos nela achava que os músicos estavam em algum lugar tocando para mim , tipo: eles eram acordados para trabalhar toda vez que eu colocava o disco ! Não sei quando me explicaram como as coisas eram mas fiquei acreditando nisso um bom tempo !

....esse é da Isabel




Escrito por Cássia às 12h28
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Como chegar ao Japão sem sair do quintal da avó

A Michelle também enviou sua contribuição para o Eu acreditava, vejam:

"Sou filha única, e talvez por isso costumava me sentir sozinha quando criança, e estava sempre pedindo à "Papai-do-céu" que me trouxesse um irmãozinho (naquela época, com meus 5 anos de idade, eu acreditava mesmo que quem trazia as crianças ao mundo era a Cegonha, enviada por Deus...rs). E não bastava qualquer irmãozinho: eu queria um irmãozinho com os olhos puxados, como os asiáticos, pois tinha fascinação em ter os olhos puxadinhos. Então um dia perguntei à minha avó sobre o assunto, e ela me disse que as pessoas de olhos-puxadinhos vinham do Japão, que ficava exatamente do outro lado do mundo. E, muito atenciosa como sempre, me apontou em um daqueles globos terrestres onde estava o país que eu tanto sonhava em conhecer. Foi então que tive uma brilhante idéia!
-"Se o Japão é do outro lado do mundo e a Terra é redonda, então, se eu cavar um buraco enorme, eu vou chegar lá! E então vou poder arrumar um irmãozinho japonês!" , pensei comigo.
Almocei correndo, e corri para o quintal. Comecei então a cavar um buraco com toda minha força, meus dedinhos e meus apetrechos de usar na praia. Devo
ter ficado ali por pelo menos umas 3 horas, quando minha avó resolveu ir atrás de mim, e saber o porque de eu estar tão quieta por tanto tempo, deparou-se comigo toda suja de terra, cavando um buraco enorme com o maior zelo.
-"O que você está fazendo, menina? Não vê que está se sujando toda?" - grita ela
-"Ah, eu to aqui cavando um buraco pra chegar ate o Japão! A senhora não disse que é do outro lado do mundo? Então..."
Nem preciso dizer que ela se pôs a gargalhar, me levou para o chuveiro e me explicou que chegar até o Japão não seria tão fácil assim... hehehe."


Escrito por Cássia às 12h25
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Colando seres humanos?

Quando eu era pequeno, por volta de 6 ou 8 anos, tinha um comercial da Cola SuperBonde em que mostrava um cientista testando a cola nos braços de um homem preso à correntes. Na verdade esse homem fazia o papel de um robô que de tanto colocar força para soltar as correntes de seus braços (do robô claro, tudo com efeitos especiais mixurucas), eles se soltavam e o cientista chegava e levava o robô como que para 'conserto'..
Gente eu chegava a fechar os olho de medo! Bem, de tanto ver TV, a molecada acha que era verdade... Hoje eu lembro e acho graça de minhas
criancices.
Marcus Aurélius
Blog do Mike Album do Mike Blog do Mormom

Escrito por Cássia às 12h14
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Bolsa de estudos

A Roberta, nos conta que...

Quando era criança, pensava que bolsa de estudos era uma bolsa que vinha com material e tudo mais (estojo, lápis, caneta)...



Escrito por Cássia às 00h40
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Amigos imaginários - ou não?...

Quando eu era pequeno, devia ter uns 4 - 5 anos, costumava brincar com uma legião de garotos invisiveis.É estranho, pois eu não os via, ao menos não me lembro de suas imagens, mas sei que estavam lá, e acreditem, brincávamos todos os dias, de polícia e ladrão, pega pega e esconde esconde... na de esconde eles normalmente ganhavam...
Com o tempo eles desapareceram, fui deixando de senti-los, quando entrei na adolecencia, já não tenho lembranças de brincar sozinho.Hoje, com 24 anos, passo a maior parte do tempo só, diferente do período em que fui adolecente, pois sempre estava acompanhado, e sinto falta dessa legião de amigos invisiveis. Oras, eles devem ter crescido tambem, quem sabe não são pessoas interessantes, hoje!!

--|by Jim|--



Escrito por Cássia às 00h16
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Quando eu era criança,
acreditava que a água da chuva
se transformava em areia
achava que toda a areia
que existia na Terra
era por que a chovia.

Sophia


Escrito por Cássia às 23h53
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Casa de doces... quem não acreditava?...

A Lilian, nos enviou essa contribuição lá do Japão....

Quando eu era criança assisti a um episódio de um live action (não me lembro de qual... eram tantos^_^), onde uma criança havia encontrado uma casa toda feita de doces. Com direito a telhado de waffer e fonte de suco, bem "João e Maria", né?
Passei a noite imaginando como seria se eu encontrasse uma casa igual, já havia até criado algumas "leis". Como a de que sempre que eu terminasse de comer das paredes até o teto, tudo voltaria novamente e que somente aqueles que eu convidasse poderiam entrar lá. Depois cismei que a entrada para esse mundinho ficaria no box do chuveiro '. Todo o dia eu alisava a parede durante meu banho, esperando quruguinhas" amarelas que ficam nas ruas eram tartarugas de verdade. Sempre quando eu andava do carro eu falava "Cuidado com as tartarugas!" e olhava para elas esperando se mexerem....hehe como era bom os tempos de criança....
Ah, eu também acreditava nos homenzinhos que ficavam dentro da tv e quando assistia jornal nacional eu fazia umas caretas achando que eles veriam...


Escrito por Cássia às 23h44
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Mona Lisa

A Letícia, que escreve em dois blogs, o Letícia Wiccan e o Blog Party, contou:

Quando eu era criança tinha um quadro da Monalisa lá em casa. Um dia, para eu e meu irmão ficarmos quietos, uma empregada disse que a Monalisa saía do quadro a noite para pegar as crianças desobedientes. Eu ri da cara dela e não dei importância. No dia seguinte meu irmão disse: " Que medo Letíciaaaaa!!!! A Monalisa está olhando pra mim!!!". Fiquei pasma com a descorberta dele pra onde quer que íamos a Monalisa olhava. Eu andava pra direita e ela olhava. Pra esquerda e ela olhava! Ficamos muitos anos acreditando que ela realmente saía do quadro.



Escrito por Cássia às 23h38
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Passagens secretas - isso é POP!

O Yakko, do Vide-bula, nos conta:
Bom, minha imaginação sempre foi muito fértil. Continuo muito imaginativo ate hoje, mas não do mesmo jeito fantasioso que era na época da minha infância.
Eu sempre tive o habito de inventar alguma coisa, e não sei porque, já que eu sabia que eu tinha inventado, eu passava a creditar nas coisas.
Eu me lembro que eu era sócio de um clube, e nesse clube existiam dois parquinhos. Acontece que um dos parquinhos não era para os sócios, mas como isso nunca impediu ninguém, íamos brincar lá por acharmos ele mais divertido.
Certo dia, estávamos eu e meu primo brincando. A gente estava brincando a algum tempo quando eu disse que deveria existir um parquinho mágico escondido. Na mesma hora meu primo começou a prestar atenção no que eu tinha pra dizer. Mas tudo fazia sentido, se existia um segundo parquinho escondido, existiria um terceiro mais escondido ainda, só faltava encontrar a entrada.
Me lembro de ter ficado com o meu primo por varias horas descrevendo como era o parquinho e todos os brinquedo incríveis que existiam lá dentro. Não demorou muito todos os meus amiguinhos e eu passávamos as tardes procurando a tal entrada.
Nossa brincadeira teve que acabar quando começamos a entrar em lugares perigosos para crianças de nossa idade e minha mãe nos descobriu. Ela explicou que não existia, mas eu fiquei muitos anos acreditando que de algum jeito eu ia acabar achando a entrada.
Tempos felizes aqueles!



Escrito por Cássia às 23h30
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Mente fértil

A Nina, tem várias lembranças de coisas que acreditava...

Quando era pequena eu e meus primos acreditávamos que se cavássemos um buraco na areia da praia chegaríamos até a China; e olha que a gente passava o dia todo cavando...
Acreditava que existia MESMO uma mulher que se chamava Barbie (aliás, existe ou não?).
Achava que o filho do dono da Estrela (aquela marca de brinquedos) era a criança com mais brinquedos do mundo.
Acreditava que dentro da gente existia um universo, porque quando fechava os olhos bem apertados eu via estrelinhas (essa é poética, né?).


Escrito por Cássia às 23h18
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Espelho, espelho... sai pra lá!

A Laís, tem 13 anos, e lembra que:

Quando eu era pequena, eu achava que havia um homem dentro do espelho, e, ao me ver nele, este homem sairia de lá e me atigiria com um golpe ninja.
Por causa desta história fiquei um tempão sem me olhar no espelho!


Escrito por Cássia às 23h12
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Nova "regra"

Amigos,

Como as contribuições têm sido muitas nas últimas semanas, a partir de hoje, vou postar apenas as que recebi por e-mail, por enquanto. As que estão nos comentários, todos podem ler ali mesmo, ok?

Quem deixou suas contribuições nos comentário e gostaria de ver um post com seu nome, peço que enviem novamente por e-mail.

De qualquer forma, assim que as coisas acalmarem e os e-mails reduzirem, postarei também as que vieram através dos comentários, novamente. Essa é uma regra temporária.

Obrigada a todos que têm colaborado!!!

Escrito por Cássia às 13h43
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Mais passagens secretas, by Tathy...

Eu acreditava que em cima do armário do meu quarto, havia uma passagem secreta para uma cidade linda. Lá era tudo mágico, as casas tinham forma de sapatos, eram feitas de doces, e as ruas eram feitas de ouro!


Escrito por Cássia às 13h36
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Mente fértil...

A Betânia, auto definida como sonhadora, acreditava que...

Eu acreditava... que na verdade as corridas de Fórmula 1 eram de mentira, que primeiro os carrinhos eram filmados em velocidade normal e no dia de passar na TV eles aceleravam a fita.

Eu acreditava... que quando a gente viajava de carro alguém ia mudando os cenários a nossa volta (uma espécie de Truman Show).

Eu acreditava... (e nisso eu acredito até hj!) que tudo o que a gente vive poderia muito bem ser um sonho e nossos sonhos serem a realidade... imagina a minha surpresa ao ver a mesma indagação no livro "O Mundo de Sofia"? Quase pirei... eu devia ter uns 12 anos quando pensei assim pela primeira vez... e no fundo até que não estou de todo errada, afinal, se tudo é relativo, até que tem lógica... do ponto de vista do sonho... mas isso é uma discussão deveras longa...

Eu acreditava... que os dinossauros nunca tinham existido e que era invenção dos cientistas.


Escrito por Cássia às 13h29
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Durex?

A Flora, nos enviou sua lembrança:

Quando eu era pequenina, passando de carro por alguns prédios rachados perguntei para meu pai como arrumavam aquilo ... Papai cruel =))))) responde: "oras, com durex" e lá fiquei eu pensando ....Genialidade infantil ....Ué ....onde eles compram durex tão grande ??????????



Escrito por Cássia às 13h27
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Calcular? É fácil para esses serezinhos...

O Rodrigo tinha um dúvida, e uma solução bem interessante:

Como ao apertar poucos botões uma calculadora pode dar o resultado de contas complexas como 184,6 dividido por 38,3 ou 8.972 vezes 449? Eu ainda brincava com o Falcon (lembra dele, o boneco barbudo?) e já tinha a solução deste enigma. Dentro das maquininhas havia um monte de pequenos seres fazendo as contas no papel. Sim, só podia ser isso. Eu digitava as contas mais absurdas, clicava no sinal "=" e ficava encantado com a rapidez com que trabalhavam dentro da calculadora, com bloquinhos e lápis em punho.

O melhor é como mostravam o resultado. Escreviam em cartolinas (proporcionais ao tamanho deles) e grudavam na tela. Nunca soube bem como se alimentavam, como se divertiam, se tinham folga. Também não me lembro como aprendi ao certo como funcionava uma calculadora (na verdade, acho que nunca aprendi). Mas hoje, ao menos, sei que lá não há seres vivos. Bem, ao menos eu acho que não.



Escrito por Cássia às 14h13
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Amigos invisíveis, claro!

E o Luiz Fernando tem 14 anos, e já tem saudades de sua infância!! Imagine eu, então, Luiz! :)

Quem é que nunca teve um amigo imaginário? Eu lembro que minha irmã sempre saia pra ir na casa das amigas dela quando eu era pequeno, e eu chorava porque não tinha com quem brincar. Foi então que criei dois amigos imaginários, na verdade, não sei quando eles surgiram direito, só lembro que um se chamava "Ricardo" e o outro "Joe". Ah! Claro... nosso passatempo preferido era olhar as formigas, e dar nomes a ela... meu pai me viu uma vez chamando uma formiga de "Gui" e perguntou se eu tava louco. Eu não via meus amigos, só conversava com eles como se estivessem ali. As vezes sinto vontade de voltar pra essa época =)



Escrito por Cássia às 14h09
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Leiam em que o Richard acreditava....

Meu irmão ficava mexendo na minha cabeça, fingia que desparafusava minha testa com os dedos, colocava uma mão sobre outra e ficava dando batidinhas de leve... e dizia que ia desmontar minha cabeça. Eu morria de medo e pedia pra ele parar. Hoje em dia eu sei que isso não é anatômicamente possív/blockquote>
(eu, particularmente, também acho que sim, Patricia!)

Escrito por Cássia às 14h02
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Seres imaginários: O Bicho barrigudo

A Lígia, mais conhecida como Lila_Vulpes, ainda não tem treze anos, mas já tem suas lembranças para compartilhar conosco!

"Quando eu tinha uns 3 ou 4 anos, sei lá de onde surgiu na minha cabeça o "Bicho Barrigudo", que era um monstrinho que eu realmente não me lembro, mas minha mãe me contava que eu desenhava um bichinho com uma barrigona. Eu era fascinada ( olha só ) por bueiros e fornos de olarías, eu sempre queria saber o que
tinha lá dentro e às vezes, de noite, eu só dormia se visse alguns bueiros. Coitados dos meus pais! A fascinação era tanta que o Bicho Barrigudo morava justamente aí, no forno da olaría e no bueiro. Atualmente eu não sei o que aconteceu com ele, vai ver encontrou um emprego descente e parou de morar num bueiro!


Escrito por Cássia às 13h51
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Três não é demais

A Flavia, do Tonterias, nos presenteou com três historinhas:

Quando eu era pequena, eu e meu irmao acreditavamos que podiamos chamar baleias, na praia, se fizessemos bolas com 3 tipos de areia : a da beirinha do mar, aquela seca logo depois da beira e a areia do proprio fundo do mar. A gente fazia as bolas de areia durante a manha toda e jogava no mar, o mais longe possivel... E, é claro, mamae sempre nos chamava para irmos pra casa almocar justamente na horinha que as baleias iam aparecer, e é por isso que nunca vimos nenhuma...

Também acreditavamos que podiamos transformar Geléia de Mocoto Colombo em geléia de mocoto Inbasa (que a gente gostava mais) se a gente mastigasse um pouquinho da Colombo e cuspisse de novo no pote (sem minha mae ver, claro - o que conseguimos fazer por uns 2 anos). Ai a gente misturava tudo e a geléia de mocoto virava Inbasa!

E pra terminar : eram as eleicoes de 82 (sera???) no Rio, pra governador, e vendo o Brizola no horario eleitoral eu repeti pro meu irmao, muito "madura", o que ja tinha ouvido os adultos falarem : "se o Brizola ganhar, vai ser o fim do mundo!". Meu irmao, anos depois, confessou que acompanhou com muita atencao e angustia as eleicoes (ele tinha 5 anos!!! eu tinha 7), so esperando pra ver se o Brizola ganharia e todos morreriamos no fim do mundo!...


Escrito por Cássia às 02h49
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Homenzinhos, agora no rádio também! :)

Essa, foi a Paula quem contou:

Quando eu tinha seis ou sete anos, eu achava que haviam homens pequeninos dentro do rádio da minha avó. Ela morava numa casa afastada da aldeia e não tinha luz eléctrica, pelo que o rádio a pilhas era a nossa única distracção. Eu entendia que se gente falava do rádio era porque estava gente lá dentro. Um dia o meu avô abriu o rádio e, para meu espanto, descobri que não havia ninguém lá dentro.

Claro que, mais tarde, vim a aprender o que era a transmissão via rádio.



Escrito por Cássia às 02h36
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Seres imaginários: O Bicho barrigudo

A Lígia, mais conhecida como Lila_Vulpes, ainda não tem treze anos, mas já tem suas lembranças para compartilhar conosco!

"Quando eu tinha uns 3 ou 4 anos, sei lá de onde surgiu na minha cabeça o "Bicho Barrigudo", que era um monstriel. Eu tinha menos de 10 anos.
Tem outra. Uma empregada que trabalhou aqui em casa fazia um truque com um grão de feijão. Ela fingia que engolia mas pegava na mão, depois ela tirava pela nuca! Eu achava que ela realmente podia engolir coisas e depois 'ejetar' pela nuca. Mais ou menos como o truque de tirar uma moeda do ouvido de uma criança.



Escrito por Cássia às 02h11
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Pausa para ajudar quem ainda pode vir a acreditar em muita coisa.... Conheçam a campanha!



Escrito por Cássia às 01h57
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Temas recorrentes:

Bonecos que ganham vida - a maioria tinha medo dos seus bonecos e bonecas, eu, sempre torci pra minha Emília começar a falar e conversar comigo ;)

Lugares secretos mágicos / passagens secretas - todo mundo queria achar um mundo escondido no armário, embaixo da cama... eu? No fundo da piscina, já contei, né?

Alguma referência aos avós - sempre tinha algo que acontecia na casa da vó, que o avô contou, eu tive a sorte de conviver com meus 4 avós, e acreditava que eles seriam eternos...

Mundos paralelos / homenzinhos - na maioria dos mundos de fantasia, os habitantes são pequeninos - deve ser porque sentíamos em desvantagem. Se havia um mundo maior que o nosso, porque não um menor?...

Escrito por Cássia às 01h31
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E mais uma, da Giulia

Homenzinhos na barriga?...
Eu e o meu irmão acreditavamos, que existiam homenzinhos dentro da nossa barriga, e quando nós mastigavamos, a comida caia em 3 buracos e os
homenzinhos trituravam a comida e ficavam fortes e saudaveis!! Tudo isso, inventaram só pra gente comer melhor....E quando não comíamos direito, os homenzinhos
ficavam tristes, por isso a gente sempre comia. Ou também quando a gente comia porcaria demais e dava dor de barriga, era porque os homenzinhos estavam chutando e batendo!


Escrito por Cássia às 01h55
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Drama

Uma contribuição da Elizângela:
Quando eu era criança, não me lembro bem em que idade, acho que por volta dos 7 ou 8 anos, eu acreditava que por causa de todo e qualquer acidente eu morreria.
Eu realmente entrava em pânico ao menor joelho ralado, pé cortado ou tombo de bicicleta. Punha minha mãe maluca pois chorava desesperadamente, gritando que não queria morrer...
Lembro de uma vez em que caí apostando corrida com outra amiga e ralei todo o rosto e fiquei com a gengiva pendurada! Nossa, foi o maior auê! Chorava noite e dia achando que ia morrer. Mas o pior foi ter que ficar uma semana sem ir a escola pois estava com a cara toda ralada e não tinha coragem de sair de casa!



Escrito por Cássia às 01h45
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Agradecimento geral:

Caros todos, (espero que quem me enviou e-mail ou comentou volte para ler isto)

Não estou dando conta de responder todos e-mails e comentários rapidamente, por isso agradeço aqui, de forma geral, todas as palavras de incentivo, os elogios ao blog, e as contribuições. São valiosíssimas, e serão aproveitadas, todas.
Agradeço também as críticas, todas são levadas em consideração, e são necessárias, para o crescimento (meu e do blog).

Volto logo, com o seu post.

Escrito por Cássia às 01h51
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Intervalo - Reflexões

Sabem, toda essa "fama" que o blog adquiriu nos últimos dias com o destaque no "What's up", foi ótima, porque tem muita gente mandando histórias bem divertidas, e aos poucos vou colocá-las aqui... O que está me deixando muito feliz, é que, quando montei esse blog, minha idéia era exatamente essa, de criar um espaço aberto, para que as pessoas viessem contar sua histórias, rir um pouco, lembrar, enfim, resgatar a criança perdida dentro de cada um.

O "Eu acreditava" entrou no ar em Dezembro, e eu comecei colocando as minhas próprias criancices (quem foi visitar os arquivos deve ter lido algumas), mas recebia poucas visitas, e, consequentemente, poucas contribuições. Para um blog interativo, isso não era muito bom... Com esse crescimento das visitas, ele vai ficar cada vez mais rico e, acredito, cumprir seu objetivo inicial: divertir. Quem não sorri ao lembrar de sua própria inocência?

Além disso, estou reparando que várias gerações diferentes, acreditam em coisas parecidas, com pequenas variações. É legal ver como uma memória é bem parecida com a outra, de tal forma que, vários e-mails que recebi, eu respondo com: "Essa história já foi contada, pelo fulano, no dia tal".... Estou me divertindo, muito, e vou repassar isso para vocês. Vou agrupar as histórias parecidas, comentar essas coincidências, e fazer o "Eu acreditava" crescer.

Para isso, preciso de vocês. Voltem sempre, e contribuam!

Escrito por Cássia às 00h53
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Guarda roupa da avó

Quem passou por aqui deixando recordações também, foi a Poliana, que nos conta:

"Quando eu era criança eu acreditava que dentro do guada-roupa da minha avó (antigo que só a avó dela), havia uma passagem para outro mundo encantado, onde eu poderia brincar com as borboletas e com os pássaros, mas não tinha coragem de entrar no guada-roupa, poís acreditava que se eu atravessasse não voltaria mais. Por isto fiquei acreditando nisto por várico do carro do meu pai virada para o lado que eu conseguisse ver a Lua... E o mais engraçado é que eu achava que ela me "acompanhava".. Durante todo o caminho ela estava lá... Nos seguindo até em casa... Mas como ? Se eu a tinha deixado na casa da vovó ? E eu achava o máximo porque a Lua sabia meu endereço ! Quando chegava em casa, olhava pela janela e agradecia à Ela por ter nos seguido até lá !



Escrito por Cássia às 17h23
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Pessoal,

Estamos recebendo uma avalanche de contribuições aqui nos comments e por e-mail. Vamos ler todas com calma, até para agrupar as parecidas (muita gente acreditava no mesmo papai noel).
E vamos postar aos poucos, para todo mundo ter tempo de ler, também.

Obrigada a todos, e lembrem-se: a idéia é lúdica, de nos divertirmos, como quando éramos crianças!!! Abraços!

Escrito por Cássia às 13h40
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Boneca viva?

Quem nos conta a história é a Li

Eu, quando era pequena, acreditava muito que uma boneca minha tinha vida e ficava me observando no meu quarto... Mas eu convivia com o medo por orgulho, nem pensava em contar pra minha mãe !! :-)
Lembro-se até que teve uma noite que eu tive certeza ela se mexeu... hehehe, sei lá, dá medo essas coisas :-)


Escrito por Cesar às 11h32
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Atrás do arco-iris

Quem nos conta é a Thais, que quase causou um tremendo susto em seus pais :o)

Eu acreditava e acredito em muitas coisas, mas a mais fofinha para contar pra vocês aqui no blog, é que com uns 5, 6 anos, eu quase fugi de casa atrás do pote de ouro debaixo do pé do arco-iris... Pensei, em ir , ou não ir, ir, ou não ir... Deu preguiça e nunca fui...


Escrito por Cesar às 11h29
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Por dentro da TV

A Mariana também contribuiu, contando o que acreditava em relação aos aparelhos televisores. Ela não deixou um link para a página dela, mas deixou o email

Quando eu era pequena, acreditava que a TV (seus programas e etc) eram feitos por pequenas pessoas que moravam lá dentro (do aparelho de TV mesmo). Para mim era como se fosse um mundo paralelo e eles viviam lá dentro.
Eu só não me lembro como resolvi o problema físico...porque se cada TV tinha um mundo com pessoas dentro, imagine quantos mini-mundos não existiam espalhados pelo nosso mundo? Que tempos bons aqueles!


E o Street dog, vendo o comentário dela, lembrou algo parecido:

Eu acreditava em algo semelhante. Acreditava em seres minúsculos que viviam em baixo da minha cama, que faziam experiências cientificas. Eles pareciam os snorks, eram cabeçudos com um corpinho.




Escrito por Cesar às 11h26
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Atrás do arco-iris

Quem nos conta é a Thais, que quase causou um tremendo susto em seus pais :o)

Eu acreditava e acredito em muitas coisas, mas a mais fofinha para contar pra vocês aqui no blog, é que com uns 5,os anos, até o guarda-roupa ser queimado por ter cupim.
Criança tem cada uma, mas isso é que é a magia de ser criança, nao é mesmo?"


Escrito por Cesar às 11h17
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Tietagem

Dêem espaços para a tietagem: Cassia, você merece a indicação!!!

Escrito por Cesar às 11h15
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Extra! Extra!

O Bloggerman destacou esse blog no What's up!




Como (ótima) consequência recebi várias contribuições! Aguardem, serão postadas assim que possível.

Enquanto isso, divirtam-se com essas aqui e com o arquivo em "passado".

Até mais!!

Escrito por Cássia às 01h51
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Ola'! A Clara, do Tesourinha, nos visitou aqui, e contribuiu (obrigada, Clara!):
Quando eu era criança - eu tinha mais ou menos uns 6 ou 7 anos - eu acreditava que o sinal de trânsito mudava de cor por causa de um macaquinho que ficava atrás dele, mudando a lâmpada para cima e para baixo... Sempre que eu passava por um sinal eu ficava olhando para trás para ver se eu conseguia ver o macaquinho lá dentro. E ainda ficava imaginando como é que ele se alimentava, se tinha alguém que ia todo dia dar banana pro coitadinho... Achava a maior judiação com o bichinho...
hehe
Até que um dia eu vi um sinal estragado, piscando no amarelo. Fiquei indignada porque o coitado tinha que ficar acendendo e apagando a luz... Aí soltei: "Coitadinho do macaquinho do sinal!"... Minha mãe, assustada, me perguntou o que eu queria dizer. Eu disse e ela, rindo, me explicou como o sinal mudava. O que eu só vim a entender de verdade na minha primeira aula de eletromagnetismo. :-)


Escrito por Cássia às 13h32
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Mirem-se no exemplo de outros que passaram por aqui. Contem alguma coisa em que vocês acreditavam, na inocência do tempo em que tudo é possível: a infância!

Eu acreditava que um dia encontraria o "Reino das Águas Claras" no fundo da piscina do Clube.
(Eu não tinha muitos riachos onde procurar...)

Escrito por Cássia às 22h13
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Mais uma do Tboca, do :: It's all about insanity ::

Lendo sobre amor, me lembrei do meu primeiro... e mando para vocês uma historinha sobre isso:

Eu a conheci quando tinha apenas 8 anos e lembro como se fosse hoje. Olhei pro lado, na segunda série, e vi aquela coisinha perfeita. Uma princesinha de filme mesmo. Foi na hora... fiquei besta, sem reação. O máximo que consegui dizer é que ela podia usar minhas canetinhas hidrocor se quisesse.

E crescemos, e mudamos e conversamos... Outras surgiram na minha vida, mas ela só saiu da minha cabeça na oitava série, quando me disse a frase fatídica, que nenhum homem jamais quer ouvir: "Você é como um irmão pra mim". Daí pra frente desencanei e passei a encará-la como amiga mesmo. A melhor de todas. E assim vivemos até hoje.


Escrito por Cássia às 22h01
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Escrito por Cássia às 03h00
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A Daniela, nos enviou um fruto de sua fértil imaginação infantil:
Quando eu tinha uns seis anos eu inventei o Minis. Os Minis eram humanóides minusculos de várias "espécies", eles eram tão pequenos, que simplesmente eram invisiveis, mas eu os via. Eu fiquei tão paranoica com a idéia dos minis que passei a acreditar neles. Eles sempre saiam comigo grudados na minha roupa (seriam alguma forma de ácaro?) e moravam na minha TV, dentro dum buraquinho que tinha no controle dela (não controle remoto, aquele de tv antiga e tem que abrir um portinha). Eles moravam num bairro que nem me lembro o nome, e eu os levava para brincar no "parque", que era o toca-disco, eu girava o aparelho e eles se divertiam a beça... Também brincavam de basquete, com uma conta do colar da minha mãe que eu arrebentei sem querer. E não tinha só minis humanos, tinha uns cachorrinhos pooddles que estavam sempre em casais e não se desgrudavam!
Hoje minha imaginação não tem nem um décimo de fertilidade dessa época.


Escrito por Cássia às 14h02
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Mais lembranças de televisão

Quando eu era criança, eu assistia Vila Sésamo. Era um ritual. No horário, entrava sol pela porta da sala, que tinha vidro, então minha mãe tinha o cuidado de colocar uma colcha para tapar o sol, que ofuscaria nossa vista, e colocava eu e meu irmão sentadinhos em frente a TV, para nos divertimos e aprendermos algumas coisas, também. Era sagrado, o horário da Vila.

Hoje em dia, a criançada liga e desliga a TV a hora que quer, e passa muito tempo em frente a ela, então, não sei se todos entendem a extensão desse ritual, porque TV não era brinquedo. Nós não podíamos ligar e desligar, e nem podíamos escolher o que assistir, isso eram os pais que faziam!

Lembro também que a TV era preto-e-branco, então, quando minha mãe me levou para ver Vila Sésamo ao vivo, em uma apresentação, achei aqueles bichos todos, o Garibaldo, principalmente, tão coloridos, tão reais!... Eu nunca tinha imaginado de que cor eles poderiam ser!... Foi lindo... Só então eu me dei conta que a imagem da TV não tinha cores!

"Todo dia é dia / Toda hora é hora / De saber que este mundo é seu"



Escrito por Cássia às 02h17
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Ainda as balas...

1. Balas (e doces em geral) são vilãs por princípio, afinal toda criança aprende logo cedo a nunca aceitar balas de estranhos, sejam elas van melle, soft ou qualquer outra. Podem ser só uma forma de um adulto "mau" se aproximar das crianças. Saia correndo se um adulto desconhecido oferecer balas!

2. As balas juquinha são anteriores às balas do Bozo, Ian. Como sou ligeiramente mais velha que você (posso atestar pelas suas lembranças), te garanto que elas existiam desde minha mais tenra infância, e não tinha Bozo, nem SBT. Aliás, TV colorida era rara, e eu já comia bala juquinha, o Bozo, quando apareceu, já víamos aquele discreto laranja do cabelo dele na telinha...

3. Sim, era "lindo" ganhar balas freegels, com frases como "amar é ser sincero"; "me dê um beijo"; "você é linda" e outras coisas parecidas. As meninas adoravam mesmo, ficávamos apaixonadas, e guardávamos o papelzinho no meio do caderno, ou do blog, quer dizer, diário... Como guardar papel de bala no blog?...

4. Outra bala que faz parte da minha infância, e que tinha adesivos com frases melosas assim na embalagem, eram as "gotas de pinho Alabarda". Inigualáveis. Era inadmissível ir ao Cine Palácio e assistir um filme sem um pacotinho de gotas de pinho, vocês lembram dessa? E nós colecionávamos as figurinhas.

5. Chicletes com anéis de plástico! Nós, meninas, ficávamos horas na frente daquele pote de vidro que nunca foi lavado, da padaria da esquina, escolhendo a cor do "lindíssimo" anel que levaríamos se comprássemos o chiclete. É claro que, para comer chiclete, tínhamos que ter muito cuidado, pois, se o engolíssemos, precisaríamos de uma cirurgia seríssima, para descolar nosso estômago (qual criança não tinha pavor de engolir chiclete? Aliás, acho que todo o prazer do chiclete estava nesse medo, nessa coisa quase probida, e que poderia nos levar para o hospita! Só permitido para crianças um pouco mais velhas, o chiclete era uma conquista, uma prova de que os adultos confiavam que você não faria bobagGigi. A verdadeira Gigi, a minha Gigi, desapareceu para sempre, depois de subir aquelas escadas e se perder dentro da sala de aula da primeiro série...

Escrito por Cássia às 19h00
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Mais uma contribuição recebida, da Moça do Computador !

Quando eu era cirança, eu achava que todo o dinheiro que os caixas de supermercado arrecadavam, ficavam todos para ela. E eu sempre dizia que queria ser caixa de supermercado.




....e depois da Moça do computador, várias crianças crescidas lembraram que também queria essa profissão pelo mesmo motivo: A Michelle, a Fernanda... quem mais?

Escrito por Cássia às 15h10
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Nova colaboração do Tboca, do :: It's all about insanity ::


Quando eu era pequeno, acreditava que se colocasse qualquer coisa pequena nos bolsos (balas, chicletes e outras miudezas infantis) e pensasse que queria que ela fosse parar em outro lugar, com muita vontade, ela iria.
Na verdade, depois minha mãe foi me contar que eu sempre esquecia coisas no bolso e ela deixava na mesa da cozinha ou por cima do meu quarto.
Mas pra mim... ah, aquilo era magia


Escrito por Cássia às 22h58
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Escrito por Cássia às 22h50
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Ainda as balas...

1. Balas (e doces em geral) são vilãs por princípio, afinal toda criançem com aquele perigoso alimento...)

6. Ah, claro. E tinham as bolas que fazíamos com o chiclete. Até hoje eu sonho que uma daquelas estoura no meu rosto e eu não consigo mais respirar!


Escrito por Cássia às 02h46
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BALA NA CABEÇA
Ian Black


Se elas não desaparecesem dentro da boca (e se possuissem boca) teriam muitas histórias para contar. Um beijo, uma morte por engasgo, uma situação embaraçosa por culpa de um incômodo bafo de pizza de alho ou cigarro.

Ao contrário dos chicletes cujo destino é o lixo ou embaixo das carteiras escolares ou mesmo os bancos de praça aonde fatalmente nos sentamos, as balas vão desaparecendo aos poucos (mas sem perder o gosto) goela abaixo.

Desempoeirando a minha memória, consigo lembrar-me da casa da minha tia Soninha aonde havia um pote em cima da geladeira recheado de balas Soft. Para quem não lembra, as balas Soft estiveram entaladas nas gargantas de muitas crianças, servindo de fonte para diversas lendas urbanas sobre crianças vítimas das escorregadias balas. Um misto de medo e prazer acompanhava o ritual de deglutição das (não tão) inofensivas balas. Há quem diga que após muitas mortes e processos, a empresa resolveu alterar o formato das balas.

Nesta mesma época havia as balas de leite da Kid's, uma alternativa menos perigosa para a criançada cansada de engasgos. As balas de leite Kid's possuiam um dos jingles mais famosos da garotada, que era cantada pelo Renato Teixeira ("Roda, roda / Roda baleiro, atenção / Quando o baleiro parar põe a mão / Pegue a bala mais gostosa do planeta/ Não deixe que a sorte se intrometa / Balas de Leite Kid's / A melhor bala que há/ Balas de Leite Kid's/ Quando o baleiro paaraaarrrr..."), e sua característica mais comum era a de grudar nos dentes molares, e às vezes era preciso usar as mãos para tira-las de lá!!! Minha irmã adorava estas balas, juntamente com aquelas quadradinhas de caramelo. Mas quadradinho por quadradinho, eu sempre preferi o Dadinho, que evitou uma queimação de filme maior da marca Dizzioli, provocada pelos terríveis e pastosos Lanches do Fofão.

Dentre alguns feitos notáveis da minha infância, como engolir um prego ou lutar ao lado do Super Kiko, consegui impressionar a Gigi, a garotinha por quem eu era apaixonado dando-lhe duas das minhas três balas do Bozo que eu ganhei por ter vencido um desafio no prezinho, que consistia em chegar até o final de um enorme caracol desenhado no chão, pegar as balas e voltar, mas pulando num pé só. Não saberia dizer qual sorriso foi melhor estampado, o do palhaço mais famoso do mundo estampado na embalagem da bala ou o meu sorriso de bobo ao ter ganhado um beijo da Gigi como congratulações.

Algum tempo depois, o Bozo deu lugar ao seu braço direito, o Garoto Juca, que até hoje mantém viva a lembrança do palhaço nas embalagens das Balas Juquinha. Além de preservar o sabor original das balas do Bozo (Tutti Frutti, agora em embalagem amarela - a minha favorita), o Garoto Juca ainda nos oferece outros sabores como morango, coco, menta e outros. Como legado do seu mestre, as balas Juquinha ainda costumam grudar no céu da boca ao menor sinal de atenção.

As balas, como já foi dito, às vezes fazem o papel de vilãs. No começo da década de noventa, todos os pais morriam de medo que seus filhos inocentes tornassem junkies irrecuperáveis depois de provarem das temíveis balinhas Van Melle, que (segundo diziam na época) por trás das inocentes cores e formas, continham cocaína em seu interior. A lenda urbana espalhou-se tão rápido e misteriosamente como a estória da Loira do Banheiro e a do bando do Palhaço da Kombi que roubava orgãos (que por curiosidade, também atraia as crianças oferecendo-lhes balas). Até a TV deu a notícia. Lembro que chegávamos ao ponto de enxergar furinhos (por onde era injetada a cocaína) nas pobres balinhas. No final das contas, o fabricante mudou o nome do produto para que houvesse uma nova aceitação no mercado.

Conforme vamos crescendo, percebemos outras utilidades nas balas. Na oitava série, o meu amigo Ednaldo ganhava as garotas oferencendo-lhes aquelas balinhas freegels, com mensagens pseudo românticas. Resolvi fazer o mesmo, e para nossa felicidade, trabalhávamos na cantina da escola e enquanto um ficava vendendo os doces e salgados, o outro saia à caça com os bolsos cheios de balas.

As balas foram decisivas em alguns episódios românticos da minha adolescência, como quando a Cristiane beijou-me com a desculpa de pegar a bala que eu estava chupando.

Minha ex-cunhada ganhava montes de balas japonesas como presente de um admirador. A que eu mais gostava era uma de leite condensado com forma arredondada e sempre vinham aos pares numa embalagem rosa. Voltando da casa da ex-namorada, no meio da rua, no meio da noite de sexta feira, num momento de inexplicável distração, engasguei-me com a bala. Os olhos viraram, a lingua pra fora, uma mão no pescoço, a outra dentro da boca que não parava de salivar e as lembranças das lendas urbanas envolvendo as balas Soft voltavam a minha mente em pequenos flash backs de antigos acidentes, com o pequeno detalhe: minha mãe não estava por perto naquele momento para bater nas minhas costas e gritar por São Brás (o santo padroeiro dos engasgados)!!! depois de contorcer-me alucinadamente, a bala foi cuspida e eu pude respirar aliviado, correndo para casa na esperança de pegar o finalzinho de Arquivo X.


Escrito por Cássia às 01h13
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ok, como prometi ontem, hoje vou começar a postar as colaborações do Ian. Ele enviou 3, e são textos ótimos. Como são textos maiores do que a média do Blog, vou postar um a cada dia, pra todos termos tempo de ler cada um deles.
Ah, sim, ele mandou uma contribuição curta, também:
Eu acreditava que no ano 2000 os carros voariam, como Blade Runner, mas em 2003, tenho apenas um Fusca 76.


Escrito por Cássia às 01h04
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Voar é libertar-se

O nosso amigo T.Boca do It's all about insanity deixou essa lembrança, muito bonita:

Quando eu era pequeno, eu acreditava que podia voar. Mas só em situações especiais, como quando meu pai chegava em casa depois de suas longas viagens trabalhando.
Era só fechar os olhos, pular e deixar as pernas o mais dobradas possível... e flutuar pelo espaço entre a porta da frente e o colo do meu velho...


Escrito por Cesar às 20h13
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Recebi algumas contribuições ótimas, que além de enriquecerem o blog, estão me suscitando novas lembranças... Hoje ficou tarde, mas amanhã teremos novidades aqui, ok?
Obrigada a todos que estão lendo e participando!!
Até mais!

Escrito por Cássia às 03h12
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Uma colaboração da querida Joyce, do Escrita Fina:

Quando eu era criança(?) eu acreditava em Papai Noel e deixava avelãs para ele. Não sei porque achava que ele gostava de avelã.
Acreditava que o Ano Novo era um bebê que chegava e colocava o Ano Velho, um velhinho de barbas brancas, para escanteio.
Creio que até hoje tenho certas reservas com o reveillon por conta desse chaga pra lá no velhinho.
Acreditava que o sempre existia e cresci no dia em que vi que não.

Joyce, eu adorei! Obrigada...



Escrito por Cássia às 00h45
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Mais uma colaboração, poética, do amigo Henrique Moreira:
"... eu acreditava haver um buraco na Terra por onde o Sol sumia. Seria um imenso túnel por onde o astro rei passaria de modo a surgir do outro lado na manhã seguinte.
Foi a minha primeira cosmologia, e como qualquer idéia nascida da mente de uma criança eu a acarinho muito."


(Henrique: aguardo sua informação, para poder colocar link para seu blog aqui!)



Escrito por Cássia às 01h29
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Ah... possivelmente, quem costuma visitar esse blog, deve estar se perguntando: "Ué, e quem é esse tal de Ce'"?
Sou o Cesar, do Disturbio Light atendendo um convite da Ca' para dar uma mãozinha aqui em algumas coisas.
Muito prazer em conhece-las (los também rs), e contribuam, vamos resgatar reminiscências de nossa infância e juventude.

Escrito por Cesar às 17h25
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O foco deste blog é resgatar as crenças, de quando eramos crianças, mas fica dificil resgatarmos crenças sem resgatarmos lembranças de momentos que não voltam mais. Então eu peço a Cá que me perdoe, mas vou aproveitar para colocar uma outra lembrança que trago comigo. Eu literalmente "madrugava" aos domingos para assistir uma série chamada "Happy Days", e fico impressionado que quase ninguem se lembra dessa série.
Quando eu digo que "madrugava", é sério, me lembro de acordar às vezes as 5:00h da manhã só para assistir um desses episódios.
E você? Lembra de algum seriado, filme, desenho, que marcou sua infância? que fazia você acreditar em algo?
Maiores detalhes neste link norte-americano ou neste link brasileiro



Escrito por Cesar às 17h10
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O Zero, o louco comentou sobre um seriado que passava na televisão, alguns anos atrás, e que eu também assisti muito, mas isso fez com que eu me lembrasse de alguns desenhos da excelente dupla Hanna Barbera (sim, são duas pessoas e não um único nome como eu acreditava). São tantos os títulos que essa dupla produziu, que às vezes fica díficil escolher qual era o melhor deles. Se você clicar na televisão abaixo, irá abrir uma página com toda a produção da dupla Hanna Barbera.


Escrito por Cesar às 16h54
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Agora a consulta aos posts anteriores ficou mais fácil, sem ter de sair desta tela. Enjoy

Escrito por Cesar às 22h42
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Como os colaboradores desse site gostam de escrever textos longos, aumentei o espaço dos posts e diminuí o das laterais, o que acham?

Continuem enviando suas lembranças!

Escrito por Cássia às 11h26
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Oba! Mais colaborações!!!

Leiam a ótima contribuição de Zero, o Louco:

Quando eu era criança havia o seriado "



Escrito por Cássia às 01h16
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Quando eu aprendi a ler, fiquei horrorizada com o fato de que todas as coisas escritas que eu olhava, cartazes na rua, outdoors, rótulos de produtos, tudo, eu lia, mesmo "sem querer". Fiquei durante algum tempo, achando que eu estava com algum problema de visão, porque eu não conseguia mais olhar para as letras sem ver as palavras, como há pouco tempo eu fazia.

Isso me preocupou bastante, e cheguei a ter dores de cabeça tentando "não ler" as coisas escritas que eu via.

Só me acalmei quando minha mãe me explicou que agora eu sempre veria o mundo assim: codificado... Eu era normal! :)



Escrito por Cássia às 11h11
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Esse blog depende da sua colaboração. Conte o que você acreditava quando era criança, clicando aqui.

Escrito por Cássia às 20h05
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Colaboração da minha amiga Cacau:

Quando eu era criança, eu acreditava que algo de mágico havia no escritório de meu avô.
Era apenas um pequeno quarto da casa, com as paredes forradas de estantes de grossa madeira, cada estante repleta de livros, velhas encadernações de couro com suas letras douradas.
Mas havia o cheiro do papel, o cheiro do couro, o cheiro da madeira...havia ainda a luz vinda da janela alta, fazendo parecer que as minusculas partículas de poeira dançavam no ar...
Ah, como aquele lugar me fascinava!
Lembro ainda de, escondida, folhear os grandes livros - sim, hoje sei que não eram apenas grandes em suas brochuras... As ilustrações de Don Quixote, em edição bilingüe, a boa e velha Barsa, uma espécie de Google daquela época, primeiro lugar onde íamos procurar informação para os trabalhos da escola.
O primeiro livro, entretanto, que li sozinha, sempre dentro do escritório, nas tardes que passava na casa de meu avô, foi "História do Mundo para Crianças", de Monteiro Lobato. Mais tarde seguiria a coleção completa de suas obras.
Mais tarde, fui apresentada ali à Wilde, Flaubert, Goethe, Machado de Assis, entre outros.
Mas meu avô se foi e aquele escritório também. Hoje restaram os livros, colocados em um quarto amplo e iluminado do apartamento em que minha avó foi morar. Ainda passo horas por lá. Mas não é a mesma coisa.

Quando eu era criança eu acreditava que tinha algo de mágico naquele lugar. E eu estava certa.



Escrito por Cássia às 01h14
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Esse blog depende da sua colaboração. Conte o que você acreditava quando era criança, clicando aqui.

Escrito por Cássia às 01h44
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Quando eu era criança, eu NÃO acreditava em Papai Noel... E você?... Até quantos anos acreditou que o bom velhinho viria te dar presentes, mesmo que você não tivesse uma chaminé?



Escrito por Cássia às 03h11
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Quando eu era criança, eu era muito chata para comer. Minha mãe tinha dificuldade em fazer eu me alimentar corretamente, porque as únicas coisas que eu gostava eram macarrão sem molho algum, e bolo de chocolate. Era difícil me convencerem a comer algo além disso. No entanto, eu lembro nitidamente que, nos diversos "dramas a mesa" que ocorriam, eu sempre pensava que minha mãe estava exagerando, porque "comer direito" era coisa de adulto. Eu tinha a certeza que, com o tempo, eu aprenderia a comer molho de macarrão, verduras, legumes. Por algum motivo, eu achava que isso viria com o tempo.

Infelizmente, eu estava certa. Hoje eu como "tão bem" que preciso estar sempre vigiando a balança!

Escrito por Cássia às 12h52
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Eu tinha muito medo da novela "Saramandaia".

Na verdade, eu não tinha permissão para assistir. Além de ser tarde (naquele tempo tinha novela das 22:00!), não eram temas adequados para crianças, mas eu me escondia no canto da sala, e quando meus pais viam, eu já estava chorando por causa do Lobisomem (acho que era o Ary Fontoura), ou do João Gibão (porque aquelas asas nas costas dele eram assustadoras, apesar de que o personagem não era "do mal"), ou porque a Dona Redonda explodia - até hoje tenho medo de engordar demais e explodir. :o)

Era tanta coisa pra ter medo, que eu não entendo porque eu me escondia para assistir a novela, por mais que me proibissem!

Escrito por Cássia às 13h52
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Mais uma contribuição, da Livia:

"Quando eu era criança, acreditava que quando soltavam fogos de artificio, eles caiam na cabeça das crianças, e uma vez saí correndo de medo, e acabei trombando em uma amiga...fui parar no hospital, com um galo enorme na cabeça"


Escrito por Cássia às 13h42
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E a contribuição do Guga:

"Uma vez falaram pro meu irmão que quem têm as sobrancelhas juntas, são pessoas más. E ele, como tinha as sobrancelhas QUASE juntas, raspou com gilette os poucos pelos que tinha entre elas. Claro, os pelos engrossaram e hoje ele tem sim as sombrancelhas beeeem juntas, muito feio! ahahaha Essa foi bizarra, tive que colocar aqui. Ah, ele não era nem nunca foi uma pessoa má. =) "


Escrito por Cássia às 12h29
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ok, vamos as colaborações recebidas. A Miquinha contou:
"Uma vez, quando eu era criança, após ter visto Peter Pan, eu sonhei que estava voando e acho que caí da cama... "


Escrito por Cássia às 12h25
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Essa ideia da Cá, inspirada no outro blog, foi realmente uma "sacada genial". Na linha do post em que ela comenta sobre os sapatos organizados, eu me lembro que eu tinha verdadeira neuras com relação a pularem sobre minhas pernas. Tinha de "despular" :o) senão eu não ia crescer. Também na linha "algum adulto falou isso", sabe-se la por qual motivo :o). No final, acho que mais "despularam" que "pularam" e acabei ficando assim grandão :o)

by Ce'

Escrito por Cesar às 02h25
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ei que legal! Já tenho contribuições! Vou colocá-las aqui, logo!

Escrito por Cássia às 02h16
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Quando eu era criança, eu acreditava que a rã era a mulher do sapo. Dois bichos tão parecidos, um com nome feminino, outro com nome masculino. Não parece óbvio?...



Escrito por Cássia às 01h44
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Quando eu era criança, eu acreditava que se meu sapato ficasse virado para baixo, uma tragédia aconteceria. Não me lembro quem foi o adulto sem raciocínio que me falou isso, provavelmente para que eu mantivesse minhas coisas no lugar, e os sapatos guardados, e não jogados no meio do quarto, do jeito que eles caíssem quando eu os chutasse fora de meus pés.

A verdade é que isso criou uma espécie de neura infantil, eu ficava o tempo todo verificando se nenhum sapato estava virado, com medo de ser responsável por algo ruim que aconteceria em minha família...

Eu superei esse trauma e essa superstição. Não que eu deixe sapatos jogados de qualquer jeito por aí, mas não acho que algo horrível vai acontecer por causa disso.


Escrito por Cássia às 01h43
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Eu achei essa idéia muito legal, de resgatar coisas estranhas e/ou engraçadas, que acreditamos quando somos crianças.

Eu a vi (a idéia), aqui, no Pensar enlouquece.
Lá, ele conta que inspirou-se no I used to believe.

Pois bem, eu me inspirei em ambos, e resolvi copiar, sim.

E convido quem quiser se unir a mim, a colocar suas lembranças nos comentários, ou me mandar um email, que eu transfiro as melhores para o Blog.

Vamos tentar, então.

Escrito por Cássia às 01h43
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29/12/2002 a 29/12/2003
30/12/2001 a 28/12/2002




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